Florianópolis, 27.5.14 – Além das filas, o atraso da duplicação da BR-101 no Sul de SC acarreta prejuízos de até R$ 684 milhões para a economia da região. O número faz parte de um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado ontem, que avalia os impactos de seis obras do PAC fundamentais para a infraestrutura do país. Somados, os atrasos dos projetos causam prejuízos de R$ 28 bilhões ao Brasil.
Para Ilana Ferreira, analista da CNI e membro da equipe técnica que acompanhou o estudo, um dos grandes vilões para o atraso das obras é a baixa qualidade dos projetos básicos.
– Quando a empresa parte para a realização da obra, se depara com custos que não estavam previstos – disse.
A analista explica que para chegar ao valor levou-se em conta dois fatores: as despesas adicionais com transporte e o impacto sobre o PIB da região.
Calcula-se que de 2007 a 2017 o custo adicional de logística devido ao atraso na duplicação e repavimentação da BR-101, entre Palhoça e a divisa com o RS, será de até R$ 404 milhões.
Além da BR-101, o estudo calculou os prejuízos no atraso de outras cinco obras: obras do aeroporto de Vitória e a ferrovia de integração Oeste-Leste estão entre elas. O estudo, que será entregue aos candidatos à Presidência da República em julho, mostra que o valor extra seria suficiente para a construção de 466 mil casas populares.
2002
Início da duplicação da BR-101
Entre R$ 342 e
R$ 684 milhões
prejuízo do atraso até 2017
Principais causas do atraso:
• Desatualização do projeto básico.
• Dificuldades financeiras enfrentadas por algumas empreiteiras.
• Grandes extensões com solos de baixa resistência.
• Demora na eliminação de interferências.
• Chuvas abundantes.
Fonte: Confederação Nacional das Indústrias (CNI)/ Karine Wenzel/ Diário Catarinense
DNIT assina ordem para duplicação
Apesar de a ordem de serviço para duplicação da BR-101 no Morro dos Cavalos, em Palhoça, ter sido assinada ontem, as máquinas só deverão começar a trabalhar na pista em junho. Até lá, a empresa responsável deve cumprir os condicionantes determinados pela Justiça para a realização da obra.
O superintendente do órgão federal no Estado, Vissilar Pretto, afirma que o acordo foi uma das exigências estabelecidas com a comunidade indígena para a liberação da obra, onde vivem cerca de 200 famílias.
Entre as 14 condicionantes estipuladas está a parte educativa com os trabalhadores da obra no trato cultural com os índios. Além disso, começam nessa semana os levantamentos topográficos do trecho de 3,4 quilômetros que será duplicado. Os funcionários também farão a supressão de 120 árvores. Todos os serviços terão de ser avisados à comunidade com três dias de antecedência.
O diretor da Setep Construções S.A, empresa responsável pela execução da obra, Antônio Isidoro Netto, disse que em média 50 funcionários trabalharão no local e todos devem passar pelo plano de trabalho que envolve a interação com a comunidade. Ele acredita que no mês de junho as máquinas estarão na pista.
Apesar do Ministério Público Federal (MPF) ainda não ter dado aval para a obra, o DNIT garante que não há impedimentos legais para a construção da quarta pista. O superintendente do órgão explica que a única pendência era o acordo com a comunidade indígena e o aval da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Fonte: Mônica Foltran/ Diário Catarinense
Duplicação documentada
Acadêmicos da 8a fase do curso de Jornalismo da Faculdade SATC lançam hoje um documentário sobre os 10 anos de obras de duplicação da BR-101 Sul. O documentário tem exibição às 19h30min, no auditório da Associação Empresarial de Criciúma. A entrada é gratuita.
Reabertura de entradas
O acesso à BR-101 localizado no km 207 (Morro do Avaí), que havia sido fechado pela PRF, será reaberto e terá sentido rodovia para a marginal. Já o acesso no km 208 (próximo ao trevo) terá o sentido invertido e passará a funcionar sentido marginal para a rodovia. As obras foram iniciadas na última semana e têm prazo de conclusão de 45 dias.
Trevo de Forquilhinha
O dia 31 de maio foi estipulado como prazo final para a realocação do semipórtico que existe no trevo do bairro Forquilhinha, em São José. No dia 1o de junho será iniciada a obra no trevo, com a instalação de oito semáforos para fazer o ordenamento do trânsito local. A obra é de responsabilidade da Autopista e tem prazo de 21 dias para conclusão.
Antes tarde…
No dia 7 de maio questionamos a ausência de Florianópolis entre as cidades participantes do movimento Maio Amarelo. Agora o Ipuf comunicou que apoia a ação, assim como a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Entre as ações na cidade está uma palestra para pós-graduação em Gestão de Trânsito da Faculdade Estácio de Sá e a distribuição de materiais educativos como bafômetros descartáveis.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC
Indústria aponta entraves para exportar
Um indicador que retrata a perda de competitividade da indústria brasileira é a queda das exportações de manufaturados. No primeiro trimestre deste ano, esse setor teve déficit de US$ 18,8 bilhões, com queda de 6% frente aos mesmos meses de 2013. Em SC, de janeiro a abril, as vendas externas subiram 7,25%, segundo apuração da Federação das Indústrias (Fiesc) com base em dados do Ministério do Desenvolvimento. Apesar disso, as empresas exportadoras enfrentam dezenas de entraves. Para apurar essas dificuldades e cobrar soluções, a Fiesc iniciou a pesquisa anual Diagnóstico de Comércio Exterior. Entre os entraves às vendas externas de SC estão a burocracia, falta de financiamento, rodovias insuficientes, falta de acordos comerciais e o fim do Sistema Geral de Preferências (SGP) para a Europa este ano, enumera o diretor de Relações Industriais da federação, Henry Quaresma. Segundo ele, o SGP permitia exportar para a Europa e EUA sem tarifas de importação garantindo melhor competitividade a produtos de SC. Estudo recente da CNI apurou que 83,6% das empresas têm dificuldades para vender no exterior e 79% apontam a burocracia como um dos entraves.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Nilton Pacheco, presidente da Associação das Empresas de Turismo e Fretamento de Santa Catarina, diz que somente nos últimos 30 dias foram registrados 17 ataques de quadrilhas especializadas a ônibus de empresas catarinenses.
A maior parte na região metropolitana de Curitiba. Os motoristas, inclusive, já se negam a viajar à noite por conta da falta de segurança nas estradas.
Após reuniões com os superintendentes da Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina e também do Paraná, Pacheco foi informado da limitação para atuação da polícia nos casos, porque 50% do efetivo já foi transferido para trabalhar na Copa do Mundo. Para complicar, relata o dirigente, esses grupos têm agido com extrema violência para assustar os passageiros.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense
Carros e motos: convivência difícil, mas precisamos continuar tentando
Acada segunda-feira, quando abro o jornal, vejo publicadas várias notícias sobre acidentes de trânsito envolvendo motos. Acho que há muito tempo não passamos um final de semana sequer sem a morte de pelo menos um motoqueiro.
Já que não há como evitar esse meio de transporte, cada vez mais popular entre os jovens (pelo preço e também por serem mais ágeis nas ruas e rodovias congestionadas), acredito que medidas sérias – e urgentes – devem ser tomadas, para preservar a vida tanto dos motociclistas quanto dos outros motoristas e pedestres.
Não dá mais para todos agirem como se fossem “inimigos” no trânsito. Precisamos pensar no bem estar coletivo. O diretor executivo da Associação Brasileira de Distribuidores Honda (Assohonda), Fernando Medeiros, “cada um olha para si e busca chegar mais rápido ao seu destino, muitas vezes desrespeitando as leis que deveriam garantir a segurança de todos”. É bem isso mesmo o que acontece.
Neste cenário não existem mocinhos e nem bandidos. Cada um, seja pedestre, motorista ou motociclista, tem seus direitos e deveres – e deveria cumpri-los, só que a realidade não é essa.
– As coisas só não funcionam porque entra em cena o famoso “jeitinho brasileiro”: aqueles que pensam que tudo podem, que ficarão será impunes –, comenta Medeiros. Enquanto pensarmos assim, nada vai mudar – ou melhor – continuará piorando cada vez mais.
Fonte: Viviane Bevilacqua/ Diário Catarinense
O antes e o depois dos resíduos sólidos, Por Marius Bagnati*
Brasil e Alemanha começaram praticamente juntos, nos anos 80, os processos de coleta seletiva de materiais recicláveis. De lá pra cá, quanta diferença. A Alemanha chega a mais de 60% dos resíduos desviados de aterros sanitários. O Brasil, em cidades bem-sucedidas como Florianópolis, mal avança os dois dígitos. Em torno de mil toneladas por mês são recolhidas pela coleta seletiva da Comcap, que atinge 100% dos bairros da Capital pelo sistema porta em porta. Isso representa 6% do total de resíduos sólidos urbanos coletados em Florianópolis. Mais dois pontos percentuais são acrescidos com as coletas de materiais volumosos, pneus e óleo de cozinha. E há aquela quantidade reciclada por supermercados, sucateiros, catadores informais. De qualquer modo, bem abaixo da recuperação alemã.
No plano técnico, basicamente porque sequer foram construídas aqui políticas públicas para reciclar os materiais orgânicos – os resíduos úmidos que compõem em torno de metade do lixo ainda aterrado. No plano econômico, porque lá os investimentos foram infinitamente maiores.
Esta semana, a prefeitura de Florianópolis dá um passo importante para mudar este cenário e promove, através da Comcap e em parceria com a Universidade de Braunschweig, de Hannover, o 2o Congresso Técnico Brasil Alemanha – Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos, com 10 especialistas alemães e 20 brasileiros. É a chance de aproximar esses mundos: o europeu e o brasileiro, o público e o privado, a academia e o setor produtivo, o catador e o consumidor. Em tempos de economia circular, os produtos são praticamente iguais e o que os diferencia é o destino que recebem. Ninguém deveria se surpreender se logo, mais importante do que a origem dos produtos, será saber o destino dado no pós-consumo. É preciso estar preparado para o tempo.
Em tempos de economia circular, os produtos são praticamente iguais e o que os diferencia é o destino que recebem.
* Engenheiro Civil, diretor de operações da Comcap (morador de Florianópolis)
Fonte: Diário Catarienense
Repasse às empresas aumenta 50%
A prefeitura aumentou o subsídio fornecido às empresas que operam o transporte público em Florianópolis. O acréscimo de 50% – passou de R$ 0,28 para R$ 0,42 por passageiro equivalente (veja box) – foi concedido através do decreto nº 13.032, publicado no dia 30 de abril. Não havia reajuste desde janeiro de 2012, quando era pago R$ 0,15.
A justificativa, publicada junto ao decreto, inclui o aumento do custo com insumos básicos e mão de obra. Em destaque está o encarecimento do óleo diesel, que teve reajuste de 21,63% no período. O reajuste é retroativo a 1o de janeiro de 2014 e deve durar até 1o de novembro, quando começa a vigorar o novo contrato de concessão do transporte público em Florianópolis.
Segundo o diretor de Planejamento da Secretaria de Transportes de Florianópolis, Vinícius Cofferri, o aumento tem por objetivo compensar uma defasagem do sistema, que não era atualizado desde 2012.
De acordo com o diretor da secretaria, o impacto para o município será de R$ 600 mil a mais por mês – atualmente, o valor pago é de R$ 1,2 milhão em média.
O diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores no setor (Sintraturb), Deonísio Linder, diz que o reajuste foi dado sem consultar a sociedade. Já o presidente do Setuf, Waldir Gomes, diz que a prefeitura é quem faz o cálculo do pagamento de subsídios.
A prefeitura ainda não tem uma estimativa de quanto será gasto com subsídios a partir do novo sistema de transporte coletivo, pois os cadastros para a tarifa social e estudantes serão feitos a partir de 1o de junho. A principal mudança na análise dos custos do serviço virá pelo fluxo de caixa e não pelas planilhas apresentada pelas empresas, como é feito atualmente, segundo a prefeitura de Florianópolis.
l É uma unidade usada pra medir a quantidade de passagens inteiras (R$ 2,70) pagas às empresas.
l É diferente do número de pessoas transportadas. Por exemplo: a cada dois estudantes (que pagam meia passagem) um “passageiro equivalente” entra na conta.
l Na prática, a cada R$ 2,70 arrecadados pelas empresas, a prefeitura paga mais R$ 0,42 para ajudar nos custos do transporte. Passageiro equivalente.
Sintraturb planeja parar
O Sindicato dos Trabalhadores (Sintraturb) anunciou para hoje, às 22h, uma assembleia para definir sobre uma paralisação de 24 horas. O diretor do sindicato, Deonísio Linder, cogita que o transporte público possa parar amanhã. A principal motivação é protestar contra o corte de 350 vagas de cobradores que o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis propõe integrar a um acordo coletivo. O Sintraturb programou um ato pela manutenção dos postos de trabalho para as 17h de hoje.
Fonte: Diário Catarinense