Ritmo de produção expõe limites

Ritmo de produção expõe limites

Florianópolis, 16.12.13 – A Petrobras anunciou pelo menos 10 vezes neste ano recordes de produção em suas refinarias. As unidades da companhia chegaram a operar com 99% da capacidade e, com a melhora de eficiência, nunca se produziu tanto combustível no país. Mas acidentes nas últimas duas semanas expuseram uma possível sobrecarga na produção.
O maior impacto foi um incêndio de 54 minutos que paralisou uma das maiores refinarias no Brasil, a Repar, no Paraná. Sindicalistas dizem que a política da Petrobras de cortar custos ,ao mesmo tempo em que opera refinarias no limite da capacidade para dar conta da crescente demanda nas bombas, aumentou riscos operacionais e está entre as causas do incêndio da unidade de Araucária, no entorno de Curitiba.
O mesmo vale para Manaus e Bahia, onde também houve acidentes. Em Minas Gerais, São Paulo e no Rio de Janeiro, funcionários fazem coro às reclamações das condições de segurança. Falta pessoal para fazer vistorias, substitutos para viabilizar treinamento, represamento em custos e atraso em manutenção.
A Petrobras afirma que as medidas de aumento na eficiência operacional respeitam estritamente os princípios de segurança.
– Uma série de salvaguardas foi derrubada e levou ao incêndio (Repar). Parte delas fruto de uma política de corte de investimento que exige mais de equipamentos e dos funcionários – disse o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e de Santa Catarina (Sindipetro PR-SC), Silvaney Bernardi.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) acompanha com atenção os acidentes e estuda desde o ano passado uma nova regulação para a manutenção de suas refinarias. Uma minuta deve sair em janeiro. Da última vez que a agência aplicou uma regulação do gênero, na área de produção, a Petrobras precisou parar a produção em suas plataformas para reparos.
Fonte: Diário Catarinense

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