Clipping imprensa – Estudo aponta que cinco em cada 10 moradores da Grande Florianópolis usam veículos individuais para se deslocar

Clipping imprensa – Estudo aponta que cinco em cada 10 moradores da Grande Florianópolis usam veículos individuais para se deslocar

Florianópolis, 22.9.14 – A cada 10 moradores da Grande Florianópolis, cinco usam carro ou moto para fazer percursos comuns do dia a dia, como ir ao trabalho ou deixar o filho na escola. A revelação da pesquisa feita pelo Plano de Mobilidade Sustentável da Grande Florianópolis (Plamus) – conjunto de estudos contratados pelo governo do Estado com 13 municípios da região metropolitana da Capital – coloca os catarinenses no topo do ranking nacional de dependência por carros particulares.
Metrópoles bem maiores, como São Paulo e Rio de Janeiro, tiveram números bem abaixo da Grande Florianópolis, o que especialistas atribuem à falta de planejamento em mobilidade urbana. No Dia Mundial Sem Carro, comemorado hoje, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove um debate sobre mobilidade.
Os números apresentados pela coordenação do Plamus são dados iniciais de um projeto que pretende mapear os gargalos do transporte público em 13 municípios da região. A pesquisa ouviu moradores de cerca de 5,4 mil residências e agora deve discutir os resultados parciais da análise.
Para o coordenador técnico do plano, Guilherme Medeiros, a falta de opções de trabalho nos municípios vizinhos explica a dependência de 48% das pessoas de usar carro e moto:
– Há mais pessoas empregadas do que morando na Ilha de Santa Catarina. Significa que o excedente de trabalhadores tem que se deslocar até a ponte. Seria interessante aliar o Plamus aos planos diretores dos municípios.
Especialista em transporte público, o professor do departamento de automação da UFSC, Werner Kraus, acredita que investir no transporte coletivo seria a opção mais prática. Depois, os municípios poderiam implantar ciclovias, transporte aquaviário e até teleférico, desde que fossem interligados.
– O coletivo deveria ser utilizado por, pelo menos, 60% da população, mas ele é mal planejado e as pessoas não usam. É preciso pensar na região toda, não de maneira isolada – defende o professor Kraus.
Fonte: Hyury Potter/ Diário Catarinense

No Dia Mundial sem Carro, conheça histórias de quem trocou o automóvel pela bicicleta

Já são quase 10 anos sem automóvel. Para o desenvolvedor de softwares Helton Moraes, 36 anos, é difícil traçar uma retrospectiva detalhada de 2004 para cá, mas nesta segunda-feira, no Dia Mundial sem Carro, lembra com felicidade da década em que declarou independência do motor. Apesar dos dias de chuva, das pedaladas cansativas e da hostilidade de muitos motoristas – que compõem o cenário de dificuldades dos que abrem mão do veículo individual –, Helton acredita que as pessoas não são tão dependentes do carro quanto imaginam ser.

Um dia a pé: o que acontece com quem está acostumado a só andar de carro 

Em sua casa, no bairro Bom Fim, vive com a mulher e o enteado. Ela vai para o trabalho de ônibus; ele, de bicicleta, e o menino caminha para a escola. Poderiam comprar um carro, mas, contrariando um dos principais argumentos dos defensores do transporte individual, acreditam ter mais liberdade não motorizados.
– Ter um carro implica gastar com garagem e combustível. Não é barato. Então a nossa pergunta número um foi: precisamos ter um carro? Pesou o fator logístico, que implica estacionar. E um acidente é uma despesa, é na verdade um custo psicológico – explica Helton, que só se rende ao automóvel para fazer viagens longas. – Tu alugas o carro, ele está com a manutenção em dia, quando tu devolves te livras do problema – argumenta.
Em Porto Alegre, há um veículo para cada 1,9 habitante, segundo levantamento realizado pelo professor de transportes da UFRGS João Fortini Albano. O estudo também aponta que a Capital está na média dos grandes centros europeus, como França e Itália, e acima do índice nacional, de um veículo para cada 2,5 habitantes. Mas especialistas encontram otimismo na cultura da bicicleta, que cresce principalmente entre os jovens.
– A bicicleta tem muitas vantagens, e a cultura da modernidade, de sustentabilidade ambiental, marcha nesta direção. Vai encontrar resistências? Vai. Tem correntes muito radicais, o usuário do carro é muito cativo, mas eu acho reversível – pondera Albano.

Mais de R$ 60 por dia

De acordo com uma pesquisa produzida pela analista de Educação Financeira do Estúdio de Finanças da PUCRS Nahiane Pastro, o motorista porto-alegrense gasta R$ 60,91 por dia para ter um carro. O cálculo considerou um veículo de R$ 45 mil, que consome dois tanques de gasolina por mês. Foram contabilizadas despesas com estacionamento, seguro anual, depreciação do veículo, manutenção e IPVA.
Pensando em se libertar dos encargos financeiros que vêm de carona com o carro, André Snia, 31 anos, passou a levar a vida no ritmo das pedaladas. Locomover-se sobre duas rodas modelou seu dia a dia de tal maneira, que hoje trabalha com manutenção de bicicletas. Cruzar a Avenida Coronel Bordini com o filho de seis anos na cadeirinha acoplada à bike é parte da rotina. Há pelo menos 10 anos dividindo a via com veículos motorizados, André percebe um trânsito ainda mais intolerante e agressivo com os ciclistas.
– Os motoristas não nos respeitam nem um pouco. Sabem que o carro é mais forte e se aproximam da bicicleta – relata André, que, embora reconheça a importância da data, encara o 22 de setembro como um dia qualquer: – Para nós dois, todo dia é Dia Mundial sem Carro.

Um dia pelo planeta

-O Dia Mundial sem Carro foi criado na França em 1997, pela ONG Mobility Week. O objetivo é chamar a atenção das pessoas para a poluição do ar e o trânsito cada vez mais complicado nas cidades.

-Em Porto Alegre, a data é oficial desde 2006. Nesta segunda-feira, a EPTC promove duas atividades: às 9h30min, tem ação educativa na estação de ônibus do Shopping João Pessoa e, às 13h, uma caminhada da Praça da Alfândega até a prefeitura.

-A comunidade de ciclistas também preparou um evento para o dia especial: um piquenique embaixo do Viaduto dos Açorianos, onde será erguida a Oficina Comunitária Cidade da Bicicleta. Também vai ter atrações artísticas, apresentação de ideias para construção do futuro espaço e projeção de imagens e vídeos.

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Fonte: Vinícius Fernandes/ Diário Catarinense

O jogo da desconstrução 

O eleitor espera que a tática da desqualificação do oponente seja substituída pela apresentação de propostas menos superficiais e evasivas.
Algo está muito errado numa democracia quando a tática da desqualificação do adversário se transforma, pela insistência, no aspecto mais percebido das campanhas políticas. O cenário brasileiro indica que a troca de acusações parece ter ultrapassado, a duas semanas do pleito, os limites da crítica a possíveis defeitos e deficiências dos oponentes e de seus planos de governo. Tem prevalecido, na reta final, a retórica do ataque, não só entre os candidatos que lideram as pesquisas. O que fica dos debates e dos programas na TV e no rádio é a sensação generalizada de que as agressões se sobrepõem à apresentação de propostas. O objetivo é a imposição de uma pauta diversionista, que em nada contribui para a qualidade da campanha e o esclarecimento de pontos de vista.
Compreende-se que, numa disputa acirrada, as posições críticas possam até preponderar, em determinados momentos dos confrontos. Tanto que, segundo os cientistas políticos, a ausência de duelos verbais numa eleição pode ser também o sinal do empobrecimento do debate e do distanciamento da população em relação ao que está em disputa. Por isso são aceitas, como parte da exposição de ideias, as atitudes de quem, na tentativa de impor suas ideias, deprecia a trajetória e as propostas dos adversários. Também é assim que se areja o ambiente democrático, ou a política seria uma atividade condenada ao tédio e à desimportância.
Mas a tática do ataque e da desqualificação não pode ter a hegemonia de uma campanha, como parece acontecer no Brasil, no instante em que as pesquisas indicam oscilações e as mais variadas possibilidades. Além de rebaixar o debate, a linha agressiva adotada por alguns candidatos retira do eleitor a possibilidade de avaliar as reais intenções dos concorrentes. São relegados a um segundo plano os que, eventualmente fora dos confrontos, ainda tentam defender uma postura propositiva.
O país fica sem saber o que os pretendentes à Presidência da República e aos governos estaduais defendem para questões específicas e urgentes, e os planos se diluem em abordagens genéricas, que poderiam ser defendidas por qualquer candidato. O dado positivo, indicado pelos analistas, é o do possível esgotamento da estratégia. O eleitor espera que os concorrentes retomem a apresentação de propostas, desde que não subestimem, com projetos evasivos, a inteligência de quem vai decidir a eleição.
Fonte: Editorial DC

Velhinho, mas funciona

Um Ômega verde 93, avaliado em R$ 8 mil, vai a leilão amanhã, em São Miguel do Oeste. O carro registra 254 mil quilômetros rodados e o edital avisa: está em péssimas condições de uso, para-choque traseiro rachado, pintura queimada do sol, sem as proteções laterais, bancos rasgados e pneus meia vida. Mas funciona e está sendo usado por uma funerária. O dinheiro é para pagar uma dívida trabalhista.
Fonte: Cacau Menezes/ Diário Catarinense


As normas que punem as indústrias

Durante discurso proferido na abertura da Semana da Indústria, o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simmmeb), Hans Bethe, criticou duramente a chamada NR-12, uma norma considerada rigorosa pelo setor produtivo, que vem penalizando várias empresas catarinenses.
A norma foi baixada pelo Ministério do Trabalho há anos. Em 2010 sofreu alterações, ampliando de forma elástica e subjetiva as regras de proteção dos trabalhadores. O número de itens pulou de 40 para 300 e muitos deles são muito mais rígidos do que aqueles aplicados em países desenvolvidos da Europa e da América do Norte. Como denunciou o industrial Hans Bethe: “Uma norma que nos obriga a reformar máquinas zero quilômetro, mas que servem para qualquer cultura muito mais avançada do que a nossa. Uma norma impedindo que as máquinas produzidas aqui para o mercado externo não possam ser usadas aqui.”
Na reunião mensal do Sistema Fiesc, o consultor jurídico Carlos Kurtz fez um relato sobre a revisão das NR-12, falou das dificuldades de um acordo na revisão e sugeriu ações judiciais pelos sindicatos cujas empresas estejam sendo punidas. Há casos de indústrias que foram até lacradas por fiscais que dão interpretação subjetiva às normas federais.
O sistema Fiesc enfatizou a importância de medidas para proteção do trabalhador, mas contesta o rigorismo e a subjetividade da NR-12. Um dos absurdos: tornos que o Senai usa em Santa Catarina e que sofrem restrições são usados pela BMW.

Preocupante 

Inconformados com a falta de definição do governo, engenheiros agrônomos e médicos veterinários da Cidasc e Epagri decidiram paralisar atividades no dia 29 de setembro. Há três anos aguardam o Plano de Carreira. A situação mais grave é na Cidasc, que cuida da sanidade animal. Perdeu 200 veterinários e não houve reposição integral
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Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (edição de sábado 20/09)

Um depoimento

De Etel Kretzschmar, via e-mail: “Quero hoje elogiar o Detran da Capital. Rogério Queirós e eu fomos renovar nossa CNH. Desde a entrada até a saída, levamos menos de uma hora. Cadastro, pagamento de taxas, exame médico e foto, tudo feito no mesmo local. Pessoal receptivo, atencioso e eficiente, foi o que constatamos. Parabéns à diretoria do Detran.”
Fonte: DC (edição de sábado 20/09)

SC cresce acima da média nacional

O ritmo da atividade econômica do país segue baixo, mas Santa Catarina continua acima da média. Foi isso que mostrou novamente o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), calculado pelo Banco Central e considerado uma prévia do PIB. No mês de julho frente a junho, o Estado teve alta de 2,6% enquanto o Brasil cresceu 1,5%. No acumulado de janeiro a julho, SC avançou 3% e o país ficou em 0,1%. Outro indicador importante foi a geração de postos de trabalho no Estado. Segundo o Caged, de janeiro a agosto SC empregou 3,4% mais enquanto o Brasil teve aumento de 1,9%. A indústria de transformação de SC expandiu o número de vagas em 3,8%, o país, apenas 0,3%. Conforme o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, a indústria catarinense, de janeiro a agosto, abriu 25.767 novos postos de trabalho. Se for considerada a construção civil e a extração mineral, foram 37 mil novas vagas, a maior expansão nacional, comentou o empresário. Os números de empregos da indústria não são para soltar foguete, mas estão melhores do que os do país. O industrial catarinense resiste a demitir avaliou.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense (edição de sábado 20/09)

