Clipping imprensa – Aeroporto recebe ponte de embarque

Clipping imprensa – Aeroporto recebe ponte de embarque

Joinville, 03.11.14 – O Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola, de Joinville, ganhou dois fingers terrestres. Trata-se do Sistema Elo, uma estrutura com escada e elevadores para pessoas com deficiência que leva os passageiros da sala de embarque até o avião – evitando que o acesso à aeronave seja feito pela pista, a céu aberto. O equipamento, de quase 200 metros lineares de comprimento e 3,30 metros de largura, é climatizado e com iluminação de LED.
A instalação começou sábado e estará concluída em 15 de novembro. O investimento soma R$ 4,2 milhões. O fabricante é a empresa gaúcha Ortobras. Com os fingers, os usuários terão segurança e acessibilidade garantidas para embarcar e desembarcar. O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, poderá vir a Joinville para inaugurar oficialmente o equipamento. Neste ano, a instalação do ILS-1 já melhorou a segurança de voos no aeroporto.

Único catarinense com o equipamento

Joinville é o terceiro município do Brasil a ter finger terrestre. Os outros dois estão nos aeroportos de Palmas (Tocantins) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul). O aeroporto joinvilense será o único catarinense a operar com o equipamento – de qualquer tipo. Até mesmo na região Sul do país apenas dois aeroportos têm o equipamento: o Afonso Pena, de Curitiba, usa o tipo aéreo; e o Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre, opera com os dois modelos.
O secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Joinville, Jalmei Duarte, comemora a novidade. Conta que a negociação começou a partir da leitura de uma reportagem sobre o tema, em dezembro de 2013.
– Falei ao prefeito e fizemos, rapidamente, a solicitação à Infraero. Aprovada a reivindicação, em menos de um ano estamos sendo atendidos. É uma vitória importante para a cidade. Essa melhoria aumenta a competitividade do município em atrair empreendimentos. É um case de sucesso do trabalho conjunto de muita gente do setor público, tanto da União quanto da prefeitura.
A próxima etapa é conseguir a instalação do equipamento RNP-AR, que vai liberar a utilização da cabeceira 15 para voos noturnos em Joinville.
Fonte: Diário Catarinense

Aeroporto

Dentro de 15 dias o aeroporto de Joinville passará a contar com o sistema ELO – um corredor climatizado que leva os passageiros da sala de embarque até o avião. Terá 200 metros de comprimento. Vai garantir mais conforto e segurança nas operações de embarque e desembarque dos passageiros.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense

Via Expressa Portuária

A audiência pública sobre a Via Expressa Portuária de Itajaí realizada na última semana terminou com uma previsão para a conclusão das obras, que estão paradas há dois anos. A expectativa é de que os trabalhos sejam retomados no primeiro semestre de 2015 e que a conclusão de todo o trecho – da BR-101 ao Porto de Itajaí – ocorra em três anos. A licitação será lançada na segunda quinzena de novembro. A continuidade dos trabalhos inclui as alças de acesso à BR, conclusão do trecho rodovia – Avenida Reinaldo Schmithausen, construção de um elevado também na Schmithausen e, por fim, a ligação até o porto.
Fonte: Trânsito 24h/ DC

Indústria se mobiliza por inserção

A Federação das Indústrias de SC (Fiesc), atenta para futuros negócios do ramo no Estado, criou em abril de 2013 o Comitê de Óleo e Gás com objetivo de inserir os portos e os complexos industriais catarinenses na cadeia produtiva nacional de petróleo e gás natural.
Membro desse comitê, Carlos Teixeira explica que a atual divisão dos royalties não impede que o Estado se desenvolva a partir da exploração do petróleo, uma vez que a economia se aquece com novos empregos e crescimento de setores de suporte à produção de petróleo. O comitê foi formado quando a federação, em conjunto com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), finalizou um estudo sobre o setor em novembro de 2012.
Concluiu-se ali que algumas das vocações catarinenses na cadeia de óleo e gás seriam intensificar o potencial de construção e reparo naval em Itajaí e Navegantes; instalar uma usina de regaseificação em São Francisco do Sul (estratégico para a indústria catarinense); e habilitar indústrias de metalmecânica de Joinville e elétricas de Jaraguá do Sul para atender demandas do setor.

