Sul exige expansão do gás natural

Sul exige expansão do gás natural

Florianópolis, 20.8.13 – Falta do insumo na região limita o crescimento econômico e obriga empresas e Estados a recorrerem a fontes poluentes.
Está faltando gás natural para as indústrias de Santa Catarina. A SCGÁS, distribuidora do combustível no Estado, teve que negar o fornecimento imediato para 60 empresas, entre elas a General Motors (GM), em Joinville; a Bunge Alimentos, em Gaspar; e a Klabin, de Lages.
E se já está difícil agora suprir a demanda do setor produtivo do Estado, a previsão é que daqui a seis anos, em 2019, as indústrias precisem de 2,9 milhões de metros cúbicos ao dia, 45% a mais do que o previsto em contrato pela Petrobras até a data.
– Não podemos ficar indefinidos nessa situação. A Petrobras precisa assegurar um suprimento adicional para que possamos ampliar nossos contratos com as empresas – defendeu o presidente da SCGÁS, Cósme Polêse, que cobra também equidade na questão tarifária, pois o gás importado da Bolívia está cerca de 20% acima do preço do gás nacional.
A relação entre oferta e demanda é ainda mais discrepante para a região do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), que reúne os Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, todos abastecidos somente pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).
O governador Raimundo Colombo, presidente do Codesul; o governador do RS, Tarso Genro; e os vice-governadores do PR, Flávio José Arns; e do MS, Simone Tebet; assinaram ontem um ofício pedindo à Petrobras para que envie os estudos e projetos sobre a necessidade de ampliação do fornecimento na região.
De acordo com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), 224 indústrias do Estado são dependentes do gás natural. O diretor da entidade, Henry Quaresma, destacou que o uso do combustível faz muita diferença, por causa do preço, para os setores que consomem energia de forma intensiva.
Segundo estimativas da Fiesc, caso o fornecimento de gás natural continue no mesmo patamar no Estado, os setores cerâmico e químico vão deixar de crescer 50% até 2020. Os setores têxtil e de siderurgia e metalurgia, 25% e os de papel-celulose, alimentos e bebidas, 10%.
Fonte: Janaina Cavalli/ Diário Catarinense

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