Florianópolis, 18.9.14 – A população em Santa Catarina é de 6,727 milhões de habitantes. A frota de veículos emplacados no Estado até agosto deste ano chega a 4,323 milhões. A constatação é simples: existem dois veículos para cada três habitantes em SC.
São índices como esse que foram levados em consideração na hora de definir o pedestre como foco da Semana Nacional do Trânsito, que inicia hoje e segue até a próxima quinta-feira (25).
Durante este tempo, a mobilidade urbana vai permear as discussões em todas as regiões do Estado.
Cidades catarinenses como Chapecó, no Oeste, Joinville, no Norte, e Florianópolis têm programações específicas.
O DC acompanha a discussão, iniciando com esta coluna especial.
Com a infografia abaixo e os flagrantes do trânsito real ao lado, é possível conhecer, tirar dúvidas e lembrar dos direitos e deveres dos motoristas, ciclistas e pedestres e as contribuições de cada um para melhorar a fluidez no trânsito.
O Conselho Nacional do Trânsito (Contran) definiu o tema pedestre para ampliar o conceito da segurança dos mais vulneráveis, incentivando o debate sobre questões essenciais para a mobilidade urbana sustentável, segura e acessível, priorizando a circulação dos pedestres ao invés da estrutura voltada aos veículos.
A campanha foi criada em 2010 para promover a valorização da vida, depois de relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Utilizar o transporte público
Se o motorista conseguir se planejar para utilizar meios de transporte coletivo pelo menos em alguns dias da semana, o trânsito agradece.
Não dirigir devagar na faixa da esquerda
Use a faixa da esquerda para ultrapassagens, retornando em seguida para a direita. Manter-se devagar na via da esquerda pode provocar congestionamento.
Dar passagem para outro veículo
Em afunilamento de vias ou certos cruzamentos, o recomendável é o método do zíper: um carro da esquerda se alterna com um da direita e assim por diante. Se você reduzir levemente para permitir que o motorista passe a sua frente, o tráfego se recuperará quase instantaneamente.
Distração
Maquiar-se ou utilizar o celular distrai os motoristas, que demoram para arrancar e podem provocar acidentes. Quando há lentidão, condutores distraídos não percebem que o trânsito avançou ou que o semáforo abriu.
Não reduzir a velocidade por curiosidade
Além de não auxiliar as vítimas, esse comportamento pode causar filas e novos acidentes.
Use rotas e horários alternativos
Essa é a maneira mais eficiente de amenizar as filas. As pessoas que não têm compromisso ou horário marcado devem evitar passar por locais que ficam congestionados em horário de rush.
Estar atento e antecipar manobras
Ao chegar a um cruzamento ou ao sair de uma via rápida, não espere até o último minuto para realizar o procedimento de entrada. A antecedência irá ajudar a manter o tráfego fluindo. Antecipe também reduções de velocidade para evitar um efeito cascata.
Praticar a carona solidária
Embora existam aplicativos e programas em empresas, ainda é necessária mais adesão à carona solidária. Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP aponta que o modelo encontra resistência, pois os motoristas alegam incompatibilidade de horários e trajetos, além do receio de perder a privacidade.
Fonte: Trânsito 24h/ DC
Adiada conclusão das obras da ponte da divisa
Deve atrasar em pelo menos duas semanas a liberação parcial do tráfego na Ponte da Integração, localizada sobre o Rio Uruguai, ligando a BR-158, em Palmitos, com a BR-386, em Iraí. A ponte foi interditada no dia 26 de agosto. Inicialmente o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) anunciou que o tráfego poderia ser liberado em até 20 dias, prazo que encerrou ontem. Agora a previsão é que os trabalhos demorem no mínimo até o fim do mês, segundo o engenheiro civil Venceslau Adolpho Júnior, da Sociedade Geral de Empreitadas Ltda (Sogel), empresa contratada para a obra. Porém, não há garantia de conclusão neste novo prazo.
– O grau de dificuldade é muito grande por causa da correnteza, não é como trabalhar no solo – afirmou o engenheiro.
Para liberar o trânsito é necessária a recuperação de quatro tubulões que dão sustentação ao pilar 12 da ponte, que apresentam rachaduras. Desde novembro do ano passado a ponte tem restrição de tráfego, após usuários postarem nas redes sociais imagens da estrutura “balançando”. Depois disso, as cheias do fim de junho agravaram a situação. Oito mergulhadores de Rio Grande (RS) foram contratados para fazer o reparo nos quatro tubulões que normalmente estão submersos e dão sustentação ao pilar 12. Um dos mergulhadores é Rodrigo Lima de Oliveira. Ele explica que a oscilação do nível da água dificulta. Quanto maior, mais difícil é fixar a forma onde ficará o cimento.
Moradores reclamam que interdição causa prejuízo
A interdição da ponte está causando transtornos e prejuízos para os moradores da região de Iraí-RS e Palmitos-SC. Proprietários de restaurantes garantem que tiveram o movimento reduzido entre 70 a 80%, postos de combustível estão quase sem movimento e funcionários foram dispensados ou colocados em férias.
O empresário Rogério Simão, proprietário do Laticínios Caibi, atravessa quase todos os dias a ponte para ir até Iraí, onde tem uma parceria com outro laticínio.
– Preciso acertar preço, ver a industrialização – explica.
Antes da interdição ele levava diariamente 12 mil litros de leite de Palmitos para Iraí. A distância de um laticínio para o outro era de apenas três quilômetros.
Agora o caminhão tem que dar uma volta de até 70 quilômetros, passando pela barragem de Foz do Chapecó, entre Águas de Chapecó-SC e Alpestre-RS.
Fonte: Darci Debona/ Diário Catarinense
Humanização no trânsito
Referência positiva e modelo para o país em diversos setores – como nas áreas da educação e da excelência industrial, por exemplo –, Santa Catarina ostenta infelizmente o terceiro lugar em acidentes nas rodovias federais – atrás apenas de Minas Gerais e do Paraná – e o quinto lugar em mortes registradas no local dos acidentes. O início da Semana Nacional de Trânsito, que inspira o Diário Catarinense a produzir uma nova série sobre o tema a partir da edição de hoje, deve servir de mote para uma ampla e séria reflexão com o objetivo de mudar o atual panorama.
Em primeiro lugar, é fundamental consolidar a percepção de que se trata de um problema generalizado e que, portanto, as possíveis soluções passam pelo engajamento de todos os setores, sem exceção.
Referência positiva e modelo para o país em diversos setores – como nas áreas da educação e da excelência industrial, por exemplo –, Santa Catarina ostenta infelizmente o terceiro lugar em acidentes nas rodovias federais – atrás apenas de Minas Gerais e do Paraná – e o quinto lugar em mortes registradas no local dos acidentes. O início da Semana Nacional de Trânsito, que inspira o Diário Catarinense a produzir uma nova série sobre o tema a partir da edição de hoje, deve servir de mote para uma ampla e séria reflexão com o objetivo de mudar o atual panorama.
Em primeiro lugar, é fundamental consolidar a percepção de que se trata de um problema generalizado e que, portanto, as possíveis soluções passam pelo engajamento de todos os setores,
em exceção. Não é responsabilidade apenas dos gabinetes oficiais, como muitos preferem pensar, a tarefa de buscar alternativas para que tenhamos menos tragédias nas rodovias, sejam elas estaduais ou federais.
Com a prerrogativa de implantação das políticas públicas, os órgãos oficiais devem ser cobrados, sim, pela dianteira nas ações. Cabe às autoridades a execução de obras de infraestrutura, a criação de campanhas de conscientização e a elaboração de projetos de lei, entre outras atividades, que contribuam para uma mudança nas estatísticas e para a redução de sinistros que causam perdas e sofrimento em inúmeras famílias.
Mas, ao mesmo tempo, todos os cidadãos devem participar da mobilização pela melhoria do atual cenário, que é preocupante para Santa Catarina. Há necessidade de maior conscientização de motoristas e pedestres, pois eles são os protagonistas desse processo e farão a maior diferença se mudarem atitudes que atualmente colocam em risco a coletividade. Promulgada em 2008, a Lei Seca tem dado uma importante parcela de contribuição na batalha pela redução de acidentes provocados por motoristas embriagados. No caso catarinense, os números contabilizados diariamente pelos organismos oficiais, e estampados com frequência absurda pela mídia, exigem uma força-tarefa reforçada pela humanização do trânsito.
Fonte: Editorial DC
Cinema móvel
Circula pelas cidades catarinenses a Carreta do Cinema Rodoviário, projeto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com a Autopista Litoral Sul. Trata-se de um veículo que funciona como cinema móvel e tem sistema de projeção, poltronas, ar-condicionado, banheiros e máquina de pipocas. São transmitidas palestras e vídeos sobre o respeito às regras de trânsito. O projeto abrange motoristas e também crianças e adolescentes.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
Nas pontes
Atenção se você pensa em se deslocar hoje à noite do continente para a Ilha e vice- versa. A PM anuncia blitz da Lei Seca na entrada das duas pontes. Ou seja, escolheu o lugar mais complicado de Florianópolis para descobrir entre os motoristas quem bebeu ou não. Não seria mais aconselhável fazer blitz perto dos locais onde o povo costuma beber, tipo bares, boates, clubes? Fechar as pontes para caçar biritão ao volante é apostar no caos. Ou mostrar serviço.
Fonte: Cacau Menezes/ Diário Catarinense
Cautela nas exportações de frango à Rússia
Com uma das melhores sanidades do mundo, Santa Catarina e o Brasil avançam nas exportações de frango. O produto do país já é vendido em mais de 150 países, mas essa expansão está sendo feita com cautela. A Rússia, que suspendeu compras da Europa e Estados Unidos em função do conflito com a Ucrânia, autorizou mais frigoríficos a exportar, mas o setor avícola não está disposto a fazer uma expansão grande de produção porque o país é um comprador instável, observou o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Luiz Adalberto Stabile Benicio. Lideranças do setor participaram terça e ontem do simpósio técnico da Acav, em Balneário Camboriú. Conforme Benício, é importante para SC manter esse trabalho amplo para a manutenção da sanidade. Segundo ele, a produção deve crescer este ano em torno de 2%, é essa a orientação para não haver um excesso de oferta. As vendas externas poderão crescer perto de 3% e, no ano que vem, a expectativa é ficar em torno dessa média.No mercado interno, as vendas devem crescer de 4% no segundo semestre porque as festas de final de ano sempre aumentam a procura, observa Benício. Um dos números destacados ontem foi o de que as tecnologias permitiram, nos últimos 25 anos, reduzir em 75% o custo de produção, o que garante ganhos ao consumidor.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Empreendedores na Ilha
Pela primeira vez Floripa será sede do Empreende Brazil Conference, evento que espera reunir 2 mil micros e pequenos empresários no dia 25, no Espaço Floripa. Serão 24 horas ininterruptas de cursos, palestras e talk shows com personalidades do empreendedorismo. Entre os cases de sucesso estão o Beto Carrero World e a trajetória da Green Valley. De olho no destaque que as mulheres continuam ganhando no mundo corporativo, haverá também programação exclusivamente para elas. A oficina Mulheres Empreendedoras será comandada pela coach Vanessa Tobias, que já treinou mais de 3 mil clientes. Inscrições e outras informações no site empreendebrazil.com.br.
Fonte: Diogo Vargas/ Diário Catarinense
Como atrair investidores para o seu negócio, por Vinícius Roveda*
Existem centenas de ideias que podem se tornar empresas de sucesso. O percurso não é nada fácil. Muitas vezes, a entrada de um investidor externo pode ser um divisor de águas para que uma startup dê certo. Quando os primeiros investidores demonstraram o interesse na ContaAzul, não tive dúvida de que a entrada deles seria benéfica. Além do capital, outro grande benefício trazido foi o relacionamento com pessoas influentes no mercado de tecnologia. Isso nos deu acesso a um conhecimento que poucas startups contemporâneas à ContaAzul tiveram.
Uma startup é cercada de um ambiente de muita incerteza, e todo o plano de negócio tem uma chance de não se realizar. Por isso, o principal critério de decisão do investidor é a qualidade do time. Contar com uma equipe com capacidade de executar o negócio que está sendo proposto é o primeiro passo. Também é importante demonstrar profundo conhecimento sobre o mercado que o negócio está inserido e sobre os clientes.
Ter o produto ou protótipo funcionando é um fator que conta a favor do empreendedor. Essa fase é conhecida como bootstrapping, que compreende o período em que o empreendedor trabalha para tirar a ideia do papel até criar o mínimo necessário para entregar valor para o seu cliente. Outra boa dica é, antes de captar um investimento, saber como ele será usado: se na evolução do produto, infraestrutura, distribuição, marketing etc. Na hora de procurar um investidor, avalie também se aquele é o melhor “timing”. Abordar um investidor que trará apenas o dinheiro e está interessado em retorno de curto prazo pode trazer um grande risco para o negócio.
A última dica, mas nem por isso menos importante, é estar pronto para receber críticas e para falhar. A quantidade de erros, dificuldades e problemas que surgirão é enorme, mas é preciso encarar as falhas como aprendizados. Compartilhe sua ideia com empreendedores que já passaram por situações parecidas. O motivo é simples: eles já cometeram os erros que você ainda irá cometer. Assim, você irá economizar muito tempo e dinheiro.
* Co-fundador e CEO da ContaAzul
Fonte: Diário Catarinense
