Florianópolis, 16.7.14 – A construtora Planaterra, terceira colocada na licitação que contratou a empresa para duplicar a SC-403, no Norte da Ilha, retomou as obras depois de quase três meses de trabalhos parados.
Os serviços estavam interrompidos desde abril, quando o Estado iniciou o processo de rescisão de contrato com a empresa Espaço Aberto, vencedora do processo licitatório.
Com a retomada da duplicação, a Planaterra tem oito meses de contrato para entregar a obra pronta, segundo o secretário de Estado de Infraestrutura, João Carlos Ecker. Por isso, o trabalho deve estar concluído em março de 2015.
O prazo inicial previsto, quando a Espaço Aberto foi contratada, era dezembro de 2014. De acordo com o secretário, a nova empresa só receberá o valor pelos serviços executados a partir de agora. Por outro lado, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) ratificou a intenção da Secretaria de Estado de Infraestrutura de multar e penalizar a empresa Espaço Aberto após a rescisão de contrato da duplicação da SC-403, diante da insatisfação do governo com as obras.
O valor da multa aplicada à empresa é de R$ 680 mil, cerca de 2% do valor da obra. Além disso, a Espaço Aberto ficará impossibilitada de participar de novas licitações do Estado por dois anos.
A Espaço Aberto também responde a outros processos junto ao Estado pela obra de reforma do aeroporto de São Joaquim e pelo restauro da Ponte Hercílio Luz. Neste último, a construtora tem até sexta-feira para apresentar defesa diante da intenção do governo de rescindir o contrato.
Fonte: Ânderson Silva/ Diário Catarinense
Ponte trincada
Os serviços de inspeção sobre o estado de conservação das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo foram interrompidos. O contrato é de R$ 1,5 milhão. O engenheiro Honorato Tomelin realizou visita nas duas pontes e constatou: a ponte Pedro Ivo tem uma trinca no vão central. As saias das duas pontes também precisam de manutenção.
Contorno atrasa
Durante audiência no Ibama e ANTT surgiu mais um problema que vai atrasar outra vez as obras do contorno da BR-101 em Florianópolis. Os trechos norte e sul precisam de licenças da Funai. A Fundação do Índio fixou em 6 de setembro o prazo para emitir as licenças. Assim, a execução do contorno tende a sofrer nova protelação.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
De tempos em tempos
A colega da RBS TV, Lígia Gastaldi, flagrou ontem um caminhão atrapalhando o trânsito no bairro Coqueiros, em Florianópolis. O motorista estacionou na Rua Almirante Tamandaré e o fluxo no sentido Centro ficou congestionado.
BR-101, em Laguna
Hoje, a partir das 7h15min, será feita a instalação de uma mureta no km 316 da BR-101, em Laguna, onde aconteceu deslizamento de terra há duas semanas. O sistema pare-siga pode durar o dia todo.
Em Itapema
Continuam nessa semana as obras entre os quilômetros 140 e 150 da BR-101, onde ocorre a implantação de barreira de concreto. Há bloqueio de faixas nos dois sentidos e construção da marginal no quilômetro 143, sentido Norte.
Fonte: Marina Paniz/ Trânsito 24 horas/ DC
SC projeta recorde de exportações
Um dos acordos firmados durante as reuniões da 6a cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Fortaleza (CE), deve garantir um recorde para Santa Catarina em 2014.
O Estado é a origem de mais de 50% das exportações de suínos para a Rússia e planeja ampliar esse comércio após o anúncio de acordo para expandir os negócios assinado pelos presidentes dos dois países na segunda-feira. A expectativa é que Santa Catarina supere a marca de US$ 300 milhões (cerca de R$ 700 milhões) em vendas para o país até o final do ano.
O acordo bilateral projeta a diminuição de barreiras entre Brasil e Rússia. Para Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa), que participou da rodada de discussões da cúpula com empresários, o mercado pode ficar ainda mais aquecido após o acordo:
– No encontro, a Rússia deixou claro que pretende comprar mais do Brasil, inclusive dando apoio à abertura de novas unidades no país para produção de suínos. O comércio com os russos cresceu bastante este ano, principalmente após o surto de diarreia suína nos EUA, que é um dos maiores vendedores mundial do produto.
No primeiro semestre deste ano, Santa Catarina já vendeu mais de 86 mil toneladas de carne suína para o exterior, sendo 46 mil toneladas apenas para a Rússia, principal destino da produção catarinense. As vendas para o país europeu no período somam US$ 176,3 milhões, mais do que o dobro do valor dos seis primeiros meses de 2013. O governo catarinense espera que esses números melhorem ainda mais no restante do ano.
– Com o cenário aquecido, acredito que o segundo semestre deve ser ainda melhor em vendas de suínos para a Rússia – afirmou Airton Spies, secretário de Agricultura e Pesca de SC.
De olho no crescimento da carne suína catarinense no mercado internacional, os produtores buscam o certificado de zona livre de peste suína clássica (PSC), que será implantado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) a partir de 2015.
– Nosso Estado está livre de problemas sanitários há algum tempo. O certificado da OIE é uma intenção de melhorar a relação de comércio entre os países – diz Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suíno (ACCS).
Fonte: Diário Catarinense
Prejuízo de R$ 190 milhões por causa das chuvas no oeste
As fortes chuvas que atingiram Santa Catarina, no final de junho, deixaram um prejuízo de R$ 190 milhões na região Oeste, incluindo o Meio-Oeste e Extremo-Oeste, segundo relatório da Defesa Civil Estadual.
A estimativa não inclui as perdas do Planalto Sul e Alto Vale de Santa Catarina, além dos dados de Águas de Chapecó, uma das cidades mais atingidas.
O relatório aponta que são R$ 75,9 milhões de perdas em espaços públicos, como praças, rodovias, postos de saúde, museus e escolas, entre outros. Na área privada o prejuízo foi de R$ 115 milhões.
Foram 116 mil pessoas afetadas por alagamentos, deslizamentos, enxurradas e inundações, em 61 municípios do Oeste.
Somente em Chapecó choveu 430 milímetros de 24 a 29 de junho, quase três vezes a média de um mês.
Uma das cidades que não chegou a ser alagada mas com grande impacto foi Arvoredo, onde parte da população foi retirada das casas pelo rompimento de uma barragem em Ponte Serrada.
O Rio Uruguai subiu 14 metros e, o Rio do Peixe, nove metros. Foram 1927 desalojados e 928 desabrigados. Somente São Carlos teve 304 desabrigados e 296 desalojados.
Ainda não foram computados os números oficiais de Águas de Chapecó, de acordo com o coordenador regional da Defesa Civil no Oeste, Luciano Peri.
Fonte: Diário Catarinense
Arrecadação de SC cresce 13,5% no semestre
A receita do Estado alcançou R$ 9,9 bilhões no primeiro semestre do ano, 13,5% superior a do mesmo período do ano passado, incluindo a arrecadação de impostos pelo Estado e R$ 689 milhões de repasses da União. Os tributos estaduais ICMS, IPVA, ITCMD e taxas somaram R$ 9,2 bilhões, cifra 13,2% maior frente aos mesmos meses de 2013. A principal fonte foi o ICMS que alcançou maior crescimento nos setores de bebidas (28,61%), embalagens (26,5%), energia elétrica (21,62%), automação e restaurantes (21,8%) e transportes (21,2%). O mês de junho teve a maior arrecadação de impostos estaduais do ano, R$ 1,59 bilhão, 14,58% a mais frente ao mesmo mês do ano anterior sem considerar repasses federais. Vale observar que a alta é muito maior do que a do PIB do país, estimada por analistas de mercado para 1,05% para este ano. Na avaliação do secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, o resultado foi bom e permitiu antecipar a primeira parcela do 13º salário ao funcionalismo, manter as contas e os investimentos em dia. Esse crescimento da acima da expansão do PIB é em função do trabalho intensivo de combate à sonegação. A Fazenda trabalha para atingir a supermeta de receita 16% maior este ano. Gavazzoni elogia o trabalho da equipe e avalia que o crescimento de 7% real (descontada a inflação) “é notável considerando a conjuntura nacional”.
Maiores receitas
Os combustíveis seguem com a maior contribuição ao caixa do Estado. O ICMS do setor somou R$ 1,57 bilhão no semestre, com alta de 12,78% frente a 2013. A energia, com R$ 826,78 milhão (21,62% mais) ficou em segundo lugar. O calor ajudou o setor e também o de bebidas que arrecadou R$ 565,6 milhões (28% mais).
Banco do BRICS
Embora a presidente Dilma tenha negado, ela teve que abrir mão da presidência da instituição para que houvesse consenso. A Índia, que propôs o banco, ficará com a presidência. E não vai ser fácil ao Brasil tirar US$ 10 bilhões do caixa para formar o banco.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense