Segundo último relatório da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), o número de casos notificados no Estado de dengue entre janeiro e fevereiro deste ano já é maior do que o registrado no mesmo período do ano passado: passou de 30, em 2012, para 172, em 2013. Desde o início do ano até 14 de abril, 157 casos já foram confirmados no Estado, sendo que Florianópolis tem 26 casos, Joinville 18 casos e Chapecó seis casos confirmados. Até quinta-feira, a SES afirmava que todos os pacientes tinham contraído a doença em outros estados do Brasil.
O número de focos do mosquito Aedes aegypti também surpreende. No ano de 2012 inteiro foram registrados 1.268 focos. Nos primeiros meses de 2013, até abril, já foram 1.611 registros. O maior número de focos está justamente na cidade de Chapecó, que, de acordo com últimos dados divulgados em relatório da Dive do começo do ano até 14 de abril, chega a 770. Até março, o município tinha 618 focos, situação que comprova o estado de alerta que se instalou em Santa Catarina.
Ajuda da população
Segundo assessoria de imprensa da SES, as secretarias de Saúde de Chapecó e do Estado estão intensificando os trabalhos de eliminação de recipientes que possam acumular água e estruturação de atendimento médico aos possíveis casos de contaminação. Porém, os agentes de saúde não conseguem ser eficazes sem o engajamento da população.
Por isso, a SES orienta a população no sentido de eliminar qualquer recipiente que acumule ou possa acumular água – sobretudo as caixas-dágua, que devem estar vedadas; as calhas, que, quando sujas, impedem a passagem da água e fazem com que o líquido se acumule; além de vasos de plantas e pneus. “Somente o envolvimento de toda a sociedade catarinense pode eliminar a circulação viral”, disse a nota.
Medidas para evitar a proliferação do mosquito
– Evite que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos.
– Não acumule materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios.
– Trate adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água. Manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentem de larvas.
– Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida de seus animais de estimação pelo menos uma vez por semana.
– Coloque areia nos pratinhos de plantas e remova duas vezes na semana a água acumulada em folhas de plantas. Em bromélias, utilizar jato forte de água na axila das folhas a cada dois dias.
– Mantenha as lixeiras tampadas, não acumule lixo/entulhos e guarde os pneus em lugar seco e coberto.
– Os locais mais prováveis para que a fêmea coloque os ovos são os que ficam à sombra e com água limpa.
Florianópolis registra 18 casos de dengue
Com 18 casos de dengue confirmados e dez aguardando confirmação, Florianópolis se mantém em alerta contra o mosquito Aedes aegypti. A maior preocupação com o transmissor da doença está no Continente, onde estão 26 dos 32 focos identificados na Capital. A região é considerada crítica pela Vigilância Epidemiológica do município, que pede a colaboração das comunidades para que o número de casos não aumente.
Capoeiras, Jardim Atlântico, Monte Cristo e Coloninha seguem como os campeões dos focos. O trânsito intenso, a presença de empresas de ônibus e caminhões e alta concentração de pessoas e de lixo são favoráveis para que o mosquito se aloje na região. “É importante que as pessoas cuidem do ambiente, do entorno do seu terreno, que não joguem lixo nos terrenos baldios e não mantenham vasilhas que podem acumular água descobertas”, destacou a gerente da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, Ana Cristina Vidor. Fora do Continente, existem quatro focos no Centro e dois no Norte da Ilha.
A situação de Florianópolis não é considerada problema para a Vigilância Epidemiológica Estadual, que acompanha alarmada o aumento dos casos em Chapecó. Até ontem a cidade do Oeste confirmou cinco novos casos de dengue e 800 focos do mosquito. Quatro deles autóctone, ou seja, adquiridos dentro do território catarinense.
O primeiro caso de contágio no Estado foi anunciado no último dia 12. Ontem, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou os outros três, todos no bairro Santo Antônio. “Como o foco é localizado, podemos intensificar as ações de combate neste bairro”, afirmou a gerente de Zoonoses e Entomologia do Estado, Suzana Zeccer.
Os municípios de Mafra, Capão Alto e Canoinhas, que não haviam registrado nenhum foco do Aedes aegypti em 2013, tiveram a confirmação de focos esta semana. Em todo o Estado, há 1.675 focos registrados.
Fontes: Emanuelle Gomes e Cristina Pierini/ Notícias do Dia
Foto: Lucas Sampaio