Lógica invertida 

Iminente demolição de tradicional trapiche de Florianópolis é emblemática de como nossas instituições vêm tratando símbolos importantes para a preservação da memória.
Prestes a ser demolido, o tradicional trapiche da Praia da Saudade, na região continental de Florianópolis, é emblemático de como nossas instituições vêm tratando símbolos importantes para a preservação da memória. Ponto de encontro e lazer de moradores entre as décadas de 60 e 70, o local está totalmente em ruínas e sem condições de reformas – situação que justifica a prudente recomendação de retirada do píer feita pelo Ministério Público do Estado depois de inspeção realizada pela Defesa Civil.
O que deve ser questionado, e com rigor, é a lógica que permitiu que a estrutura chegasse a esse estado de deterioração sem uma mobilização pela restauração – seja por parte do poder público ou por segmentos da iniciativa privada.
No caso em questão, que reacende esse debate, o fato é consumado – o que não tem remédio, remediado está, diz o ditado popular –, mas precisamos de uma cultura diferente para as coisas públicas. A valorização da identidade local exige outra postura, que passa pelo reconhecimento e, principalmente, pela conservação de tudo o que contribui para a qualidade de vida de uma comunidade e de uma forma ou de outra moldou comportamentos e costumes.
Não podemos mais aceitar que determinadas construções deixem de ser de uso coletivo – passem a ser, como o trapiche, refúgio de consumidores de drogas – e tenham de ser derrubadas por absoluta falta de manutenção das condições estruturais. Ao longo dos anos, vários ícones desapareceram. Alguns reverenciados até hoje, como o Miramar, que reuniu a elite florianopolitana entre os anos de 1928 e 1974 no Aterro da Baía Sul.
Há uma reflexão importante a ser feita sobre o resgate do desenvolvimento empresarial, cultural, comportamental e gastronômico dos grupos urbanos. E como, aos poucos e quase imperceptivelmente, mudam cenários, costumes e referências tão caras aos moradores e visitantes.
Não se trata de alimentar um saudosismo gratuito, mas sim de conhecer as histórias e tradições que resultaram nas cidades que temos hoje. É triste perceber que jogamos a memória das coisas no lixo.
Por que não conservar, cuidar? Quando vamos inverter essa visão?
Fonte: Editorial DC (edição de sábado 20/09)

Perigo aos pedestres

Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicam que o atropelamento é a segunda maior causa de mortes nas rodovias federais de Santa Catarina. Em 2013, ao menos 79 pessoas morreram atravessando BRs e somente no primeiro semestre de 2014, 200 pessoas foram atropeladas nesses locais. Os acidentes geralmente acontecem no período noturno, entre 18h e 22h e, atenção, próximos a passarelas.

Entre janeiro e junho deste ano os registros do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) indicam 7.806 mortes e 50.578 casos de invalidez permanente em todo o Brasil em decorrência de atropelamentos. Os pedestres ficaram em 2o lugar nas indenizações no período, representando 31% dos acidentes fatais e 20% dos acidentes com invalidez permanente. Quando se trata de valores, entre 2008 e 2012 foram gastos R$ 231 milhões pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para atender às vítimas de atropelamento.

Perigo aos pedestres II

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê multa aos motoristas e motociclistas que não respeitam a preferência do pedestre. A infração é considerada gravíssima, com sete pontos na carteira nacional, por outro lado, o artigo 254 também pune os pedestres que atravessarem fora da faixa, passarelas ou passagens subterrâneas.

Perigo aos pedestres III

Flagrante

Na coluna de ontem indicamos o vídeo de uma briga de trânsito registrada no centro de Florianópolis. Luciano Amorim, que é taxista, identificou-se como o autor do vídeo e deu seu depoimento: “Infelizmente situações como essa são comuns. As pessoas acham que atrás do volante podem fazer o que quiser, inclusive xingar quem não conhecem. É preciso repensar o uso dos automóveis, pois a cada dia que passa está mais difícil se locomover.”

Alterações

Está programada para amanhã uma maratona entre os bairros Trindade e Agronômica, em Florianópolis. O trânsito será interditado das 6h às 10h na Avenida Professor Henrique da Silva Fontes (continuação da Beira-Mar Norte) em direção ao Centro, entre o Shopping Iguatemi e o prédio da Polícia Federal, os motoristas podem usar a Rua Lauro Linhares como rota alternativa.

Criançada em ação I

Foi divulgado ontem o resultado do Concurso de Desenho e Redação da Guarda Municipal de Florianópolis. Cerca de oito mil alunos participaram da ação que teve o tema Direitos e Deveres dos Pedestres. Na categoria desenho foram premiadas: Ana Carolina Wulhynek, 1º ano; Nina Coelho da Silva, do 2o ano (imagem acima) e Maria Elisa do Prado Borba, do 3º ano. 

Criançada em ação II

Os alunos do Colégio Municipal Maria Luiza de Melo, em São José, participaram da Caminhada pela Paz, na abertura da Semana Nacional do Trânsito, e chamaram a atenção para o tema Cidade para Pessoas: Segurança e Prioridade para o Pedestre.
Fonte: Trânsito 24h/ DC (edição de sábado 20/09)

Energia Solar Fotovoltaica

Artigo do professor José Goldemberg (Departamento de Energia da USP), “Energia no próximo governo federal”, publicado em O Estado de S.Paulo (15/9), retrata fielmente o estado crítico do setor energético brasileiro, decorrente até mesmo da ingerência governamental na agência reguladora do setor. Ele mostra que o governo federal não respeita o direito dos consumidores de optar livremente na compra de energia no mercado, seja ela convencional ou renovável. Resta a esses receber informações sobre decisões (autoritárias) já tomadas pelo setor.
A propósito, texto já publicado neste espaço lastreado no apelo de que a energia fotovoltaica é uma opção economicamente interessante para o consumidor brasileiro não passa de um sofisma retórico. Sendo o Brasil o país do consumo imitativo, é esperado que se apele até mesmo para a política de energia fotovoltaica da Europa, mesmo que esta tenha sido rejeitada por iniciativa da Alemanha, por ser a mesma insustentável sem robustos subsídios do Estado. O consumidor não sabe, por exemplo, que o custo do megawatt-hora de cogeração térmica oriunda do bagaço da cana-de-açúcar é de 47 dólares, enquanto o custo desta unidade de energia fotovoltaica é de 117 dólares. Explica-se por que no leilão de energia da Aneel, a ocorrer em outubro, se concede um subsídio para a fotovoltaica de R$ 230 por megawatt-hora.
É oportuno ressaltar que a tecnologia de produção de etanol, açúcar e potência termoelétrica é inteiramente nacionalizada e que as usinas são interligadas à rede nacional de transmissão de energia elétrica. Dados publicados pela Unica, evidenciam que cada gigawatt térmico gerado pelo setor sucroalcooleiro agrega uma economia de água de 4% nos reservatórios hidrelétricos. Ademais, essa energia é complementar a matriz energética nacional, entre abril e novembro (m
ses de estiagem), de modo a regular a oferta renovável. Estima-se que em 2021 a cogeração da cana poderá agregar a potência equivalente a três usinas Belo Monte. Como vemos, o Brasil foi deslocado do eixo de sua própria realidade. Dizer que a energia solar é interessante para o brasileiro não passa de um sofisma retórico.
Fonte: Diário Catarinense (edição de sábado 20/09)

O 0 DA 101

Os três principais candidatos à Presidência da República – Aécio Neves, Marina Silva e Dilma Rousseff – já visitaram o Rio Grande do Sul e o Paraná. Em Santa Catarina, nenhum deles deu as caras ainda. Neca de pitibiriba. Como faltam apenas 18 dias para a eleição, é provável que não venha ninguém. Mais uma vez estamos sendo o famoso 0 da BR-101.
Fonte: Cacau Menezes/ Diário Catarinense (edição de sábado 20/09)

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