Florianópolis, 9.5.14 – O prefeito de Jaraguá do Sul, Dieter Janssen (PP), o deputado estadual Carlos Chiodini (PMDB) e o secretário de Urbanismo Ronis Bosse estiveram em Florianópolis ontem para discutir o projeto do contorno viário entre os bairros jaraguaenses Nereu Ramos e Rio Cerro.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
Fretamento como solução de mobilidade, Por Nilton Pacheco*
Nestes tempos em que a mobilidade é um dos principais indicadores de qualidade de vida, os serviços de fretamento são essenciais para a solução deste desafio no meio urbano ou nos deslocamentos rodoviários. Cada fretado representa menos 21 automóveis nas ruas, o que não só alivia o tráfego, como contribui ambientalmente, pois representa menor consumo de combustíveis e emissão de poluentes. Também é uma alternativa econômica, pois o custo do transporte fretado dos funcionários é em média apenas15% mais caro do que o vale-transporte com a vantagem da redução quase total de faltas ou atrasos causados pelo problemático transporte coletivo de nossas cidades.
É um serviço que, pela qualidade e pontualidade apresentada, incentiva as pessoas a deixarem seus carros e motos em casa. Além disso, o veículo fretado vai aonde o transporte convencional não chega e em horários determinados pela demanda dos colaboradores – o que também representa um fator de segurança. Poucos souberam, mas uma das pesquisas feitas pela BMW para instalar sua fábrica no Estado foi a presença de empresas que prestassem fretamento aos seus funcionários, de acordo com o padrão exigido pela montadora.
Outras empresas também vêm optando pela modalidade – o que em larga escala é extensivo a estudantes universitários e condomínios. São serviços cada vez mais importantes no dia a dia, motivo pelo qual temos reivindicado incentivos neste propulsor da mobilidade urbana como redução das taxas operacionais e da onerosa carga tributária. A modernidade do transporte de passageiros faz com que seja necessário incluir o fretamento. Não podemos mais virar as costas para este avanço que, bem planejado, auxilia cidades a se locomover no caos. A solução é simples e barata. Ou então esperar pelas utópicas obras tão alardeadas e que nunca saem do papel.
A solução é simples e barata. Ou então esperar pelas utópicas obras tão alardeadas e que nunca saem do papel.
* Nilton Pacheco – Presidente da Associação das Empresas de Transporte Turístico e Fretamento de Santa Catarina (morador de Florianópolis)
Fonte: Diário Catarinense
Agronegócio e crédito puxam avanço de cooperativas em SC
Faturamento do setor teve aumento de 15% em 2013 — metade das famílias do Estado participam de algum tipo de cooperativa.
Apesar de uma pequena queda no número de cooperativas em 2013, houve crescimento da receita e do número de cooperados em Santa Catarina. Em 2012, o Estado tinha 263 organizações e o número caiu para 254 em 2013. Para o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), os resultados estão dentro das expectativas porque a tendência é de fortalecimento das entidades já existentes.
Os setores de agropecuária, consumo e crédito foram as grandes responsáveis pelos bons resultados apresentados ontem pela Ocesc, em Florianópolis. Graças ao momento positivo, em 2013 houve um crescimento de 14,8% na receita das cooperativas em relação ao ano anterior – o que representou faturamento de R$ 20 bilhões. O número corresponde a 11% do PIB estadual.
Santa Catarina lidera o ranking nacional quando o tema é proporção entre população e número de cooperados, já que quase 25% dos catarinenses estão associados a alguma cooperativa no Estado. Se consideradas as células familiares, pode-se afirmar que mais da metade das famílias catarinenses participa de alguma cooperativa.
Segundo Marcos Antônio Zordan, presidente da Ocesc, a explicação para a adesão tão expressiva no Estado está na origem europeia da população.
– A população se adapta bem ao modelo. Além disso, as pequenas propriedades representam 85% das terras catarinenses, ou seja, há muitos pequenos produtores rurais.
Zordan acrescenta que as cooperativas devem se fortacelecer nos próximos anos, pois representam uma oportunidade para esses produtores.
– Hoje, se não existissem as cooperativas agropecuárias, tenho certeza que 50% dos pequenos produtores rurais não existiriam – avalia Zordan.
O setor agropecuário responde por 65% do faturamento das cooperativas catarinenses.
O balanço também apresentou uma queda de 16,5% no número de pessoas de até 25 anos entre os associados em 2013. Para incentivar a entrada de jovens e alcançar a meta de 18% da participação deles nas cooperativas em 2014 – atualmente, é de15% –, Zordan, que também é presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, aposta na qualificação. Neste ano, está previsto um investimento de R$ 14 milhões em programas de educação e formação. Em 2013, foram investidos R$ 12,7 milhões em qualificação profissional. Segundo Zordan, antigamente o jovem já tinha definido qual atividade iria exercer com esta idade, o que acontece mais tarde hoje em dia.
Fonte: Karine Wenzel/ Diário Catarinense
Arrecadação do Estado cresce 15,61%
Impulsionada pela série de ações de combate à sonegação e pelo crescimento da economia do Estado acima da média nacional, a arrecadação do governo catarinense cresceu 16,61% no período de janeiro a abril deste ano frente aos mesmos meses do ano passado. Em abril, a arrecadação teve alta de 10,06% na comparação com o mesmo período de 2013. O Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) é o principal tributo, mas a receita total inclui ainda o IPVA, ITCDM (sobre herança) e taxas estaduais, mais repasses federais do IPI, Fundo de Participação dos Estados, verbas do SUS, FNDE e Lei Kandir. As verbas que vêm da União respondem por apenas cerca de 9% do total. Segundo o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, o crescimento está bem próximo da meta da pasta. Estamos nos mantendo bem próximos à nossa supermeta de 16%, que é um acordo interno firmado com os servidores da Fazenda. Continuaremos focados no combate à sonegação e temos uma meta de cem operações fiscais ao longo do ano. Cada vez mais Santa Catarina depende de esforço próprio para manter folha, custeio, investimentos e pagamento de dívidas afirmou Gavazzoni. Conforme o secretário, o ICMS é a principal receita e onde houver oportunidade de regularização os fiscais da Fazenda estarão presentes. Ele acentua que se trata de justiça com os contribuintes que cumprem corretamente suas obrigações.
Juntos dá para ganhar mais
Ao divulgar balanço do setor cooperativo catarinense que somou receita superior a R$ 20 bilhões no ano passado, o presidente da Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), Marcos Zordan, disse que o sistema cooperativo garante melhor renda com a união de produtores, prestadores de serviços ou outras categorias. Com ética nos negócios, é possível ter resultados de longo prazo. A Ocesc está ampliando a divulgação das vantagens do cooperativismo.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense