Clipping imprensa – Desafios econômicos do segundo mandato

Clipping imprensa – Desafios econômicos do segundo mandato

Florianópolis, 27.10.14 – No seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff tem pelo menos cinco grandes desafios econômicos para vencer no curto e médio prazos. O número um é levar a inflação para o centro da meta que é 4,5% ao ano e reduzir ainda mais. Hoje, no teto da meta (6,5% ao ano), a taxa deteriora a economia e o poder de compra da população. O desafio número dois é destravar os investimentos para que a economia volte a crescer, melhorando a oferta de produtos, serviços e a arrecadação. Com a expansão do PIB perto de zero, a arrecadação de impostos cai e fica difícil também pagar as contas públicas.
E falando em contas públicas, esse é o terceiro desafio. Há a projeção de que elas terão um déficit nominal superior a 4% do PIB este ano, o pior resultado dos últimos 10 anos. Esse cálculo considera receitas e despesas do governo mais o pagamento de juros da dívida. Há acusações de que o governo usou contabilidade criaiva para ficar próximo do compromisso que assumiu de poupar 1,9% do PIB. Para ajustar isso, o governo terá que cortar gastos ou arrecadar mais, o que só é possível crescendo ou aumentando aliquotas.
Ao mesmo tempo em que tenta equilibrar as contas, o governo precisa manter e ampliar os programas sociais, o que consiste num grande desafio. Isso ficará mais difícil se o desemprego aumentar e será necessário desembolsar mais recursos ao seguro-desemprego. E um quinto ponto é a necessidade de destravar a agenda de reformas, especialmente a tributária.
Além disso, há as crises da água e da energia cara que terão que ser enfrentadas de frente, afinal, a eleição, que gerava risco de perda de votos, já passou.

Turbulência na bolsa

Diante de tanto sobe e desce do Ibovespa em função dos números das pesquisas eleitorais, a bolsa brasileira deve ter um dia de queda hoje devido a vitória da presidente Dilma Rousseff. As maiores oscilações deverão ocorrer nas ações da Petrobras, que atrai maiores atenções de investidores do país e exterior em função das investigações sobre denúncias de corrupção.

Atenção às exportações

A piora das contas externas do Brasil vai exigir atenção especial do novo governo. Isso porque o preço das commodities está em baixa no mundo e as vendas de industrializados do país estão em queda. O governo deverá olhar para o câmbio e incentivos à inovação. O Brasil tem déficit de US$ 83,6 bilhões nas transações correntes nos últimos doze meses e de US$ 62,7 bilhões no ano.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense

Deinfra e a ponte

O contrato do governo com a TDB Serviços e Projetos será de R$ 10.193.506,45, para a “ponte segura”, segundo nota do Deinfra. Refere-se a fornecimento e montagem da estrutura, sustentação subaquática, licença ambiental, monitoramentos, vistorias técnicas e relatórios, além de seguro de risco de engenharia.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (edição de ontem 26/10)

Motocicletas

O próprio DC revelou no início da semana, em manchete, que Santa Catarina já tem 1 milhão de motocicletas. O dado é ótimo no ponto de vista econômico, mas preocupante na área da saúde. Diariamente, motociclistas acidentados na Grande Florianópolis lotam as emergências dos hospitais Regional de São José e Celso Ramos, na Capital. A maioria, formada por jovens.
Fonte: Cacau Menezes/ Diário Catarinense (edição de ontem 26/10)

Terreno para Sinotruck

A instalação da montadora de caminhões Sinotruk, em Lages, está mais próxima. Ontem, o governador Raimundo Colombo e o prefeito Elizeu Mattos assinaram o edital para a terraplenagem da área onde a empresa chinesa será instalada. Conforme o governador, todos os principais passos foram dados. Talvez, será necessário fazer mais uma viagem à China para definir detalhes da construção da fábrica, disse Colombo. A empresa acaba de ser incluída no novo regime automotivo Inovar-Auto. A partir disso, tem 24 meses para iniciar a produção no país.
Em conversa com a imprensa, o governador afirmou que a montadora vai dar um novo impulso à economia de Lages e região pela geração de empregos, contratação de serviços e atração de fornecedores.
A unidade reforça o polo metalmecânico do município, que já conta com indústrias de destaque. A primeira fase da Sinotruk prevê investimento de R$ 300 milhões, geração de 1,1 mil empregos diretos e produção de cinco mil caminhões no primeiro ano e oito mil no segundo ano. Fará veículos grandes, entre os quais o bitrem, rodorem e treminhão. Será a primeira fábrica da Sinotruk fora da China.

Petróleo no litoral

A notícia divulgada ontem pela multinacional australiana Karoon de que vai utilizar um navio sonda para pesquisar petróleo em poço a 260 quilômetros do litoral de SC animou lideranças do Estado. Isso apesar de a empresa informar que é mais uma fase de exploração. A produção efetiva pode começar daqui a quatro anos dependendo dos resultados.
A Karoon, que tem um escritório em Florianópolis e outro no Rio, informou que a área não é do pré-sal. Santa Catarina tem muito interesse em gás natural. Se tiver o insumo, pode ser feito um gasoduto para trazê-lo até o Estado.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense (edição de sábado 25/10)

Litoral Norte de Santa Catarina está na mira da exploração do petróleo

COMPANHIA AUSTRALIANA anuncia perfuração de poço a 260 quilômetros da costa de Navegantes. Já foram investidos mais de US$ 300 milhões em cinco blocos de exploração. Em 2015, serão mais US$ 150 milhões

A empresa australiana Karoon Gas Australia anunciou ontem a perfuração de um poço de petróleo no litoral catarinense, na bacia de Santos, a 260 quilômetros de Navegantes. A companhia já investiu mais de US$ 300 milhões nos cinco blocos de exploração e a previsão é injetar mais US$ 150 milhões em 2015. A Karoon Gas Australia concluiu a primeira perfuração em 2013 com descobertas de reservas de petróleo em dois poços. A nova operação deve iniciar na segunda semana de novembro, com o poço de avaliação Kangoroo 2.
Embora ainda esteja em fase de exploração e avaliação das reservas, a empresa estima iniciar a produção de petróleo em 2018. As licenças para os cinco blocos foram adquiridas na Agência Nacional de Petróleo (ANP), em 2007. A companhia iniciou os estudos de exploração em 2012. Já em julho de 2014, a Karoon contratou a sonda de perfuração semissubmersível Olinda Star, da Queiroz Galvão, para perfurar até quatro poços nos blocos operados pela companhia. Até o momento, foram definidos dois poços que serão perfurados. Os blocos ocupam uma área de 865 quilômetros quadrados. Nesta fase de operação, que antecede a produção, a empresa deve atuar diretamente da base que mantém em Niterói (RJ).
Os estudos constataram que existe uma reserva de 7 milhões de barris de petróleo naquele local. Os outros 35% são da canadense Pacific Rubiales Corporation. Com sede no Rio de Janeiro, a Karoon Petróleo e Gas Ltda. é uma empresa de exploração de petróleo e gás com atuação na América do Sul. A ANP não comenta a distribuição de royalties, porque considera a fase de exploração como inicial.
Fontes: Dagmara Spautz, Karine Wenzel e Victor Pereira/ Diário Catarinense (edição de sábado 25/10)

Pedágio

Falem o que quiser, mas uma rodovia pedagiada é outra coisa. No trecho norte da BR-101, mantido pela Autopista Litoral Sul, a sinalização é perfeita e eventuais buracos na pista são recuperados em no máximo dois dias. É preciso destacar também a excelente iluminação em trevos, saídas para acessos às cidades e em pontos estratégicos do trajeto. Quem viaja, por exemplo, de Barra Velha a Florianópolis, aproximadamente 180 quilômetros, paga apenas R$ 1,80 por esses benefícios. Se a rodovia estivesse nas mãos do governo, a realidade seria bem diferente.
Fonte: Cacau Menezes/ Diário Catarinense (edição de sábado 25/10)

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