Florianópolis, 8.4.14 – Uma audiência de conciliação com representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), Ministério Público Federal e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) está marcada para esta sexta-feira na Justiça Federal, em Florianópolis. A intenção é chegar a um consenso sobre a quarta faixa no Morro dos Cavalos, em Palhoça, onde está localizada uma área indígena.
A obra foi contratada e a empresa responsável está realizando levantamento topográfico. A expectativa do Dnit é que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente ( Ibama) faça a liberação prometida da Licença de Instalação. Feito isso, em junho deve sair o edital para a construção de dois túneis na região.
Esses são pontos destacados em um relatório sobre a situação das obras em rodovias federais no Estado. O levantamento que aponta traçados de BRs em diferentes regiões de Santa Catarina foi elaborado a pedido do superintendente estadual do DNIT, João José dos Santos.
O engenheiro, que é filiado ao PT, deixou o cargo para disputar uma vaga na Câmara Federal. Ao sair, fez uma avaliação do trabalho. Ele ainda falou que a equipe tinha 110 servidores, dos quais apenas 30 engenheiros, para obras que considera desafiadoras e grandiosas.
Elegeu como a principal realização a duplicação Sul da BR-101, mostrando números que dão conta de 233 km de pista duplicada, 211 km de ruas laterais, 110 viadutos concluídos, 43 pontes novas ou restauradas e o túnel do Morro Agudo, na cidade de Paulo Lopes.
Pelo que foi levantado, obras emblemáticas parecem estar na BR-280. No lote 1, a licitação foi anulada. Um novo edital de concorrência é esperado para este mês, no trecho entre São Francisco do Sul e a BR-101. Também existe problema no lote 2.1, entre a BR-101 e Guaramirim. Ali há pendência com a Fundação Nacional do Índio (Funai), que embargou a obra. Se o cronograma for mantido, o contorno de Schroeder, referente ao lote 2.2, deve iniciar nesta semana.
Sobre a BR-470, no Vale do Itajaí, as obras do lote 3, entre Gaspar e Blumenau, iniciaram. O lote 1, entre Navegantes e a BR-101, está com a ordem de serviço emitida. A previsão é que as obras iniciem neste mês.
Na sequência, entre Ilhota–Gaspar, a licitação foi concluída, o contrato está em fase de assinatura e a ordem de serviço a ser emitida também está prevista para este mês.
No lote 4, trecho Blumenau–Indaial, o momento é de remoção do gasoduto pela SCGás e cadastro das desapropriações. A empreiteira monta a usina de concreto em Indaial.
JOÃO JOSÉ DOS SANTOS
Ex-superintendente estadual do DNIT
Cuidar de 12 obras em quatro rodovias federais com uma equipe composta por apenas 30 engenheiros e 110 servidores foi um grande desafio.
No Sul, situação da ponte de Laguna é tranquilizadora
Na divisa com o Rio Grande do Sul, por onde passa a BR-285, no município de Timbé do Sul, está previsto o primeiro Regime Diferenciado de Contratação (RDC) integrado em Santa Catarina. A mesma empresa que elaborou o projeto vai executar a obra da rodovia.
A situação é de aguardo da licença de instalação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e abrange a região dos cânions. A implantação e a pavimentação dos 30,5 km entre Timbé do Sul e São José dos Ausentes(RS), atravessando o Vale do Rio das Antas e a Serra da Rocinha, é considerada uma obra delicada para o meio ambiente por ser uma área de relevante importância ambiental.
A Serra da Rocinha é famosa por oferecer uma vista exuberante, atraindo muitos turistas.
Em Tubarão, o Dnit homologou a licitação para a construção da nova ponte Cavalcanti sobre o rio Tubarão. A ordem de serviço deve ser assinada ainda em abril.
A notícia mais tranquilizadora é sobre a ponte estaiada de Laguna, que segue em ritmo normal. O contrato de uma das obras mais aguardadas por catarinenses e turistas prevê conclusão em maio de 2015, porém, a expectativa é de que deva ser entregue antes do prazo.
No Oeste do Estado, por onde passa o traçado da BR-282, depois de vários problemas foi retomada a duplicação da rodovia de Xanxerê, também denominada travessia urbana. A obra enfrentou meses de paralisação. A execução é da Técnica Viária, empresa de Curitiba que completou a SC-401, em Florianópolis.
Fonte: Diário Catarinense
O relatório do DNIT sobre SC
O engenheiro João José dos Santos despediu-se da superintendência do DNIT em Santa Catarina com um robusto relatório de obras. O documento está sendo remetido hoje ao Ministério dos Transportes, a várias autoridades e instituições federais e estaduais.
Uma gestão que registrou momentos positivos com a inauguração de obras rodoviárias importantes e também períodos de críticas – a partir da divulgação dos relatórios da Fiesc, mostrando que os prazos anunciados não seriam cumpridos. Fatos que, a cada nova fiscalização, geravam mais frustrações, particularmente no litoral, pela relevância da BR-101.
João José dos Santos tem destacado duas marcas de sua gestão: a transparência e o espírito de equipe, sempre valorizando os colegas.
Merece registro um dado desse balanço: mesmo com a responsabilidade de movimentar R$ 4 bilhões da União em Santa Catarina não se viu uma única denúncia de irregularidade em licitações ou de superfaturamento de obras. Ao contrário, critica-se a decisão do governo Lula, já no primeiro mandato, anulando as licitações em andamento do período FHC, para realizar novas concorrências. Os petistas e os governistas chegaram a comemorar os novos contratos com preços bem abaixo dos já licitados. E o resultado foi um desastre para o Estado. Várias empreiteiras não cumpriram os contratos, exigindo novas licitações. E surgiram casos de falência ou até de abandono da obra, atrasando em muitos anos a conclusão do trecho sul da BR-101. Deliberações de Brasília, enfatize-se. Mais do que um robusto relatório, João José dos Santos deixa uma lista de pedidos de novas duplicações rodoviárias vitais para Santa Catarina e que estão sendo encaminhadas para inclusão no PAC-3.
João José dos Santos deixa o DNIT, com uma lista de pedidos de novas duplicações rodoviárias para Santa Catarina.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
BMW define data de primeiro carro
Diretora de Relações Governamentais da empresa no Brasil informou que produção está prevista para setembro, em Araquari.
O primeiro carro fabricado pela BMW em território catarinense já tem data para ficar pronto: 30 de setembro. A informação foi confirmada pela diretora de Relações Governamentais da empresa alemã no Brasil, Gleide Souza, durante reunião realizada na noite de ontem na Associação Empresarial de Joinville (Acij).
A produção está prevista para começar em setembro. Nos primeiros 12 meses, a fábrica – que está sendo erguida em um terreno de 1,5 milhão de metros quadrados às margens da BR-101, em Araquari – vai produzir 20 mil automóveis de luxo. Apenas depois desse período a planta deve operar com sua capacidade máxima, que será de 32 mil veículos ao ano.
Este número, no entanto, pode aumentar. A unidade tem uma área construída de 500 mil metros quadrados, mas que pode chegar a 850 mil metros quadrados.
Primeiros carros serão os da Série 3
Os primeiros carros a saírem das linhas de montagem serão os da Série 3, antecipou Gleide. Em seguida, serão fabricados os modelos XL. Depois, será a vez dos automóveis da Série 1. Haverá um intervalo de quatro meses entre a fabricação de cada um dos tipos, informou a diretora da BMW.
Enquanto a estrutura da fábrica começa a ganhar forma às margens da BR-101, a BMW corre para capacitar a mão de obra responsável pela produção. A empresa já opera um centro de treinamento dentro do Perini Business Park, em Joinville, onde trabalham 80 pessoas. São supervisores de linha, explicou Gleide, que estão sendo treinados por 15 técnicos vindos da Alemanha.
Nesse período de treinos, eles vão montar e desmontar 96 veículos da marca, para aprenderem e vivenciarem todo o processo produtivo. Os carros “cobaias” não serão comercializados depois, esclareceu Gleide.
Em 2013, a montadora alemã vendeu 14,7 mil veículos no Brasil. A empresa tem 28 fábricas em todo o mundo. No Brasil, além da planta de Araquari, a multinacional já opera com uma unidade que produz motocicletas em Manaus (AM), a única do grupo fora da Alemanha.
28 é o número de fábricas que a montadora alemã tem espalhadas pelo mundo. No Brasil, a marca também tem planta em Manaus.
Fonte: Diário Catarinense
Capitania apura água em balsa
A delegacia da Capitania dos Portos de Laguna abriu inquérito ontem para apurar o que pode ter causado a entrada de água em uma balsa que faz transporte ao Farol de Santa Marta, no Sul de SC. A situação foi gravada no sábado pela estudante Gabriela Garcia, 17 anos.
No vídeo, os usuários se assustam ao perceberem que a água estava avançando para dentro da embarcação, chegando até os carros. De acordo com o delegado da Capitania dos Portos de Laguna, capitão de corveta Francisco de Assis Dias da Silva, o inquérito deve durar 90 dias. Ele afirmou que não é possível tirar conclusões apenas pelas imagens, mas considera que mostram que algo não estava normal na travessia. A embarcação havia passado por inspeção um dia antes e nenhuma anormalidade foi constatada, disse Silva.
– Os peritos vão fazer um levantamento e o caso será encaminhado ao Tribunal Marítimo, no Rio de Janeiro, para responsabilização dos envolvidos – comentou o delegado.
O vídeo gravado pela estudante será anexado ao inquérito. Tanto a empresa quanto os marinheiros e os usuários da balsa serão ouvidos. A estudante que fez a gravação e outras pessoas que estavam na balsa podem entrar em contato com a delegacia pelo telefone (48) 3644-0196.
O proprietário da empresa Laguna Navegação, que faz o trajeto, Doralino Brustolon, explicou que a embarcação estava se aproximando para atracar e a rampa baixou, fazendo com que a água entrasse. Ele disse que não houve problema na distribuição de peso e que é comum isso acontecer quando há ventos e formação de pequenas ondas, mas nada que apresente perigo. Segundo ele, a balsa sustenta até 200 toneladas e, naquele dia, tinha 100.
Fonte: Diário Catarinense
Para deixar o trânsito mais leve
Projeto em tramitação na Câmara de Vereadores de Joinville quer restringir o trânsito de caminhões de carga em horários de pico.
Um projeto que começou a tramitar na sexta-feira na Câmara de Vereadores de Joinville pretende restringir a circulação de caminhões de carga e descarga nos horários de pico nas principais vias da cidade.
O autor da proposta, vereador Maycon César (PPS), alega que a medida ajudaria a reduzir os congestionamentos na cidade.
O vereador afirma que estudou os modelos adotados em outras cidades e que o projeto foi baseado nas normas do Conselho Nacional de Trânsito, mas concorda que alguns pontos podem gerar polêmica. Por isso, quer propor reuniões com o Executivo, com o Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (IPPUJ), empresários, lojistas e representantes das transportadoras sediadas em Joinville e região.
– A ideia é discutir o projeto para que a gente possa entrar em consenso sobre o melhor modelo – diz ele.
As restrições serão aplicadas conforme o tamanho dos caminhões, de segunda a sexta-feira. Os que tiverem até 6,3 metros de comprimento circularão livremente. Já as carretas só poderão trafegar entre 20h e 6h.
Ippuj diz que mudança deve passar por estudo
Para Gilson Perozin, gerente da unidade de mobilidade e acessibilidade do Ippuj, a restrição da circulação de caminhões dentro da cidade é necessária. Mas isto deve fazer parte do plano de mobilidade de Joinville, que está em estudo.
Segundo o gerente, o projeto deve ser amplamente discutido, antes de virar regra. Como Joinville concentra algumas indústrias na região central do município, a mudança deve causar impactos logísticos.
– Somente a Tupy movimenta cerca de 400 caminhões por dia dentro de Joinville e hoje não há restrições de horário. Por isso precisamos analisar bem esta proposta – explica.
| O projeto |
| Confira o que dizem os principais pontos da proposta: |
| – Permite a circulação para qualquer veículo com até 6,3 metros, com ou sem carga; |
| – Proíbe o trânsito de veículos com eixo simples e até 14 metros de comprimento entre 7h e 9h, das 11h às 13h e entre as 17h e as 19h, de segunda a sexta, incluindo os serviços de mudança e recolhimento de lixo e entulhos individuais. |
| – Permite a circulação de veículos com eixo duplo – truck e carreta, por exemplo – das 20h às 6h; |
| – Permite o fluxo de veículos oficiais e/ou que prestem serviços essenciais, como coleta de lixo, além de veículos da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e ambulâncias. |
Fonte: Díário Catarinense
Não podemos achar que morrer em acidente de trânsito é normal
Segunda-feira é o pior dia da semana para leitores de jornal, internautas e espectadores dos programas jornalísticos de televisão, porque a gente sabe que vem o tradicional balanço do número de mortos nos acidentes de trânsito do fim de semana. E aquelas imagens que já conhecemos tão bem: automóveis destruídos (de tal forma que não dá nem para reconhecer a marca do carro), ambulâncias, carros de polícia, congestionamento na estrada onde aconteceu a tragédia, familiares chorando…
Cresci vendo essas cenas. Aliás, todos nós crescemos e às vezes me parece que nos acostumamos com elas. São tão comuns os acidentes com vítimas que eles já fazem parte do cotidiano. Só que não pode ser assim. Acidentes não ocorrem por acaso. Eles acontecem, pelo menos na grande maioria das vezes, porque alguém foi imprudente, foi afoito e ultrapassou em um lugar onde não podia, correu mais do que o recomendado, dormiu na direção ou – pior ainda – bebeu antes de pegar a estrada, mesmo sabendo o que isto pode causar.
Não consigo achar normal pessoas perderem a vida aos 20 anos de idade. Ou cinco pessoas da mesma família – como aconteceu no último domingo – simplesmente deixarem de existir de um minuto para o outro, porque bateram com o carro em um caminhão e morreram na hora, tamanho o impacto da colisão. Isso não é normal, não é aceitável, não é fatalidade. Não precisava acontecer.
As campanhas de conscientização no trânsito, me parece, não estão surtindo o efeito desejado. Doze pessoas perderam a vida nas estradas catarinenses no último final de semana. São dezenas todos os meses, centenas todos os anos, milhares até. Vidas desperdiçadas. Não sei o que é preciso ser feito para reverter isso, mas acredito que tudo começa em casa, quando as crianças ainda têm chances de serem educadas para um mundo mais responsável.
Fonte: Viviane Bevilacqua/ Diário Catarinense
Mário Covas
Realmente não pega bem a existência de placas indicando o nome de Mário Covas ao longo do trecho da BR-101 que corta Santa Catarina. Não que Covas não tenha sido um grande político, mas, poxa, temos tantos catarinenses que poderiam emprestar seus nomes à rodovia. Por exemplo: Rodovia Zilda Arns. O leitor pode dar suas sugestões.
Fonte: Cacau Menezes/ Diário Catarinense
