Clipping Imprensa – Dilma diz estar aberta para críticas

Clipping Imprensa – Dilma diz estar aberta para críticas

Brasília, 24.6.15 – As críticas contundentes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao seu partido e ao governo de Dilma Rousseff receberam uma resposta sutil da presidente. Na manhã de ontem, ao participar do lançamento da mascote da equipe brasileira na Olimpíada de 2016, Dilma disse não ver problemas nas recentes afirmações.
– Todos têm direito de fazer críticas. Principalmente o presidente Lula, que é muito criticado por vocês (jornalistas) – declarou em rápida entrevista coletiva no Rio, em evento onde estavam o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Na segunda-feira passada, Lula aventou uma “revolução” no PT e afirmou que a sigla tem os vícios de todo partido que cresce e chega ao poder. Durante o seminário Novos Desafios da Democracia, no Instituto Lula, o ex-presidente disse ainda que os colegas petistas “só pensam em cargo, em emprego, em ser eleito”.
Antes disso, já havia dito, na quinta-feira passada, que a gestão de Dilma está como “um governo de mudos”. Em outro momento, reunido com líderes religiosos, o ex-presidente comentou que a aprovação de Dilma “está no volume morto” e falou de promessas descumpridas pela sua sucessora, como a de “não mexer no direito dos trabalhadores”. E listou notícias negativas, como a alta da inflação e aumentos de tarifas.
Em conversas reservadas, ministros do PT consideraram “desastroso” o vazamento da reunião com religiosos, na semana passada, quando ele criticou a presidente. No Planalto, a avaliação foi a de que Lula quis “transmitir um recado” para o governo e “deixou vazar” a conversa, contaminando ainda mais a relação com sua sucessora, que já não anda muito bem.

Agenda positiva terá continuidade

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), criticou a tentativa do ex-presidente de se eximir dos problemas do atual governo e do PT. “Lula inaugurou um festival de oportunismo, em que não respeita o seu partido e a presidente da República de seu governo”, afirmou Freire por meio de nota. Na mesma linha, o Instituto Teotônio Vilela, braço do PSDB, afirmou que as recentes declarações do ex-presidente Lula são uma maneira de tentar sair do foco da mais recente fase da Operação Lava-Jato, que culminou com a prisão dos donos das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht.
Apesar da crise, a presidente procura reagir e retomar a agenda positiva. Hoje, por exemplo, Dilma deve lançar o programa de incentivos às exportações. A prioridade do Palácio do Planalto, nesta semana, é votar o projeto de lei que revê a política de desoneração da folha de pagamento das empresas. A medida é vista como fundamental pela equipe econômica para completar o ajuste nas contas públicas. Mas o governo teme a falta de quórum por causa das festas juninas.

Fonte: Diário Catarinense

Luz no fim do trapiche

A revelação é da Acatmar: a última atualização náutica das baías Sul e Norte de Florianópolis data de 1957. Portanto, há 58 anos não é feito um estudo detalhado sobre o relevo e profundidade da costa no entorno da Ilha de Santa Catarina. É o bê-á-bá para que se defina onde construir um píer, marinas e até o local de atracação para navios. Um levantamento hidrográfico classe A custa em torno de R$ 800 mil. Durante a visita do ministro do Turismo, Henrique Alves, há alguns dias, ficou acertado com governo do Estado que cada um vai bancar metade do valor para realizar o novo mapeamento. Por enquanto, Canasvieiras foi escolhida para receber evento-teste de cruzeiros na temporada. A praia é a única que conta com um singelo trapiche para desembarque dos turistas. E no deserto de equipamentos náuticos de Florianópolis, até uma estrutura de madeira já quebra o galho, literalmente.

Fonte: Diário Catarinense (Visor – Rafael Martini)

Deficientes

Comissão de assuntos econômicos do Senado aprovou projeto do ex-senador Casildo Maldaner que concede isenção do IPI na compra de acessórios e adaptações de veículos destinados a pessoas com deficiência. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) emitiu parecer favorável pelo caráter social dos incentivos.

Ferrovia

O Ministério dos Transportes deverá anunciar no início de julho autorização de investimentos no projeto de ampliação da Estrada de Ferro Tereza Cristina, no Sul de Santa Catarina. A decisão é do próprio ministro Antônio Rodrigues, que considera a ferrovia catarinense modelo de atuação no Brasil. E tem função relevante na economia carbonífera.

Fonte: Diário Catarinense (Moacir Pereira)

Queda no preço não impede o otimismo na exportação da soja

Apesar de preocupação com o crescimento da China, principal importador de soja, e queda na cotação, exportadores do grão mantêm o otimismo. Diante da safra recorde brasileira neste ano, esperam recuperar nos próximos anos o valor da tonelada da oleaginosa, que teve queda de até 35%. Para isso, estão de olho em novos mercados, principalmente entre os países árabes e do sudeste asiático. O mercado internacional da soja e as perspectivas da demanda foram um dos temas do VII Congresso Brasileiro da Soja, que iniciou nesta segunda-feira, em Florianópolis.
A China ainda é considerada a grande engrenagem no mercado internacional. O protagonismo do país asiático aparece nos resultados das exportações brasileiras. Entre janeiro e maio deste ano, a China foi o destino de cerca de 75% do produto exportado.
– Há uns 20 anos tínhamos um mercado em progressão, porém com expectativa de exaustão, porque os maiores compradores eram os europeus com economias maduras. Com o ingresso da China você ganha um novo impulso e o país responde por mais da metade das compras internacionais. A preocupação é com a redução da taxa de crescimento da China – observa Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa Soja.
Porém o especialista ressalta que o que leva a China a importar está mais vinculado com o processo de melhoria de qualidade de vida do que com o crescimento populacional, o que pode significar que ainda há fôlego para a exportação da soja brasileira.
– O mercado chinês é francamente comprador nos próximos 10 anos, embora em 2015 o Brasil esteja com estoques altos – diz.
Esse estoque é resultado de safras muito grandes não apenas no Brasil, mas na Argentina e EUA, o que resulta em redução de até 35% na cotação do bushel de soja.
– Com a correção cambial, ao mesmo tempo que caem as cotações da tonelada de soja em dólar, sobe o ganho do exportador e do próprio agricultor. Ou seja, eles não sentiram muito a queda.
Para Gazzoni, o fundamental é estar atento em mercados alternativos, como países do sudeste asiático, pelo crescimento e falta de condições de autoabastecimento total, e países árabes, pela renda per capita elevada.

Fonte: Diário Catarinense

Levy diz que o governo poderá fazer novas reduções de gastos

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse ontem que o governo está tomando medidas para reduzir gastos e que poderá adotar novas ações para isso. Ainda assim, afirmou estar otimista para o segundo semestre e ressaltou que a economia tem sofrido choques que vão além da demanda. Levy admitiu que a economia vive um ano de “ressaca” que tem abalado as receitas do governo – mas ressaltou que é cedo para reduzir a meta de superávit primário.
Em entrevista, o ministro assegurou que governo tem alternativas na manga para aumentar a arrecadação. Como medida concreta, citou estudos para abrir o capital do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Para Levy, o país vive um momento complicado causado também por questões não relacionadas ao ajuste fiscal, como a crise de energia e o choque nos preços de commodities. Ele avaliou, no entanto, que o cenário melhorou desde o início do ano, com a “estabilização” das preocupações com a falta de energia e também uma reversão da tensão em relação à dívida da Petrobras.
No médio prazo, avaliou, o governo vai priorizar medidas microeconômicas, como reforma do ICMS e mudanças no PIS/Cofins, para melhorar o ambiente de negócios. Até abril, o setor público economizou R$ 32,4 bilhões para o pagamento de juro da dívida. A meta para 2015 é uma economia de R$ 66,3 bilhões, o equivalente a 1,1% do PIB.
Ao comentar o possível represamento dos repasses aos bancos públicos por parte do Tesouro Nacional e também a investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o tema, Levy afirmou que o Ministério da Fazenda está em contato constante com o tribunal e esperando as definições do tribunal. O secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, engrossou o coro sobre o tema e reafirmou que “o TCU não se posicionou definitivamente”. As pedaladas fiscais podem fazer o TCU recomendar a rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff de 2014.

Fonte: Diário Catarinense

Reunião para definir o novo traçado é adiada

A reunião entre deputados, senadores catarinenses e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) marcada para a tarde de hoje foi adiada indefinidamente. O encontro havia sido agendado após a visita do ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, ao Estado, na semana passada, quando parlamentares cobraram respostas para uma série de questões ligadas à mobilidade em SC – incluindo a incerteza sobre o polêmico trecho sul do Contorno Viário da Grande Florianópolis.
Segundo informações do gabinete do deputado Esperidião Amin (PP-SC), a reunião foi cancelada pela própria ANTT e deve ocorrer na próxima semana, mas ainda não tem data marcada. Como a agência deixou a decisão final sobre o Contorno Viário nas mãos do Fórum Parlamentar Catarinense, a discussão não deve tomar grande parte da reunião.
A indecisão sobre duas alternativas permanece: manter o traçado original, desapropriando uma quantidade maior de imóveis em Palhoça e jogando o trânsito pesado para a BR-101; ou usar a estrutura da BR-282 para ligar o tráfego até a BR-101, evitando desapropriações, mas aumentando significativamente o custo e o tempo da obra.
– A BR-282 já quase não suporta mais o tráfego atual, então seria preciso fazer uma ampliação da rodovia para desviar o tráfego do Contorno Viário por ela – diz Marcos Guedes Pereira, gerente de planejamento estratégico da concessionária Autopista Litoral Sul.
O governo aposta no plano original, tanto por uma questão de custos quanto de licenciamento. Já parte dos moradores de Palhoça desaprova o primeiro traçado.

Fonte: Diário Catarinense

Investir, apesar da crise, por *Glauco José Côrte

A Fiesc acaba de divulgar pesquisa revelando que a indústria catarinense programou para este ano investimentos de R$ 2,1 bilhões. Embora represente queda de 13% em relação ao total aplicado no ano passado, não deixa de ser uma boa notícia, considerando o cenário econômico atual e a perspectiva de maior contração no segundo semestre.
Mais importante do que os valores anunciados são as finalidades dos investimentos. O industrial catarinense confirma uma tendência já observada nos últimos anos e aposta cada vez mais em inovação, setor que registrou o maior crescimento na pesquisa deste ano, apesar do ambiente em que tudo parece conspirar contra o setor produtivo. Para implementar o necessário ajuste fiscal, o governo não reduz as despesas da máquina pública, mas corta investimentos. Não adota medidas de estímulo à produção, propõe elevar novamente a tributação sobre a folha de pagamento, no momento em que a desoneração é mais necessária, para minimizar o impacto da crise sobre o emprego. Até rumores sobre a recriação da CPMF voltam a assombrar os brasileiros.
Ainda assim, o industrial que se esforça para manter os investimentos, apesar desse cenário, não é insensato. Pelo contrário. O momento requer medidas no sentido da melhoria da produtividade e competitividade. As empresas que mantêm investimentos no desenvolvimento e qualificação de produtos, na eficiência dos processos, na educação de seus trabalhadores e em tecnologia, sairão antes da crise.
Esse é um dos grandes diferenciais do industrial catarinense. Sempre disposto a superar a crise, a tomar conta dela, e não deixar que ela tome conta dos seus negócios. Apesar do resultado do jogo deste ano já estar praticamente definido, é com esse posicionamento aguerrido que teremos condições de iniciar a recuperação em 2016. O industrial catarinense, novamente, está dando a sua contribuição, como mostra a pesquisa sobre investimentos em 2015. O industrial catarinense está dando a sua contribuição, como mostra a pesquisa sobre investimentos em 2015

