Florianópolis, 22.8.14 – Não existe mais um prazo para que Florianópolis conte com um novo terminal de passageiros para o aeroporto Hercílio Luz. Desde maio deste ano estão paralisadas as obras de construção da estrutura, que estavam a cargo da empresa Espaço Aberto, em consórcio com a construtora Viseu.
A Infraero iniciou um processo administrativo para romper o contrato também em maio. A estatal diz ainda que estuda se conseguirá chamar a segunda colocada na licitação ou se irá iniciar um novo processo. A obra do terminal, inicialmente prevista em R$ 188 milhões, estava estimada em R$ 238,9 milhões no momento do pedido de cancelamento.
Quando o contrato foi assinado em dezembro de 2012, o prazo final era previsto para o início de 2015. A Infraero afirma que, pela baixa execução dos trabalhos por parte da Espaço Aberto, decidiu buscar o rompimento do contrato. A assessoria da instituição disse ainda que, antes dessa atitude, a Infraero chegou a tentar um acordo para dar continuidade às obras, mas não foi possível manter a execução sob responsabilidade da Espaço Aberto.
Procurada no início da tarde, a empresa Espaço Aberto alegou que não consegue executar a obra porque a terraplanagem não teria sido feita no local em que ficará o novo terminal. Disse também desconhecer o processo administrativo para a rescisão do contrato, apesar de a Infraero afirmar que a empreiteira foi notificada. Admitiu, porém, que a obra está parada desde maio, quando não tinha nem 10% de execução, e que é uma possibilidade o fim do contrato.
– Se eles quiserem rescindir conosco, até pode, né? Eu posso me separar também, você também. Quando um não quer, não adianta querer continuar. Mas precisa ter razões – disse o diretor técnico da empresa, Reinaldo Damasceno.
À noite, a diretoria da Espaço Aberto reviu a posição e disse que a empresa, sim, teria conhecimento do pedido de rescisão de maio, mas diz que isso estaria sendo revertido com a Infraero.
A diretoria afirmou também ter sido pega de surpresa com a informação sobre o possível rompimento de contrato. Garantiu que explicou à Infraero, em maio, as razões pelas quais as obras estavam atrasadas. Reforçou, ainda, que traçou um novo cronograma de trabalho a pedido do órgão. Agora, a Espaço Aberto aguarda o parecer da Infraero.
A assessoria da estatal negou que o processo administrativo tenha sido revertido.
Empresa diz que pode parar obras de acesso
Também a cargo da construtora Espaço Aberto, as obras do acesso ao novo terminal do Aeroporto Hercílio Luz, vinculadas ao governo estadual, correm o risco de ser paralisadas. Por ter sido retirada de outras licitações, como a duplicação da SC-403, a empresa agora afirma que não quer mais participar de iniciativas junto ao Estado.
– A nossa documentação é para rescindir aquele contrato. Queremos a rescisão porque não temos confiança em trabalhar com esse governo. Daqui a pouco estão devendo lá também e como é que fica? Estaremos protocolando possivelmente na semana próxima – disse o diretor técnico da Espaço Aberto, Reinaldo Damasceno.
O presidente do Deinfra, Paulo Meller, disse não saber dessa intenção da empresa e afirmou que a Espaço Aberto recebeu cerca de R$ 2 milhões no mês de julho pela execução das obras e que este contrato específico estaria com as obras andando. Ele afirma que 80% da terraplenagem foram concluídos.
– Eu, particularmente, não fui procurado sobre nenhum assunto relacionado à obra do acesso ao aeroporto – disse Meller.
Fonte: Thiago Santaella/ Diário Catarinense
Economia de SC tem queda de 3,5%, diz BC
A economia catarinense registrou resultado negativo de 3,5% em junho frente ao mês anterior, maio, o que consiste num recuo bem maior do que a média nacional, que ficou em -1,5% no período. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica Regional de Santa Catarina (IBCR-SC), calculado pelo Banco Central e considerado uma prévia do PIB. Frente a junho de 2013 o desempenho também ficou negativo (-0,8%). Nos dois meses anteriores, abril e maio, o IBCR mostrou estagnação da economia do Estado com a mesma variação: -0,3%. Mas de janeiro a junho o Estado cresceu 3,2%, contra 0,1% do índice nacional, refletindo o bom desempenho dos primeiros meses do ano. O levantamento do Banco Central considera dados da agropecuária, indústria, comércio e serviços. Como as exportações do Estado cresceram, o problema está no mercado interno. A Federação das Indústrias (Fiesc), que empossa sua diretoria hoje à noite, diz que o setor segue investindo para retomar o crescimento.
SC reduz empregos
O Caged, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, apurou que SC registrou em julho saldo negativo de 1.853 postos de trabalho, o que significa uma redução de 0,09% no total de empregos formais. O setor que mais fechou vagas foi a indústria de transformação, com menos 2.135 empregos, seguida pela agropecuária, com menos 393. Nos últimos 12 meses, o Estado teve alta de 3,5% no total de contratações (69.021 admissões), enquanto o país teve expansão de 1,82%.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense