Caxias do Sul, 20.5.13 – O Seminário Transpodata que terá como tema A Indústria do Transporte no Desenvolvimento do Brasil, que acontece no dia 21 de maio, entre 14h e 15h15min,em Caxias do Sul, terá a participação do presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc), Pedro Lopes. Ele estará no painel debate e sessão de perguntas – Transporte e Logística Soluções de Mobilidade. Lopes será o palestrante âncora e terá 30 minutos para falar sobre o tema proposto. Estarão nesse debate, o fundador e diretor do Imam, José Maurício Banzato; o presidente do Setcesp, Manoel Souza Lima Júnior e o presidente da Abralog,Pedro Francisco Moreira. O encontro será mediado péla jornalista da Transpodata, Maria Alice Guedes. Planejamento de logística no Brasil das grandes empresas deve incluir a parceria do poder público? É a pergunta a ser respondida pelos participantes, porque governos municipais e estaduais decidem restringir a circulação de veículos para a entrega de cargas, sem consultar ou negociar com as partes envolvidas, interferindo nas entregas e gerando mais custos. Outro ponto é o grande fluxo das rodovias e centros urbanos e a precária infraestrutura de transporte e logística. Como solucionar essa deficiência que tem elevado os custos do frete e dos produtos ao consumidor final. Lopes vai destacar as necessidades, a partir de estudos, com o Plano de Logística da Confederação Nacional de Transporte, de investimentos do pais e o baixo investimento, mas principalmente a falta de rumo e de objetivos das autoridades em definir os projetos e de executá-los. Todo o dia aparece na midia propostas que com o tempo acabam no esquecimento, enquanto isso, as rodovias federais e estaduais estão cada vez mais congestionadas como se fossem vias urbanas. Não se planeja e não se implementa programas de transporte coletivo, de integração de modais e de contornos nas cidades para absorver o transporte urbano. Enquanto isso, o incentivo ao uso do carro é cada vez maior. O estado gasta bilhões para viabilizar a copa do mundo em cidades sem nenhuma tradição com futebol, como é o caso do Mato Grosso, Brasília, Manaus e Natal, mas não investe o mesmo montante em obras de infraestrutura de transporte e logística nos pontos mais críticos do pais, lembra Pedro Lopes. Por exemplo, o que se viu agora com a safra de soja é o exemplo disso, sem estradas, sem armazéns, sem capacidade dos portos em receber o grão, os caminhões viraram silos e o custo disso é elevado. Lopes vai dizer ainda que essa não é uma luta de hoje, mas dos últimos 25 anos e pouco mudou.
Fonte: JP/ Imprensa Fetrancesc
Fonte: JP/ Imprensa Fetrancesc