ENTREVISTA | CARLOS TEIXEIRA

Indústria e UFSC apostam no crescimento do mercado de petróleo em Santa Catarina, que já conta com dois portos capacitados para embarcar na cadeia próspera nacional. Enquanto isso, o Estado ainda aguarda resultados positivos da audiência sobre os royalties, que deve ocorrer em janeiro no Supremo Tribunal Federal.
A chegada de uma sonda de exploração de petróleo em águas catarinenses – empreendimento da empresa australiana Karoon Óleo e Gás – reacendeu o debate sobre a distribuição dos royalties.
Enquanto as indústrias e até mesmo a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) alimentam expectativas de investimentos em infraestrutura e pesquisa para inserir o Estado na cadeia produtiva petrolífera, os direitos pela exploração ainda estão longe dos catarinense.
A plataforma da Karoon está situada a 260 quilômetros de Navegantes – a base terrestre mais próxima –, mas se encontra dentro das águas territoriais de São Paulo, Estado que deverá receber os royalties de uma eventual produção para valer. Ainda assim, caso confirmada a viabilidade comercial do poço, especula-se que a base de apoio da companhia australiana possa ser transferida de Niterói (RJ) para Itajaí.
Seria o segundo caso de uso de infraestrutura de um município catarinense com direcionamento de recompensas a outro Estado. Isso porque no litoral catarinense já opera uma plataforma da Petrobras, com produção de 66 mil barris por dia, nos campos de Baúna e Piracaba (veja na página 12). Apesar de toda a atividade operacional da estatal estar concentrada no município de Itajaí, São Paulo já recebe quase todo o volume de royalties proveniente do petróleo ali produzido.
Com a nova divisão pleiteada na Justiça, os benefícios seriam dos catarinenses. A divisão dos limites entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo foi feita pelo IBGE em 1988 e está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-geral de Santa Catarina, para quem o traçado atual desrespeita a lei.
Lideranças empresariais esperam que, com o desenvolvimento de novas atividades na costa, a distribuição dos royalties seja revista:
– Não temos participação em função dessa geografia estabelecida pelo IBGE. Agora nós iremos trabalhar com o governo estadual para reverter esse cenário – antecipa Eclésio da Silva, presidente da Associação Empresarial de Itajaí.
Integrante da Comissão de Óleo e Gás da Fiesc

“Temos potencial para crescer”

Integrante da recém-criada Comissão de Óleo e Gás da Fiesc, Carlos Teixeira avalia o mercado de petróleo em Santa Catarina como embrionário. O grupo tem o objetivo de inserir o Estado nessa cadeia, que é muito promissora e já gera bons resultados a outros Estados. O trabalho é baseado em estudos que comprovam o potencial catarinense, principalmente pela infraestrutura dos portos de Itajaí e de São Franscico do Sul. Confira a entrevista na íntegra:

Diário Catarinense – Quais são as características do setor de óleo e gás em Santa Catarina?

Carlos Teixeira – Um setor extremamente regulamentado e rígido. As empresas têm requisitos de qualidade, cadastramento, normas. Muitos termos de segurança e qualidade. Também é um setor bastante reservado. As companhias não abrem muita informação e dificilmente vazam dados sobre operação e prospecção de negócios. Essas empresas não anunciam nada antes que tudo esteja absolutamente acertado. Isso porque anúncios podem gerar muita especulação imobiliária e no mercado de ações. São projetos de maturação de longo prazo. Tem poços por aí que estão em estudo desde 2000 e só serão perfurados em 2015. Tem a fase de prospecção, de exploração, de perfuração de poços de avaliação e só depois que confirmam a viabilidade econômica é que fazem algum anuncio. Nós, da Fiesc, só ficamos sabendo dos projetos quando convidamos empresários do ramo. A Karoon, por exemplo, já está em SC há muitos meses, com escritório em Florianópolis, é só ficamos sabendo disso quando os convidamos há alguns dias para fazerem uma apresentação.

DC – Quais são os objetivos desse comitê da Fiesc?

Carlos – Nosso comitê tem objetivo de gerar negócios e introduzir Santa Catarina na cadeia de óleo e gás, que é muito promissora. O comitê também é novo, funciona desde abril de 2013, então nós também estamos nos estruturando. Aqui em SC não temos uma tradição no ramo. Hoje este setor está muito concentrado no Rio de Janeiro. Ali já operam muitas empresas. SC também não se destaca entre os Estados da região Sul, uma vez que Paraná e Rio Grande do Sul já possuem refinarias de petróleo e nós não. A propósito, os gaúchos são pioneiros no refinamento de petróleo no Brasil. Nós ainda somos incipientes. O objetivo é inserir o complexo industrial catarinense e as estruturas portuárias nessa cadeia.

DC – E quais as estratégias da comissão?

Carlos – A Fiesc e a CNI desenvolveram um estudo sobre as potencialidades de SC, como ela poderia se inserir nessa cadeia de óleo e gás. Concluiu-se que o Estado tem potencial para isso. Temos indústrias no ramo metalmecânico, empresas que fornecem soluções tecnológicas e treinamento de pessoal a bordo, além da parte de informática, ferramentas e hotelaria. A cadeia se estende para vários setores, para vários ramos ao redor. Itajaí foi identificada como potencial polo naval em SC, para atividades voltadas ao mar, pois os navios de apoio levam todos os insumos que a plataforma precisa. O forte do polo naval é apoio marítimo, construção de embarcação, de rebocadores. Outro polo possível é em São Francisco do Sul, onde já existe um terminal da Petrobras e pode abrigar um terminal de regaseificação de gás natural, fonte de energia que o Estado precisa. Nossas potencialidades ficam nessas duas cidades.
Fonte: Diário Catarinense (edição de ontem 02/11)

Transporte de primeiro mundo

O engarrafamento quase total de Florianópolis quarta-feira à tarde devido a um acidente de trânsito mostrou a vulnerabilidade do atual modelo de carro individual para a Ilha de SC. A solução deve ser um eficiente transporte coletivo para a região metropolitana da Capital, com preço acessível e alta qualidade como existe em boa parte das cidades europeias. Quem tem sistema de transporte para carro individual é Los Angeles, nos EUA, um país continental. Florianópolis inicia novo modelo de transporte hoje, com melhoria em ônibus e preços mais acessíveis, mas está longe de resolver o problema regional que requer redução de automóveis nas ruas. A maior distorção da região é o fato de ser mais barato vir para a Ilha de carro do que de ônibus, especialmente quando o trajeto é entre os municípios. Por isso 90 mil veículos entram na Ilha diariamente. Além disso, há a questão da qualidade do serviço. Os ônibus amarelinhos são ótimos, mas a oferta é insuficiente. Além disso, falta o transporte marítimo integrado ao sistema de ônibus, que poderia fazer o transporte do dia a dia e também de turistas.
Pelo perfil da Ilha de SC acredito que modelos adotados em Londres ou Berlim poderiam ser referência. Na capital da Grã-Bretanha a pessoa paga um valor diário e usa o transporte para todos os deslocamentos na cidade durante aquele dia sem despesa maior. Em Berlim, por um valor acessível, a pessoa compra um cartão e utiliza todos os modais, como metrô, ônibus e trens.
Com transporte coletivo de qualidade e barato, é possível tirar os carros das ruas. Basta vontade política.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense (edição de sábado 1º/11)

Compartilhe este post