A rodovia com maior número de mortes foi a BR-101 com cinco óbitos (Biguaçu, Palhoça, Garuva, Balneário Camboriú e Joinville), seguida pela BR-153 (Água Doce) e BR-470 ( Navegantes), com uma morte em cada uma.
Também houve registro de 35 multas por embriaguez. A operação englobou 21.602 veículos fiscalizados em Santa Catarina.
Confira quais foram os acidentes fatais deste feriado:
01 de maio:
BR 153, Água Doce, km 35, 16h15 – Tombamento caminhão – morreu motorista (59 anos).
02 de maio:
BR 101, Biguaçu, km 178, 04h15 – Atropelamento de capivara pelo motociclista. Na sequência o motociclista foi atropelado por um automóvel. Motociclista morreu (22 anos).
BR 101, Palhoça, km 211, 04h50 – Colisão traseira – Veículo não identificado colidiu na traseira da bicicleta. Ciclista de 55 anos morreu. O outro veículo fugiu.
BR 101, Garuva, km 4, 22h30 – Atropelamento de pedestre seguido de colisão. O motociclista atropelou um pedestre e caiu. Na sequência uma carreta colidiu contra a moto. O motociclista de 54 anos morreu. O pedestre que foi atropelado pela moto sofreu lesões graves.
03 de maio:
BR 101, Balneário Camboriú, km 131, 23h40 – Atropelamento de pedestre. Automóvel atropelou um pedestre de 40 anos, que morreu no local.
04 de maio:
BR 101, Joinville, km 26, 20h10 – Colisão Traseira. Automóvel colidiu com motocicleta. Passageira da motocicleta (15 anos) morreu no local.
BR 470, Navegantes, km 6, 22h25 – Colisão com bicicleta. Ciclista de 29 anos morreu
Fonte: Clic RBS
Enrolação
A tão prometida Ferrovia do Frango continua no papel e nos discursos das autoridades federais e seus aliados no parlamento.
Na próxima sexta-feira, dia 9 de maio, completa-se um ano do edital de concorrência da Valec-Engenharia para contratação do Projeto Básico de Engenharia do Corredor Ferroviário de Santa Catarina. A Ferrovia do Frango virou novela da enganação.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
Animais também precisam de conforto
A multinacional italiana Carrozzerias Pezzaioli, fabricante de carrocerias com ar- condicionado (foto) para o transporte de animais vivos, inaugura filial em Faxinal dos Guedes, Santa Catarina, dia 10 deste mês. A unidade, que recebeu investimento de R$ 46 milhões, vai fornecer para agroindústrias brasileiras e da América Latina. Pesquisas da Embrapa indicam que o transporte de qualidade evita perdas de animais e melhora a qualidade da carne. As carrocerias e semi-reboques têm cinco andares e elevadores para o embarque e desembarque de suínos ou outros animais.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Desembarque em paz
O governo de Santa Catarina e o Planalto ainda negociam o dia em que Dilma Rousseff irá ao Estado para inaugurar a duplicação do acesso à BR-282 em Chapecó. A presidente desembarca com a chapa de Raimundo Colombo praticamente pacificada. PSD e PMDB juntos asseguram à presidente um sólido palanque em um Estado que ganhou posição estratégica no mapa eleitoral. A presidente tem o que apresentar aos catarinenses. São recursos para obras realizadas em parceria com o governo estadual. A ideia da candidatura própria do PT de Santa Catarina em nenhum momento seduziu os articuladores da campanha de Dilma. No momento em que a ordem é ampliar o leque das alianças, o desejo de candidato próprio foi encarado como um capricho das lideranças locais. Há outras prioridades.
Decolagem
Forquilhinha, Joinville e Navegantes são os três aeroportos regionais catarinenses entre os 29 contemplados com a primeira leva de recursos do Programa de Investimento em Logística, da Secretaria de Aviação Civil. O início das obras em cada aeroporto, bem como a ordem de início, depende ainda dos estudos de viabilidade.
Fonte: Carolina Bahia/ Diário Catarinense (edição de ontem 04/05)
Sobra emprego, falta qualificação
Em Santa Catarina, pouco mais da metade dos trabalhadores em atividades industriais completaram o Ensino Médio. O índice de 53% dos funcionários com escolaridade básica completa é menor que o brasileiro (55%). Os dados são do primeiro dossiê da formação educacional do trabalhador do Estado, lançado pela Fiesc. O estudo pretende ser o ponto de partida para a criação de ações dentro das empresas que tenham o poder de elevar o nível educacional dos colaboradores.
Emprego e educação estão em lados opostos em Santa Catarina. O percentual de trabalhadores da indústria com escolaridade básica completa é menor no Estado do que no Brasil. E uma das explicações para o índice pode estar justamente em uma conquista de SC: a oferta de empregos. A demanda por profissionais na indústria é tão alta que os recrutadores tiveram que descer a régua das qualificações exigidas.
De acordo com um dossiê realizado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), 53% dos profissionais em atividades industriais no Estado completaram a educação básica (Ensino Fundamental e Médio). O índice catarinense é menor do que o brasileiro (55%) e o do Paraná (54%). A média da região Sul é de 52%.
No Centro-Norte de SC, que compreende cidades como Caçador, Videira, Timbó e Canoinhas, foi a que apresentou o pior resultado: 42% dos colaboradores da indústria têm educação básica completa.
A líder do Movimento a Indústria pela Educação, da Fiesc, Leocádia Maccagnan, diz que o estudo mostra duas realidades diferentes em relação ao trabalho no Estado. Segundo ela, regiões mais industrializadas, como o Vale do Itajaí, apresentam índices menores de escolaridade, em função do valor que as pessoas dão ao trabalho. Igualmente, regiões menos industrializadas, como a já citada Centro-Norte, registram baixos percentuais, porque, como explica a coordenadora, os jovens partem cedo para o mercado de trabalho por necessidade financeira.
Menos exigência para contratar
Seja qual for a motivação, os trabalhadores com escolaridade incompleta encontraram caminho livre para ocupar cargos em atividades industriais no Estado. Leocádia afirma que, em comparação há 10 anos, caíram as exigências na contratação de profissionais.
– A condição de praticamente pleno emprego do Estado baixou a exigência. De qualquer maneira, pedir novamente o Ensino Médio completo na contratação não é uma saída.
De acordo com ela, a melhor solução para aumentar os índices de escolaridade dos trabalhadores é apoiar a indústria nas ações internas de educação. Até porque, como ela destaca, as empresas têm muito a perder com a baixa formação dos profissionais, principalmente em produtividade. A coordenadora lembra que, no mesmo tempo, um trabalhador brasileiro produz 20% do que produz um americano.
O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, reforça que uma das principais razões da baixa produtividade na indústria é a escolaridade insuficiente. Segundo ele, todos os indicadores mostram que a educação é o primeiro fator capaz de aumentar a competitividade. Na análise do presidente, a educação provoca um efeito em cadeia:
– Quando a indústria se torna mais competitiva, cresce a sua capacidade de investimentos e de expansão. Há um estudo do [Instituto de Ensino e Pesquisa] Insper que mostra que há um aumento de 10% nos salários da indústria para cada ano de escolaridade do trabalhador.
LEOCÁDIA MACCAGNAN
Líder do Movimento a Indústria pela Educação, da Fiesc
A condição de praticamente pleno emprego do Estado baixou a exigência. As pessoas que não tiverem essa formação vão encontrar emprego em outros lugares.
Incentivo das empresas
Uma das maneiras que as empresas catarinenses têm de melhorar a formação de seus colaboradores é oferecendo as aulas da Educação de Jovens e Adultos da rede Sesi. Dos 844,5 mil trabalhadores em atividades industriais no Estado, 47%, ou 395,6 mil, não completaram a educação básica. Destes, o Sesi atende gratuitamente 20 mil no Estado. A expectativa da gerente de Educação da rede, Maria Tereza Cobra, é estender o programa para mais 10 mil alunos só no ano que vem.
A construtora Embraed, de Balneário Camboriú, aderiu ao projeto no início de 2012, com aulas de nivelamento para os funcionários que não sabiam ler e escrever, Ensino Fundamental e Médio. De acordo com a relações-públicas da empresa, Jacqueline Mendes, o programa começou com 113 trabalhadores que se matricularam espontaneamente.
Hoje, segundo ela, já dá para sentir que o nível de escolaridade subiu na empresa, a ponto de mais nenhum construtor demonstrar interesse no curso de alfabetização. As aulas da educação básica acontecem duas vezes por semana.
– No próximo semestre, queremos que a adesão aumente e já estamos pensando em uma bonificação (em dinheiro) para incentivá-los a estudar – afirma Jaqueline.
Na empresa Globoaves, em Lindóia do Sul, no Meio-Oeste, as duas horas semanais de aulas do Ensino Fundamental e Médio contam como horas pagas de trabalho. A companhia oferece o programa do Sesi desde fevereiro de 2012.
– As indústrias valorizam características como raciocínio lógico, leitura, escrita e interpretação – afirma Djalma Roberto Monteiro, gerente da unidade da Globoaves.
