Florianópolis, 14.5.14 – A estabilidade do preço do frango no primeiro quadrimestre, apesar da alta das carnes bovina e suína preocupa, disse o presidente da Associação Paulista de Avicultura, Erico Pozzer. A expectativa é de um aumento nos próximos meses em função de exportações maiores. Essa estabilidade é boa para o consumidor, observa o empresário. Segundo ele, São Paulo, apesar de ter o maior mercado, enfrenta a concorrência do Paraná.
Setor náutico
O Estado terá projeto piloto de um desk náutico para intercâmbio de tecnologias e capacitação do setor náutico. O projeto foi apresentado ontem, em Brasília, no seminário sobre cooperação ítalo-brasileira, com a participação dos senadores Luiz Henrique e Casildo Maldaner. O programa ofecerecerá cursos de mestrado e formação de designers em universidades locais na área de náutia.
É grande a preocupação de lojistas sobre o impacto dos feriados da Copa nas vendas. Em algumas cidades do Nordeste, o mês terá apenas uma semana útil.
Diretor da FAO alerta sobre incertezas à agropecuária
Enquanto a maioria dos produtores de aves e suínos do Brasil está otimista sobre a produção, o diretor geral da FAO, órgão das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, José Graziano, que foi homenageado ontem na feira Avesui, em Florianópolis, alertou sobre os riscos de problemas climáticos à produção agropecuária. A avaliação dele é baseada nos relatórios do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Para Graziano, o Brasil precisa presquisar mais tecnologias para a produção de alimentos em condições adversas, especialmente de falta de água. Citou o caso de Bangladesh, que desenvolveu variedade de arroz irrigado com água do mar. Uma boa notícia dele, que dá atenção especial à agricultura familiar, é a tendência mundial de os consumidores de maior renda preferirem produção local, mais fresca e livre de agroquímicos. Isso já acontece, em parte em SC, mas uma informação assim anima mais. Sobre projeção da FAO para a alimentação necessária no futuro, Graziano disse que a previsão é de que será necessário aumentar em 60% a produção atual para alimentar 9 bilhões de pessoas em 2050. Mas se o desperdício for reduzido, 30% a mais pode ser suficiente.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Indústria de aves e suínos sente queda na exportação
A indústria brasileira de aves e suínos sentiu no primeiro trimestre os reflexos do custo de produção e da variação cambial. Com queda das exportações e aumento de oferta no mercado interno, a BRF, maior produtora do país, cortou em 5% o número de abates de aves e em 1% o de suínos neste ano.
Luiz Adalberto Stabile Benício, diretor de Agropecuária da BRF, falou sobre a redução ontem, durante a 14a edição da AveSui – Feira da Indústria Latino-americana de Aves e Suínos, em Florianópolis.
– O custo Brasil está subindo e afeta toda a cadeia, inclusive produtores integrados – afirmou.
Como o mercado é pulverizado, mesmo com a redução na BRF, a expectativa de Benício é que produção brasileira cresça 3% em 2014.
Apesar de um começo de ano ruim para as exportações de aves – de janeiro a março as vendas tiveram queda de 11,6% em receita – o setor sentiu recuperação em abril. No quarto mês do ano, o Brasil exportou 3,7% a mais do que no mesmo mês de 2013. Com a carne suína, que teve queda de 8% no primeiro trimestre, abril apresentou avanço de mais de 19% sobre 2013.
Adolfo Fontes, analista sênior de Proteína Animal do Banco Rabobank International do Brasil, afirma que a produção de frango deve crescer impulsionada pela alta do preço da carne bovina e exportação para a China, que deve aumentar devido ao crescimento da classe média no país.
O setor vê oportunidades no mercado internacional com os efeitos do vírus da diarreia epidêmica suína (PEDV), que atingiu principalmente os EUA. Ele deve representar uma queda de 7% na produção de suínosnorte-americana em 2014,.
– Se o PEDV atingir o México e Canadá deve gerar a perda de 18 milhões de suínos até 2015 – diz Fontes.
O vírus não atinge humanos e os produtores devem evitar visitantes de países infectados.
“O preço da carne suína para o consumidor irá subir”
Entrevista com Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
Diário Catarinense – O que levou à queda das exportações na carne suína no primeiro trimestre deste ano?
Francisco Turra – A carne suína é mais sensível. Quando há um aumento do consumo interno, como foi o caso, a exportação não fica tão atraente pelas condições cambiais. Diferente de aves que sempre há uma fatia destinada ao mercado externo e tem uma necessidade de exportar 330 a 350 mil toneladas pelo volume de produção. Agora é um momento muito bom, com o vírus da Diarreia Suína nos Estados Unidos, há muita procura pelos mercados que até há pouco tempo desabilitavam plantas no Brasil. E agora estão muito demandantes, e o Brasil não tem como atender tanta demanda de carne suína, porque houve um período de forte crise no setor.
DC – O preço para o consumidor tende a subir ?
Turra – Indiscutivelmente. A suína é uma carne que tende a ter um preço mais valorizado este ano, pela exportação e importação que estão crescendo.
DC – Qual a expectativa para o setor aves e suínos em 2014?
Turra – Deve apresentar crescimento no consumo interno, produção e exportação. Temos uma tendência favorável pelo problema da queda de produção norte-americana de carne suína, que é nosso concorrente de expressão. Carne suína tem chance de crescer de 5 a 10% em exportação no atual cenário. Isso levando em conta que o setor suinícola tem um tempo de reação bem mais lento que o de aves, por exemplo. O frango continua nas nossas previsões de exportar em torno de 4% a mais que no ano passado. Até aqui as exportações se comportaram bem. Em receita houve uma queda em função da queda do dólar, que tira a estabilidade do setor.
DC – E a diminuição no abate da BRF é reflexo disso?
Turra – Sim. Os setores estão trabalhando bem mais enxutos, não tem excedente lá fora e nem aqui. Setor andou se adequando a analisar números e se comportar dentro dos padrões da economia mundial e brasileira.
Fonte: Karine Wenzel/ Diário Catarinense
Aeroporto de Joaçaba é alternativa
A retomada de voos regulares no Aeroporto Municipal Santa Terezinha, de Joaçaba, é vista como alternativa pelos empresários que enfrentam dificuldades com a falta de serviço aéreo na região do Meio-Oeste catarinense. O terminal está em funcionamento, mas atende apenas demandas particulares desde junho do ano passado, quando as linhas disponíveis ao público deixaram de operar.
Conforme Mircon Becker, presidente da Associação Comercial de Industrial do Oeste Catarinense (Acioc), a logística e os custos das corporações são prejudicadas quando não há alternativas aéreas nas cidades onde estão as sedes. Ele salienta que há dificuldades para fazer negócios, tanto para mostrar os produtos fora quanto para trazer gente que deseja conhecer as empresas.
– Mesmo com uma economia dinamizada e global, as pessoas querem sentir e ver as coisas. Quando a gente está fechando um negócio e fala que não tem aeroporto na região, já reduz quase pela metade as chances de sucesso – afirma.
Diante da falta de oferta, toda a demanda fica concentrada no Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso, de Chapecó, que tem 21 voos semanais e atende passageiros de pelo menos 300 municípios dos três Estados do Sul. Conforme o presidente da Acioc, além de perdas ao turismo, a falta de aeroportos equipados e de voos comerciais também traz dificuldades para quem depende do transporte para trabalhar.
O vice-prefeito de Joaçaba, Marcos Weiss, diz que o aeroporto da cidade é considerado um dos melhores da região e está em pleno funcionamento, embora não tenha voos regulares. Há projetos para ampliação.
Em Chapecó, o aeroporto é considerado o grande impulso da economia na última década. Conforme o prefeito José Caramori, o trabalho de recuperação do local iniciado em 2005, junto do fomento para a operação das companhias, atraiu também novas empresas para a região.
O prefeito salienta que, quando o município percebeu que toda a região estava utilizando o serviço, passou a investir em melhorias e hoje mantêm voos regulares de três companhias: Avianca, Azul e Gol.
No mês passado, a Azul fez uma reformulação nos trajetos por conta da Copa do Mundo e tirou dois horários diários com destino a Florianópolis, mas a medida deve ser temporária. Há outros quatro voos por dia que vão de Chapecó para Florianópolis.
