Florianópolis, 23.5.14 – Começo da obra em são josé está Liberado Parte das obras do contorno viário da Grande Florianópolis está autorizada. É que o Ibama emitiu a Licença de Instalação (LI), documento que permite o início do serviço, para 14 quilômetros da nova rodovia. Fica no trecho que corta o município de São José, entre o Km 211 e o Km 225 da BR-101 – os outros dois, em Biguaçu e Palhoça, continuam sob a análise do órgão federal. Concessionária da rodovia e responsável pelo trabalho, a Autopista Litoral Sul promete o início das obras para, no máximo, 13 de junho. licença do Ibama “Licença de instalação 1004/2014. Referente às obras de implantação do Contorno Rodoviário de Florianópolis, na Rodovia BR-101, trecho do km 211+543 ao km 225+500, com extensão de 14 km (aproximadamente). Esta licença é válida pelo período de quatro anos.” “Cumprir as obrigações relativas à Compensação Ambiental (…) O valor foi estipulado em R$ 3.125.000,00. (…) Comunicar ao Ibama a previsão de início das obras, com antencedência mínima de 30 dias, bem como o final das obras.”
O prazo tem base no documento do Ibama. Isto porque uma das condicionantes da LI exige que a concessionária informe a pretensão de obras com 30 dias antecedência. A Autopista teve acesso à licença no dia 9 de maio, uma sexta-feira, e protocolou o pedido de execução do empreendimento na segunda-feira, dia 13.
– Solicitamos ao Ibama que antecipe a autorização. A empresa que executará o serviço já está contratada, não precisamos esperar até 13 de junho. Podemos começar imediatamente – garante o diretor de obras da concessionária, Marcus Guedes.
Estavam vinculadas à licença outras duas autorizações: supressão de vegetação e captura, coleta e transporte de material biológico. Ambas foram emitidas nesta semana. Por isso é possível que o Ibama libere a concessionária de cumprir os 30 dias de aviso. A previsão é de que o trabalho seja concluído em 24 meses.
Com a liberação das obras, chega ao fim uma espera de mais de uma década. O contorno viário da Grande Florianópolis havia sido projetado pelo Dnit em 1999, como complemento da duplicação da BR-101 Norte. Foi incluído no edital de privatização da rodovia em 2007 e, pelo contrato assinado entre Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Autopista, deveria estar pronto desde fevereiro de 2012. A nova rodovia, depois de pronta, deve aliviar o trânsito em um dos principais pontos de congestionamento – e acidentes – da BR.
Os atrasos da obra estão atrelados, principalmente, às mudanças de traçado. Complicações que iniciaram porque a prefeitura de Palhoça autorizou a construção de um condomínio residencial exatamente no trecho por onde passaria a nova rodovia. Foram quase dois anos de discussão e pressão política até se chegar a um acordo sobre o desvio que deveria ser feito. Em agosto do ano passado, a Autopista concluiu o estudo de impacto ambiental do empreendimento e entregou ao Ibama – quando teve início uma negociação entre as cúpulas da ANTT e do órgão ambiental para que o processo de licenciamento fosse acelerado.
Fonte: Joice Bacelo/ Diário Catarinense
Assinado contrato para obras viárias
O financiamento para obras de mobilidade urbana em Florianópolis será assinado hoje entre a prefeitura e a Caixa Econômica Federal. O contrato de R$ 149,8 milhões prevê a duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira, no bairro Pantanal, e as obras do anel viário ligando esta via ao Terminal de Integração do Centro (Ticen) e do teleférico entre Centro e Trindade.
Do total, R$ 142,31 milhões virão do Programa Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades, do Ministério das Cidades. O restante é contrapartida da prefeitura.
Das três obras, o teleférico ainda passa por discussão com a comunidade. Uma audiência pública realizada ontem debateu o custo-benefício do empreendimento. A proposta da prefeitura é que ele tenha os moldes do existente em Balneário Camboriú, no Litoral Norte. O meio de transporte ligará a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na Trindade, ao Terminal de Integração do Centro (Ticen) com uma estação intermediária no Alto da Caieira, no Maciço do Morro da Cruz, numa extensão total de três quilômetros. O tempo para o trajeto é de 12 minutos.
Obra do teleférico custará R$ 60 milhões
A audiência foi solicitada pelos vereadores Lino Peres (PT), Afrânio Boppré (Psol) e o ex-vereador Matheus Felipe de Castro (PCdoB). Entre os pontos questionados está o valor da obra para a instalação do teleférico, cerca de R$ 60 milhões, a viabilidade técnica – como alto custo da tarifa e frequência de ventos fortes na região –, além da efetividade do meio de transporte, já que a capacidade de passageiros é considerada insuficiente para resolver congestionamentos.
Outra proposta que passou por longa discussão que terminou neste mês foi a duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira. A UFSC concordou em ceder o terreno para a obra, desde que a prefeitura cumprisse algumas contrapartidas, entre elas, a construção do projeto cicloviário da universidade. Com a duplicação, a via irá receber um corredor exclusivo para transporte público coletivo, ciclovia e e passeio. Após a obra, de 12 metros de largura, a rua passará a ter 30.
Já a construção do anel viário prevê um corredor com duas faixas para transporte público coletivo. Ele sai do final da Edu Vieira, na altura da UFSC, e vai até o Ticen, passando pela Avenida Beira-Mar Norte, com cerca de 20 quilômetros de extensão. De acordo com o diretor de Projetos da Secretaria de Obras, Carlos Alberto Riederer, a ideia é que a obra favoreça os usuários do transporte público.
Fonte: Diário Catarinense
Simulação de custos
Os Centros de Formação de Condutores de Santa Catarina estarão reunidos amanhã, em Florianópolis, para discutir e estudar o uso de simuladores de direção veicular no processo de habilitação. A medida é questionada pela maioria dos 405 CFCs do Estado não só pelo custo da aquisição do equipamento, orçado na faixa dos R$ 38 mil, mas principalmente por sua eficácia na qualificação dos futuros motoristas.
Murilo dos Santos, presidente do Sindicato das Autoescolas, informa que a portaria do Detran-SC fixou em R$ 56,80 a hora/aula de direção virtual. Como são exigidas cinco aulas, aumentará em R$ 284 o valor do curso. A expectativa é de que a obrigatoriedade dos simuladores seja derrubada de vez na Justiça a partir de inúmeras ações movidas pelo país afora. Inicialmente, os equipamentos deveriam entrar em funcionamento em junho de 2013, mas a data foi adiada para 1o de julho.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense
Pelos portos
O superintendente da Receita Federal, Luiz Bernardi, que responde por SC e PR, se reuniu ontem com o secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni. Bernardi elogiou o desempenho do Fisco catarinense. Informou que o Estado responde por 20% de toda a arrecadação aduana nacional, relativa a importação e exportação.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Temos que mudar nossa cultura
Hoje o T24horas abre espaço para o inspetor da Polícia Rodoviária Federal Luiz Graziano, que viajou para Bali e comenta as diferenças e semelhanças entre a Ilha da Indonésia e a de Santa Catarina quando o assunto é trânsito.
“Estive de férias em Bali por 15 dias no mês de abril. Bali é 13 vezes maior do que a Ilha de Santa Catarina (Florianópolis). A ilha tem uma população de aproximadamente 4 milhões de pessoas, fora os turistas que a invadem durante quase todo o ano. Aluguei uma motoneta por um dia e um carro por 11 dias. Viajei por quase toda a ilha. Gostei muito.
Uma das coisas que me chamou a atenção foi o trânsito. Caótico. Louco. Vias estreitas, mão inglesa para complicar, carros e muitas, muitas motos. As motos aparecem de todos os lados. Com capacete, sem capacete, com uma, duas, três, quatro pessoas. Carregando de tudo: porco, galinha, prancha de surf, cilindro de mergulho, roupa para lavar, verdura, tudo. As ruas estreitas, congestionamentos, gente na contramão, pedestres atravessando a rua, calçadas praticamente inexistentes, falta de sinalização. Apesar disso tudo, não vi nenhum acidente nestes 15 dias em Bali. Não vi nenhuma briga. Fiquei pensando, por quê? Qual a razão de não haver acidentes, brigas, confusão?
Depois de analisar algumas circunstâncias , percebi que Bali tem 3 situações diferentes do Brasil. 1) Os veículos não andam em excesso de velocidade. Nos 11 dias em que dirigi, nunca consegui passar de 60 km/h. 2) As pessoas não são agressivas. Em nenhum lugar, e nem no trânsito, apesar de todo o stress. Faz parte da cultura balinesa ser pacífico e gentil. Mesmo diante de absurdos no trânsito, ninguém reclama, ninguém discute, ninguém faz loucura agressiva. 3) Não vi ninguém embriagado, seja dirigindo ou na rua. Bebida é cara e não faz parte da cultura balinesa. Por tudo isso, concluo que nosso trânsito no Brasil é o reflexo da nossa cultura. Nós somos agressivos, dirigimos de forma imprudente e a bebida faz parte do nosso cotidiano. Então, se quisermos um trânsito mais seguro, temos que mudar nossa cultura.”
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC