Florianópolis, 6.12.13 – Há dez anos, pelo menos, a Petrobrás se presta à tarefa de subsidiar o custo do combustível, importando gasolina a preço internacional e o repassando ao consumidor a um custo entre 13% e 20% menor. Como o reajuste pleno da defasagem remeteria a inflação às alturas, prevalece o calendário-eleitoral e o preço continua subsidiado, apesar do recente aumento de 4% para revendedoras e mais ou menos 3% nas bombas.
Surrealismo: o governo assiste as ações da Petrobrás despencarem nas Bolsas, com perdas de R$ 24 bilhões, à reboque dessa política “Papai Noel”. E a Oposição quase se suicida ao reclamar do aumento, achando-o “insuficiente”.
O certo seria terem evitado o início dessa pirâmide, no primeiro governo Lula. Oposição pedindo “aumento” da gasolina e Governo fechando os olhos para a dilapidação da maior empresa nacional, é o retrato da “competência” dos políticos de hoje. Aumento pra valer, esperem, virá no dia seguinte ao da eleição de outubro…
Fonte: Sérgio da Costa Ramos/ Diário Catarinense
Compartilhe este post