*Presidente da Fiesc
Fonte: Diário Catarinense

Como a genética melhora o campo e a vida das pessoas

Ainda não dá para dizer que os cientistas encontraram a cura para todas as doenças e que as pessoas só morrerão devido a acidente. Mas os avanços da engenharia genética são permanentes e envolvem, simultaneamente, soluções para melhorar a produção agrícola e a saúde. Novas tecnologias foram discutidas ontem em painel no Congresso Brasileiro da Soja, promovido pela Embrapa no Centrosul, em Florianópolis. O pesquisador Alexandre Nepomuceno, presidente do evento, lembra que há 20 anos se falava que uma empresa havia pegado o gene de uma bactéria e colocado na soja. Isso evitava o uso de herbicida. Muitos não acreditaram, mas
hoje 90% da soja produzida no mundo é geneticamente modificada. Segundo ele, uma das tecnologias que avançam agora é a RNAi, que consiste num pedacinho de DNA. Ao sequenciar um pedacinho do DNA de um inseto, é possível desenhar em laboratório um pedacinho de RNAi para desligar um gene do inseto que pode ser o da ferrugem. Isso também pode ser feito na medicina para controlar ou eliminar células cancerosas. Outra tecnologia abordada ontem foi a Gurts (Gene use restriction technology), que permite definir que uma planta não vai gerar semente. Segundo Francisco Aragão, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, a tecnologia RNAi não é nova, mas é usada cada vez mais para controlar nematoide, fungo, vírus e plantas parasitas na agrícultura e também em outros setores, especialmente na medicina. Ele explica que ainda não é possível ter todas as soluções para a agricultura e saúde, mas as pesquisas avançam rapidamente.

Recorde de soja

O campeão nacional em produtividade de soja é de Ponta Grossa, Paraná. O produtor e consultor Alisson Hilgenberg alcançou a produção de 141,79 sacas por hectare. Ele venceu o Desafio de Máxima Produtividade de Soja promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). O resultado foi obtido com tecnologia e outros fatores, disse o presidente do CESB Luiz Nery Ribas. A produção de soja tem peso expressivo no agronegócio do país que cresceu 4,7% no primeiro trimestre enquanto os demais setores do PIB tiveram queda. O número foi destacado na abertura do Congresso da soja pelo presidente do evento Alexandre Nepomuceno.

Custo Brasil de logística

Economista do Usda (EUA), Warren Preston, em palestra no Congresso de Soja, ontem, afirmou que uma desvantagem do Brasil é o custo de logística. A logística de uma tonelada de soja dos EUA à China custa de US$ 90 a US$ 115. Do Brasil até a China, sai de US$ 124 a US$ 186.

Avião elétrico faz voo tripulado

Engenheiros da Usina Itaipu Binacional e da ACS Aviation, de São Paulo, conseguiram realizar ontem o primeiro voo de avião tripulado movido a energia elétrica da América Latina. A aeronave Sora-e (foto) pilotada por Alexandre Zaramella, sócio-diretor da ACS Aviation, voou por cinco minutos. Os testes mostram que o transporte aéreo do futuro pode ser sem emissões.

Energia + SC

Prefeituras estão animadas com o programa Energia + SC, que será lançado hoje. Segundo o secretário Antonio Gavazzoni, pequenas usinas impulsionam a receita municipal de ICMS. O parque eólico de Bom Jardim da Serra, por exemplo, responde por 60% do movimento econômico da cidade.

Lummertz no Lide

Novo presidente da Embratur, Vinicius Lummertz será o palestrante da reunião do Lide SC, segunda, no Hotel Majestic. Wilfredo Gomes, presidente da instituição, está confiante no avanço maior do turismo na economia estadual.

Fonte: Diário Catarinense (Estela Benetti)

Para sacudir o PT

As declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, nos últimos dias, criticou o governo da
presidente Dilma Rousseff, o PT e seus filiados, não são novidade para os líderes petistas catarinenses. O próprio Claudio Vignatti, ex-deputado federal e atual presidente do partido, admite que a ação para dar “uma sacudida geral” na sigla foi objeto de diversas manifestações de Lula nas internas, mas com o compromisso de não vazarem. Agora, o conteúdo veio a público nos últimos três dias. Lula, conhecido pela capacidade de verbalizar, tenta chamar a atenção de seus companheiros em um momento em que o PT convive com escândalos da operação Lava Jato, da Polícia Federal, e que, volta e meia, apontam para o ex-presidente da república e líder maior da agremiação política. Mas, quando ele expõe a sua indignação contra a política econômica do governo – leia-se o ajuste fiscal, que atinge um dos dogmas da sigla, os direitos dos trabalhadores -, Lula não está sozinho. A autocrítica, alerta Vignatti, tem que ser feita e está hora do PT ter “gente militante nas ruas”, o que pode ser medido pela falta de participação de muitos filiados. Vignatti lembra que há prefeitos e vereadores que “estão no PT”, porém sem a prática do partido. Outro risco que fez parte das pesadas críticas de lula, a busca por cargos, aponta para uma “peemedebelização”, na opinião de muitos petistas, o aliado afoito por uma boquinha na administração pública. Resumo: Lula está mais forte do que nunca nas bases e lideranças do PT, joga duro e para a torcida porque é alvo de muita artilharia, da polícia Federal, que cerca seus principais colaboradores há anos, desde os tempos do mensalão; do Ministério público Federal e da Justiça Federal. Quem menos incomoda o ex-sindicalista é a oposição, talvez pelo enorme telhado de vidro ou à espera de uma decisão que a favoreça.

Fonte: Notícias do Dia (Roberto Azevedo)

Queda nos preços prejudica resultado das exportações

O volume de exportações do Brasil e de Santa Catarina aumentou este ano, mas a balança comercial
ainda não representa este avanço por causa da queda dos preços no mercado internacional. Esta análise, feita pela coluna nos últimos meses, foi confirmada ontem pela 27ª Carta de Conjuntura publicada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). De acordo com o documento, “o mau desempenho das exportações é integralmente explicado pela queda de preços”. Comparada a quantidade vendida pelo país entre janeiro e abril de 2015 e o mesmo período de 2014, houve aumento de 3,2% nas exportações – desempenho puxado pelas commodities (8,5%) e semimanufaturados (6,4%) e prejudicado pelos manufaturados (-4,8%). Por outro lado, todos os preços no mercado externo registraram queda no período, especialmente as commodities – redução de 29,3%, seguida dos semimanufaturados (-8,6%) e manufaturados (-6,7%). “Os últimos números reforçam o quadro que já se desenhava em 2014: de junho de 2014 até abril deste ano, os preços de exportação acumularam queda de 23%”, revelou o documento. Nos últimos anos, o Brasil perdeu competitividade ao migrar a pauta exportadora dos manufaturados para as commodities.


Fim de um ciclo

De acordo com o estudo do Ipea, mais de metade da redução do valor exportado no período janeiro a maio de 2015 é explicada por apenas dois produtos: minério de ferro e soja em grão. As vendas do primeiro item tiveram queda de 49,3%, o que resultou em perda de US$ 5,8 bilhões, e do segundo item, queda de 30,4% e perda de US$ 3,8 bilhões. Outras commodities também vêm sofrendo com a queda nos preços, como as carnes de frango (importante para Santa Catarina) e bovina, o açúcar e o petróleo, explica o documento.

Itens que pesam

Um dos pontos mais interessantes da Carta de Conjuntura do Ipea é a análise sobre a queda sofrida pelos termos de troca do país de meados de 2014 para cá, que reduziram 13%. Esses termos (relação entre o resultado das exportações e das importações) chegaram ao maior valor no final de 2011 e, depois, começaram a reduzir.  A queda acumulada desde então chega a 24%, “devolvendo todo o ganho obtido no período pós-crise internacional e levando o índice de volta ao patamar médio dos últimos 25 anos”. Ou seja, chegou ao fim o “superciclo das commodities” iniciado em 2006.

Fonte: Notícias do Dia (Panorama – Alessandra Ogeda)

Contrariedades

São fortes as críticas ao projeto do deputado Darci de Mattos, que tenta restringir o trânsito de cargas pesadas na estrada Dona Francisca. Deve chegar nesta semana à Assembleia Legislativa uma moção de repúdio liderada pelo presidente da Câmara de São Bento do Sul, Edimar Salomon, contra o projeto que está na Comissão de Constituição e Justiça. O deputado do PSD defende que o projeto está baseado em decretos da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Enquanto isso, existem argumentos de que se trata de uma proposta inconstitucional. Transformou-se numa grande polêmica, envolvendo inclusive entidades de classe e empresarias.

Fonte: Notícias do Dia (A vida segue – Paulo Alceu)

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