– O aeroporto de Chapecó é um grande atrativo de novos empreendimentos. Hoje a cidade tem possibilidade de realizar eventos nacionais e internacionais pela facilidade de acesso. O terminal cresceu 43% e tivemos quase 400 mil passageiros no ano passado – diz Caramori.
| Crescimento e oportunidades |
| AEROPORTO DE CHAPECÓ |
| Gol, Avianca e Azul operam no terminal. São 21 voos semanais, todos com aeronaves a jato. Os principais destinos são Florianópolis, Porto Alegre e Campinas (SP). |
| Em 2013, foram mais de 374 passageiros. De janeiro até abril deste ano, 140 mil pessoas passaram pelo terminal. |
| AEROPORTO DE JOAÇABA |
| O aeroporto operou entre 2007 e 2013 com voos regulares da NHT para Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Caçador, Erechim, Passo Fundo e Florianópolis. |
| É um dos mais antigos do Estado, inaugurado em 1949, e hoje funciona apenas para demandas particulares. |
Fonte: Daisy Trombetta/ Diário Catarinense
Em tempo de paralisações
Em meio a ameaças e paralisações do transporte coletivo, Florianópolis recebe hoje o seminário Mobilidade urbana: desafios e oportunidades por um transporte sustentável. Encabeçado pela Embaixada da Suécia, o evento se propõe a apresentar os mais modernos conceitos e soluções para o transporte público. Entre chefes de governo e interessados no tema, estarão presentes também o embaixador da Suécia, Magnus Robach, e representantes da Volvo Bus Latin America.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense
Terceira colocada avalia assumir a duplicação
As tratativas para que a terceira colocada da licitação que contratou a empresa para duplicar a SC-403, no norte da Ilha, assuma a obra estão avançadas. Depois que a Espaço Aberto, vencedora da concorrência, desistiu dos serviços, o Estado corre contra o tempo para reiniciar a duplicação.
A intenção da Secretaria de Infraestrutura é evitar que seja feita uma nova licitação. Por isso, antes mesmo de ocorrer oficialmente a rescisão de contrato com a primeira empreiteira, o governo procurou a segunda e terceira colocadas.
Segundo o governador Raimundo Colombo, foram feitas reuniões e a segunda colocada não demonstrou interesse em dar seguimento à obra. A terceira colocada, a empresa Planaterra, de Chapecó, teria se reunido com o representantes do Estado e ficou de dar uma resposta até hoje:
– A empresa Planaterra já faz vários trabalhos para o Estado. Tem um histórico de sucesso, eficiência, cumpridora de prazos. Eu estou muito otimista, esperando que eles aceitem agora a curto prazo – revelou o governador.
Terceira colocada avalia possibilidade de assumir obra
O sócio-proprietário da Planaterra, Moacir Tiecher, disse à reportagem que a empresa tem interesse em assumir o serviço na SC-403, mas como as obras já estavam em andamento, a possibilidade está sendo avaliada pela diretoria.
– Houve uma mudança do cenário e estamos analisando. Acredito que até o final da próxima semana já teremos uma resposta – disse.
Na última sexta-feira a empresa Espaço Aberto enviou a sua defesa em relação à rescisão de contrato. O secretário de Infraesturura de SC, João Carlos Ecker, disse que técnicos da secretaria e a Procuradoria do Estado estão avaliando o documento com 106 páginas entregue pela empresa.
Até a próxima quinta-feira o processo de rescisão deve estar concluído. Depois de oficializado o encerramento do contrato, o governo do Estado dará encaminhamento às tratativas com a segunda e terceira colocadas na licitação.
Fonte: Diário Catarinense
Morro da morte
Deputado Reno Caramori (PP) voltou a criticar com veemência o Ministério Público Federal e a Funai que impedem a construção da quarta faixa da BR-101 no Morro dos Cavalos. Citou as estatísticas da Polícia Federal: 777 acidentes com 400 pessoas feridas e 21 mortas. – E o mais grave é que até hoje não temos uma definição – lamentou.
