Florianópolis, 4.3.12 – As prisões de motoristas que dirigem embriagados pelas rodovias federais de Santa Catarina mais do que triplicaram desde que a Lei Seca passou a ser mais rigorosa. Entre 21 de dezembro do ano passado e a meia-noite de 2 de março foram 244 casos, diante de 78 no mesmo período entre 2011 e 2012 – aumento de 212,8%. O número de multas envolvendo motoristas embriagados também cresceu. Saltou de 295 para 443 no mesmo período.
Segundo o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Estado, inspetor Silvinei Vasques, os resultados são consequência de um ajuste no planejamento estratégico da PRF. A nova tática aumentou o foco na fiscalização para diminuir o número de mortes por acidentes. Os números provam uma alta de 357,8% em testes realizados pela PRF em SC. O percentual se refere ao 32,8 mil motoristas submetidos ao bafômetro de 21 de dezembro de 2012 até o último sábado e a comparação com os dados do mesmo período entre 2011/2012 (7,1 mil).
Santa Catarina também se destaca no percentual de prisões, porque nem todos que bebem e dirigem vão para a cadeia. Isto ocorre somente a partir de 0,3 miligramas de álcool por litro de sangue. No Estado, 55% dos infratores flagrados estavam nesta situação, enquanto a média nacional é de 42%.
O dado significa que em SC é maior a quantidade de motoristas que precisam responder processo criminal e têm de pagar fiança para sair da prisão.
Motoristas não recusam mais o teste do bafômetro
Vasques explica que a legislação não obriga o motorista a fazer o teste, mas que após o aumento do rigor da lei a realização do teste do bafômetro passou a ser benéfica para os motoristas.
Com a mudança, que permite usar imagens, testemunhas e descrição de sinais de embriaguez como fala pastosa e dificuldade de caminhar, assoprar o equipamento é a forma de assegurar a inocência.
Segundo Vasques, se nos anteriores a legislação tivesse o mesmo rigor, o número de prisões seria maior.
Fonte: Felipe Pereira/ Diário Catarinense