Florianópolis, 4.2.14 – As cinco empresas que atualmente exploram o transporte coletivo de Florianópolis foram as únicas interessadas em participar do processo de licitação. Canasvieiras, Emflotur, Insular, Transol e Estrela se uniram para entregar na prefeitura ontem a proposta de criação de um consórcio que, se estiver dentro das exigências do edital, administrará o serviço por mais 20 anos.
O envelope com a proposta do consórcio foi aberto entre protesto de manifestantes do Movimento Passe Livre, que cobram a tarifa zero.
De acordo com a prefeitura, o novo contrato acabaria com as paralisações e moderniza o serviço, além de diminuir a tarifa. Para as empresas, que até então alegavam operar sem lucro, o edital tem benefícios que tornam viável o serviço.
A redução do número de cobradores e o subsídio da tarifa social são apontados pelo Sindicato das Empresas do Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf) como motivadores para participação no processo.
O diretor de planejamento da Secretaria Municipal de Mobilidade, Vinícius Cofferri, afirma que o número de cobradores trabalhando na função será reduzido, mas os trabalhadores serão realocados. Com o novo sistema serão necessários mais empregados para as áreas pré-pagas.
Cofferri explica que não haverá mais pagamento de subsídio, como acontece atualmente. Serão repassados valores correspondentes às gratuidades. Mas não há como saber o montante antes de revelada a proposta financeira apresentada pelo consórcio. Cerca de 50 mil trabalhadores serão atendidos com a tarifa social no novo modelo. Além disso, 6 mil estudantes oriundos de famílias carentes, cadastradas no sistema de assistência social da Prefeitura terão direto à tarifa zero.
Licitação baixará tarifa em, no mínimo, R$ 0,10
Na avaliação do diretor, os atentados a ônibus e a complexidade do sistema fizeram com que empresas de fora ficassem receosas em investir no transporte de Florianópolis.
Ontem à tarde a proposta foi aprovada na fase de habilitação, e agora segue para análise da Comissão de Licitações, que avalia se o consórcio tem condições financeiras para cumprir as exigências. Caso haja pendências, haverá oito dias para regularizar a situação. Se não, a licitação terá de ser reaberta. No envelope lacrado entregue ontem está o novo valor da tarifa. O edital determinava valor máximo de R$ 2,80 em dinheiro e R$ 2,60 no cartão.
– Já está garantida a diminuição de R$ 0,10 na tarifa – afirma o diretor.
Fonte: Emanuele Gomes/Diário Catarinense