Atrasada
A Ponte Hercílio Luz não terá restauração concluída no fim do ano, como prometeu o governador Raimundo Colombo e os técnicos do Deinfra. Isto ficou claro durante o debate promovido pela Associação Catarinense de Engenheiros. Foram realizados 31% do projeto e faltam 69% da obra, além de desapropriações que estão em debate na Justiça.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
Espaço exclusivo
Um projeto de lei protocolado na Câmara de Vereadores de Florianópolis pretende criar um espaço de retenção exclusivo para bicicletas e motos nos semáforos, logo antes da faixa de pedestres. A ideia é reduzir os conflitos entre carros e motos no trânsito, fazendo com que exista um espaço mais seguro e adequado. O projeto foi lançado pelo vereador César Belloni (PSD), presidente da Câmara.
Entrevista com César Belloni, presidente da Câmara (PSD)
Como surgiu a ideia da faixa, é inspirada em alguma outra cidade?
O projeto já é executado em cidades como São José dos Campos. Nos inspiramos para criar um projeto em nível municipal, para melhorar a agilidade no trânsito e trazer mais segurança. Já vi várias vezes carros mudando de faixa nos semáforos, sem prestar atenção, quase passando por cima dos motociclistas.
Houve contribuição da população para a criação do projeto?
Conversamos com motociclistas e eles acharam a ideia positiva, inclusive, depois que o projeto foi lançado, muitas pessoas vieram agradecer a iniciativa.
Como vai ser a escolha dos semáforos para a instalação das faixas?
A intenção é colocar nos semáforos com maior volume de tráfego, se todo semáforo tiver o sistema acaba atrapalhando ao invés de ajudar.
Morro dos Cavalos
Segue o impasse sobre a construção da quarta faixa no Morro dos Cavalos. Para quem espera há anos por uma solução, o sentimento é de indignação.
@ClovisDemetrio: Isso mostra o espírito social que nossas autoridades têm: zero! Esse é o país da Copa, compromisso com o povo, zero.
@Alvina–SC: Mais uma vez a falta de vontade de todas as partes e indiferença com as vidas perdidas.
@FeAmaral–online: Construir um túnel é muito melhor que uma quarta faixa. Derruba menos árvores e corta caminho. Incomodaria menos os índios.
@douglasruschel: Triste. É o reflexo de vários anos de falta de planejamento, de estratégias que possam trazer ganhos a todos.
Cúpula
Hoje o prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Junior, e o governador do Estado, Raimundo Colombo, recebem o embaixador da Suécia e outros ligados ao tema transporte, para debater a mobilidade urbana – desafios e oportunidades por um transporte sustentável.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC
Parquímetros não significam modernidade, por Cintia de Queiroz*
Temos acompanhado a polêmica substituição dos talões de pagamento da Zona Azul pelos parquímetros. Sem entrar no mérito do aumento do valor da tarifa, gostaria de levantar outras implicações desta medida. Os parquímetros são mais obstáculos urbanos nas nossas vias públicas, já tão obstruídas e estreitas. A instalação dos equipamentos, além de estar sob severa supervisão do Ipuf, deveria respeitar as normas da ABNT, que incluem piso tátil direcional e alerta e calçadas adequadas com faixa exclusiva para pedestres, por exemplo.
No entanto, está totalmente em desacordo com as normas de acessibilidade. Além de não haver nenhuma sinalização tátil no piso que alerte a existência dessa barreira, percebe-se que não há critério nenhum em seu posicionamento. Alguns, inclusive, encontram-se no meio da área em que está indicada a travessia de pedestres pela faixa.
Caminhar pela cidade, muitas vezes, se torna um verdadeiro rali. Obstáculos, barreiras arquitetônicas e urbanísticas dificultam o mero deslocamento. De acordo com o IBGE, aproximadamente 25 milhões de pessoas apresentam algum tipo de deficiência no Brasil. Tornar as cidades mais acessíveis é uma das formas mais dignas de o poder público expressar o respeito aos cidadãos.
Com estas constatações, concluo que há uma incoerência no nosso município. O órgão que deveria fiscalizar, normatizar, orientar e planejar, institui um novo equipamento urbano em desacordo com o bem-estar da população e que pode dificultar ainda mais o direito de ir e vir em nossa cidade. Estamos indo na contramão do desenvolvimento. Apesar da aparente modernidade, este equipamento urbano definitivamente não representa um avanço.
* Cintia de Queiroz – Arquiteta e Urbanista (moradora de Florianópolis)
Fonte: Diário Catarinense