Florianópolis, 8.8.14 – Os três principais candidatos ao governo estarão hoje participando, às 10h, de uma sabatina com os empresários na Fiesc. Participarão do encontro Cláudio Vignatti (PT), Paulo Bauer (PSDB) e Raimundo Colombo (PSD), que deverão se posicionar sobre a Carta da Indústria, um denso documento com 104 páginas que traduz o pensamento do setor industrial e que todos os concorrentes receberam há mais de uma semana para análise.
O estudo partiu de pesquisa realizada com 360 industriais de todo o Estado, além de outros dados avaliados mensalmente pela equipe técnica da federação. Coloca a indústria no contexto nacional, indica os principais entraves ao desenvolvimento e apresenta estratégias de ação.
A primeira constatação: os índices econômicos da indústria estadual têm sido este ano bem melhores do que os números brasileiros nos mais diferentes parâmetros. A segunda: o industrial é criativo, otimista e empreendedor, mas enfrenta fatores adversos que não mudam, como falta de infraestrutura, logística capenga, carga tributária, trabalhadores sem qualificação e excesso de burocracia. “O empresário está cansando”, diz o presidente.
Os principais gargalos continuam na carência de rodovias, portos, aeroportos e ferrovias. Projetos e obras que se arrastam por décadas e não andam, quase todos de responsabilidade do governo federal.
A Fiesc vai pedir aos candidatos comprometimento com incentivos à educação, melhoria da infraestrutura, redução da carga tributária e mais estímulos à inovação tecnológica.
O BRDE, POR MEIO DO BNDES, DISPONIBILIZOU LINHAS DE CRÉDITO PARA AMPLIAR A CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO DE GRÃOS EM SANTA CATARINA. A PREVISÃO É DE QUE O FINANCIAMENTO AMPLIE A CAPACIDADE DE ARMAZENAGEM PARA 6,5 MILHÕES DE TONELADAS (HOJE O ESTADO ESTOCA CERCA DE 4,2 MILHÕES).
280, ENFIM!
DNIT anunciou publicação de licitação para duplicação do lote 1 da BR-280, entre São Francisco do Sul e a BR-101. O problema é que o Canal do Linguado não está previsto nesta concorrência. O órgão já tem o projeto pronto ao custo de R$ 200 milhões, mas depende do MPF.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
Indústria cobra mais qualidade na educação
A Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) recebe hoje os três principais candidatos ao governo catarinense para apresentarem propostas às prioridades apontadas pelos empresários do setor. A novidade, desta vez, é que uma pesquisa junto aos industriais apontou que eles consideravam como maior entrave ao crescimento, com 46,7% dos votos , a insuficiência de trabalhadores com formação adequada às necessidades das suas empresas. Como segundo maior entrave, com 42,5%, foi apontada a demora e burocracia do serviço público; e em terceiro, com 41,4%, ficou a insuficiência de incentivos fiscais. O eterno gargalo de infraestrutura foi o quarto entrave mais votado, com 36,4%. O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, diz que a preocupação com a formação do trabalhador cresceu porque a maioria das empresas enfrenta esse problema e isso inibe a inovação e a competitividade internacional. Um fato novo é que a Fiesc vai cobrar compromisso com a redução da carga tributária. Côrte cita o caso da energia elétrica, que tem tributação próxima de 50%, sendo 33% de ICMS. Na Alemanha, a tributação é zero. A federação também vai chamar a atenção dos candidatos sobre a importância da indústria. Quando o setor vai bem, a economia cresce e vice-versa. É que ela tem impacto indireto sobre a maioria dos serviços.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Produção de petróleo no Brasil bate recorde
A produção de petróleo no Brasil atingiu recorde de 2,246 milhões de barris por dia em junho e superou o recorde anterior de 2,231 milhões de barris registrado em janeiro de 2012. informou ontem a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Houve aumento de 2,6% na produção em relação a maio e de 6,9% na comparação com junho de 2013.
A produção de gás natural chegou a 86,6 milhões de metros cúbicos e superou em 2,4% a do mês anterior. A produção no pré-sal aumentou 6,2% em relação ao mês anterior e chegou a 583,2 mil barris de óleo equivalente por dia.
De acordo com a ANP, o aproveitamento do gás natural no mês chegou a 95,1%. A queima do combustível em junho foi cerca de 4,3 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de aproximadamente 9,9% em relação ao mês anterior e aumento de 14,7% em relação a junho de 2013.
Em torno de 90% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras. Além disso, 92,4% da produção de petróleo e 73,5% de gás natural foram extraídos de campos marítimos.
A ANP informou também que, em junho, 303 concessões, operadas por 24 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 82 são concessões marítimas e 221, terrestres.
Fonte: Diário Catarinense