Clipping imprensa – Governo tenta readequar custos

Clipping imprensa – Governo tenta readequar custos

Florianópolis, 10.4.14 – Os dois projetos de transporte marítimo que poderiam ajudar a resolver o problema de mobilidade urbana ligando municípios da Grande Florianópolis passam por revisão financeira. As propostas foram selecionados em janeiro por técnicos da SC Participações e Parcerias (SCPar), por meio do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Na época, a previsão do governo do Estado era implantar o sistema em caráter experimental em março deste ano.
Em janeiro, a análise indicou ser necessário mais estudos e melhorias nas propostas, que ficaram em um valor muito acima do esperado – R$ 400 milhões, o que equivaleria a uma nova ponte ligando Ilha e Continente. Parte dos valores seriam pagos com aporte público, ou seja, por meio de parcerias com a iniciativa privada.
Os projetos foram apresentados pelas empresas CCR e pelo Consórcio Floripa em Movimento. O comitê técnico definiu as diretrizes para estes ajustes e autorizou as companhias proponentes a prosseguir com os estudos, visando adequar os seus projetos. O (PMI) é um instrumento legal que permite ao poder público receber de empresas privadas estudos e projetos de engenharia, estudos econômico-financeiros, jurídicos e ambientais. O processo começou em dezembro de 2012.
A ideia é que a estas propostas sejam somados os resultados do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (Plamus) da Grande Florianópolis que desde janeiro colhe dados de como moradores se deslocam entre as 13 cidades da região. Deste documento, sairão alternativas e soluções de transportes mais viáveis financeiramente e mais eficientes.
Técnicos que fazem parte do Plamus planejam visitar 5,4 mil residências até junho. Os moradores responderão sobre hábitos de deslocamento nas cidades. A previsão é de que em dezembro deste ano o plano esteja concluído e em janeiro de 2015 os resultados sejam apresentados.

R$ 941 milhões é o valor total do projeto da CCR que prevê o uso de barcas e ferry-boats
R$ 5 bilhões é o total da proposta do Consórcio Floripa que prevê monotrilho, Pod Sit e barcas

As propostas
CCR
– Investimento: R$ 941 milhões sendo R$ 500 milhões de aporte público mais R$ 41 milhões de contraprestações anuais pagas pelo governo
– Início das obras: 2014, com duração de 18 meses
– Operação: 2015
– Como seria: A empresa prevê terminais no Centro e nos bairros Saco dos Limões e Canasvieiras, em Florianópolis; e nos bairros Barreiros e Kobrasol, em São José. Seriam usadas 14 embarcações para transportes de passageiros, com capacidade de 500 pessoas cada, e 24 ferry-boats (para transporte de veículos), com capacidade de 102 veículos cada
– Tarifas: Foram previstas no valor de R$ 4 (barcas de passageiros) e entre R$ 15 e R$ 20 (ferry-boat)
CONSÓRCIO FLORIPA EM MOVIMENTO
– Investimento: R$ 5 bilhões sendo R$ 1 bilhão com um aporte público e R$ 319 milhões de contraprestações anuais pagas pelo governo
– Início das obras: 2014
– Operação: 2015 (transporte marítimo) e entre 2021 e 2022 (Pod Sit e monotrilho)
– Como seria: Prevê transporte marítimo, monotrilho e Pod Sit (carro elétrico sem motorista). Na Grande Florianópolis, a proposta é implantar o monotrilho em três fases. A primeira teria 7,1 quilômetros de extensão, entre o Terminal Rita Maria, no Centro de Florianópolis, e um novo terminal no bairro Kobrasol, em São José. Na segunda fase, seriam implantados mais 4,35 quilômetros, com um terminal em Barreiros, em São José. E, na última etapa, ocorreria a integração com uma nova rodoviária no Centro de Florianópolis. Propõe uma ponte exclusiva para o monotrilho entre Ilha e o continente. A capacidade estimada é de 100 mil passageiros por dia
– Tarifas: R$ 3 (monotrilho), R$ 5,3 (Pod Sit) e entre R$ 2,6 e R$ 3 (barcas)
Deu no DC
Em 2013, uma pesquisa na Ponte Pedro Ivo questionou motoristas sobre a mobilidade e causou congestionamento.
Em janeiro, o governo divulgou os projetos de transporte marítimo para melhorar trânsito na Grande Florianópolis

Fonte: Diário Catarinense

Invasores pressionam com bloqueio

A cinco dias da data marcada para liberação de área no Norte da Ilha, manifestantes fecharam a SC-401 por três vezes.
A cinco dias do término do prazo para a desocupação do terreno invadido na Rodovia SC-401, no Norte da Ilha, em Florianópolis, integrantes da Ocupação Amarildo de Souza tentam reverter a situação. Na manhã de ontem um grupo foi à Assembleia Legislativa, enquanto outro bloqueou a SC-401 por três vezes. Ainda assim, o juiz responsável pelo caso diz que a data da desocupação não será prorrogada.
O objetivo dos manifestantes é chamar a atenção do Governo do Estado. Eles dizem que existe a comprovação de que o terreno pertence à União e que, por isso, querem permanecer na faixa à margem da rodovia. O grupo também exige agilidade da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), prefeitura e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para viabilizar o projeto Assentamento Casulo, de moradias populares e produção agroecológica para o mercado local.
O atual proprietário do terreno, Artemio Paludo, ainda teria direito à ampla defesa, o que pode se arrastar por anos. A superintendente da SPU, Sílvia de Luca, diz que precisa aguardar um laudo do Instituto Chico Mendes (ICMBio) para saber se a área é ou não de preservação. O órgão não se manifestou ontem sobre o caso.
O juiz agrário Rafael Sandi declarou que a data da desocupação não será prorrogada, mas acredita que não será necessário o uso de força.
– Vou me reunir sexta-feira (amanhã) com o presidente do Tribunal de Justiça e com o comando da Polícia Militar e Ambiental para tratar da segurança dos moradores. Na segunda, visitarei a ocupação e tenho certeza de que o acordo será cumprido – diz.
Líder da ocupação, Rui Fernando diz que o grupo deve cumprir o acordo, mas luta na Justiça para reverter a quadro:
– As 500 famílias não têm para onde ir. A prefeitura não ofereceu soluções.
Os três bloqueios na SC-401 foram nos dois sentidos, no bairro Vargem Pequena, às 10h, às 11h15min e no fim da tarde. As filas chegaram a seis quilômetros.
Fonte: Diário Catarinense


Cumpra-se o acordo

Apesar da movimentação de ontem com o fechamento da SC-401 (foto) pelos integrantes da ocupação Amarildo pedindo a renegociação do prazo para a saída, o juiz agrário Rafael Sandi não abre mão do que foi acordado com as lideranças do movimento. Na segunda-feira, dia 14, pretende fazer a última vistoria no terreno para que na terça, dia 15, cumpra-se a saída.

Aliás

Só nestes primeiros dias de abril já chegaram outras três ações de invasões a Santa Catarina: em Campos Novos, Capinzal e Xanxerê.

Mais ainda…

Para garantir a desocupação, foi agendada para amanhã uma reunião com o comando geral da Polícia Militar. Na pauta, o planejamento da operação para eventual intervenção.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense


Exemplo colombiano

Retornando de viagem a Bogotá e Washington, Cesar Junior relatou a assessores as qualidades do sistema de transporte coletivo da capital colombiana, que considerou o melhor da América Latina. Na sede do BID, tratou de novo pedido de empréstimo para aplicação em infraestrutura para melhoria do transporte público e da mobilidade urbana.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense

Transporte escolar

Seis municípios da região que compõem a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Braço do Norte assinaram nesta semana convênio para o transporte escolar de 2014. O repasse garantirá o transporte de 2.360 alunos do ensino fundamental e médio de 14 escolas de Braço do Norte, Grão-Pará, Santa Rosa de Lima, Armazém, São Ludgero, Rio Fortuna e São Martinho.

Educação no trânsito

Começa nesta semana a capacitação de educadores para integrar o Projeto Escola, iniciativa da Autopista Litoral Sul. O programa de educação no trânsito vai ser desenvolvido em 21 escolas que ficam na área de atuação da concessionária. Mais de 8 mil alunos devem receber doses de conhecimento sobre o tema.

Não pode mais

Em fevereiro do ano passado, a leitora Daiane Jardim nos perguntou se os caminhões podiam transitar com a parte traseira levantada e, naquela época, não havia nada que os proibisse. Mas, depois de um longo estudo, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou uma resolução que põe fim a essa prática.

Específico

Agora, o ângulo de inclinação de um veículo com mais de 3,5 toneladas não pode ser superior a dois graus – simplificando, isso significa que um caminhão com oito metros de comprimento não pode ter uma diferença de mais de 28 centímetros de altura entre o começo e o final – sendo que hoje existem caminhões com diferença maior que um metro.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC

Prefeitos querem acessos da 101 de volta

Os prefeitos Adeliana Dal Pont, de São José, e Camilo Martins, de Palhoça, passaram a quarta-feira (9) envolvidos em reuniões com representantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Polícia Rodoviária Federal e da Autopista Litoral Sul. Em pauta, a grave questão dos acessos da BR-101 aos dois municípios, que vem prejudicando moradores, empresários e trabalhadores em geral há quase dois anos, por causa das dificuldades criadas em alguns pontos, especialmente o acesso a Forquilhinhas (São José) e loteamento Pagani (Palhoça), com reflexos evidentes para pelo menos cinco ou seis bairros de cada um dos municípios. O fechamento dos acessos foi feito à revelia das prefeituras, obedecendo a um critério meramente técnico, mas sobretudo desumano. O principal objetivo teria sido a melhoria do tráfego de veículos leves e pesados na pista principal, o que de fato aconteceu. Por outro lado, quem precisa utilizar as marginais passou a enfrentar um tormento diário, em engarrafamentos intermináveis e irritantes. O fato é que tanto ANTT quanto Autopista e PRF tinham se comprometido a rever a lambança até o mês passado. Agora, querem empurrar o problema para novembro deste ano. Em tempo: o trânsito da 101 só vai melhorar mesmo quando o contorno viário da Grande Florianópolis for concretizado, ou seja, quando essa novela, que se arrasta há cinco anos, chegar ao seu final. E pelo jeito vai demorar. A previsão é de no mínimo três anos para conclusão das obras.
Fonte: Carlos Damião/ Notícias do Dia

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