Florianópolis, 9.10.14 – Todos nós temos que nos perguntar se, passadas as eleições ou o ano, durante o próximo governo continuaremos a nos submeter a vontades, interesses, à falta de autoridade e à falta de gestão pública para vermos atendidas as necessidades de melhoria da nossa infraestrutura?
Depois de muitos anos clamando pelo nivelamento das pistas marginais da BR-101, no Morro dos Cavalos para pelo menos imitar a BR-101 Sul duplicada, podemos ficar reféns também da construção dos túneis prevista naquele trecho e o discutido contorno da Grande Florianópolis.
Este contorno, que tem servido de tema para acalorados debates, também é refém dos índios, que provavelmente devem ter sido transferidos para o seu traçado. Tanto num como no outro estamos a reboque da Funai e, se em um colegiado de caciques, já formado, não tiver atendidas suas reivindicações, não haverá liberação para que o projeto seja definitivamente, aprovado e assim, a obra possa tomar rumo.
Outro imbróglio será o custo dos túneis do contorno para que se chegue ao valor real e tenham as obras o início e fim. Na verdade, os túneis no contorno viário não estavam previstos, mas infelizmente a liberação de uma construção de um condomínio residencial motivou o acréscimo das obras de arte, em número de oito, de um quilômetro de extensão ao custo de R$ 100 milhões cada um.
Outro fato são as desapropriações cercadas de interesseiros que estão procurando os proprietários das áreas “para defender seus interesses”, aviltando o valor das terras e levar o seu quinhão.
Precisamos acompanhar de maneira coletiva, entidades e sociedade organizada, para que 52 quilômetros não demorem mais que o tempo de construção dos 298 quilômetros da BR-101, de Palhoça à divisa com o Rio Grande do Sul.
* Pedro Lopes – Presidente da Fetrancesc
Fonte: Diário Catarinense
Compartilhe este post