DJALMA MONTEIRO
Gerente da Globoaves
Com o crescimento da economia e o constante estado de inovação tecnológica de hoje, os profissionais capacitados fazem a diferença.
LUIZ CARLOS SIQUEIRA
Balconista de farmácia
Quando consultaram meu diploma de Ensino Médio, perceberam que não havia registro. Perdi o emprego.
GLAUCO CÔRTE
Presidente da Fiesc
Há um estudo do Instituto de Ensino e Pesquisa que mostra que há um aumento de 10% nos salários da indústria para cada ano de escolaridade do trabalhador.
Trabalhador busca sonho profissional
Quando analisado o nível escolar da totalidade dos trabalhadores formais, o Estado continua apresentando um resultado pior do que o registrado no país. De acordo com o estudo da Fiesc, 62% dos 2,1 milhões de colaboradores das diversas atividades econômicas catarinenses completaram a educação básica, em comparação com 66% no Brasil e 63% na região Sul.
A história do mineiro Luiz Carlos Siqueira Bastos, 38 anos, funcionário de uma rede de farmácias em Joinville, é um exemplo de quanto a educação formal pode fazer a diferença. Por falta de um diploma válido de Ensino Médio, Luiz precisou adiar seus sonhos profissionais.
Sem vaga por causa do diploma
O mineiro casou-se cedo e decidiu deixar a escola de lado para trabalhar e sustentar os filhos, hoje com oito e 14 anos. Em Belo Horizonte (MG), era dono de uma cantina. Mas, há três anos e meio, Luiz se divorciou e veio sozinho para Joinville, onde precisou começar do zero a vida profissional.
Buscando uma qualificação, iniciou um curso técnico de radiologia no Senac. Em um concurso do instituto, o estudante apresentou um projeto de destaque, que o levou a concorrer a uma vaga no hospital Dona Helena, referência na área.
– Quando consultaram meu diploma de Ensino Médio, perceberam que não havia registro. Perdi o emprego e o curso de radiologia – afirma.
Luiz, que já estava sonhando com a faculdade, voltou à estaca zero, mas conseguiu começar os estudos e foi incentivado a prestar o Enem. Tentou para Farmácia e técnico em gestão hospitalar. Acabou passando em 2o lugar entre os candidatos de todo o país para Farmácia pelo Prouni. Mas, como não podia ter acesso à bolsa integral, começou o curso de gestão na Universidade da Região de Joinville (Univille).
Hoje, além do curso, Luiz Carlos trabalha como balconista em uma farmácia e ainda não desistiu do sonho de ser farmacêutico.
Veja abaixo nas imagens o quadro de trabalhadores com escolaridade básica completa.
Fonte: Janaina Cavalli/ Diário Catarinense (edição de ontem 04/05)
Empreitadas
O caso da BR-101 é emblemático. A duplicação no rumo sul vai bater todos os recordes de ineficiência e lentidão. Vai durar mais de uma geração – 15 anos. E pode bater nos 20, até que esteja concluída a dolorosa novela do Morro dos Cavalos. Não bastassem as itinerantes aldeias ind
iacute;genas, as gavetas onde dormem os restritivos laudos ambientais e o abandono de obras por empreiteiras fraudulentas, prospera no Brasil o vício da “aditivite” e da procrastinação de obras.
E há, agora, o caso da SC-403: a empreiteira pede rescisão depois de cumprir menos de 5% do total do contrato. E ainda pode reclamar na Justiça ter “mais serviços executados do que valor recebido”.
A obra pagaria, se completada, R$ 35 milhões. A empreiteira recebeu R$ 800 mil. Mas deixa incômodo “legado” para a sucessora: autêntica zona de guerra, com pedras e barreiras à beira da rodovia.
Fonte: Sérgio da Costa Ramos/ Diário Catarinense (edição de ontem 04/05)
Mudança da BRF é incerta
A mudança de sede da BRF de Itajaí para Curitiba não entrou na pauta da assembleia de acionistas da empresa realizada recentemente na cidade do litoral catarinense. A informação é do conselheiro e acionista Luiz Fernando Furlan. Ele é um dos membros independentes que representam os sócios da Sadia, empresa incorporada pelo grupo em 2009.
Apossível transferência de sede da gigante de alimentos mobilizou políticos catarinenses há cerca de dois meses. A causa principal seria a tributação maior no Estado, mas é forte a pressão para que a sede seja mantida em SC em função da maior arrecadação e por ser uma empresa de ponta que tem profissionais qualificados e nasceu da união de duas companhias da região Oeste.
– Meu coração é catarinense. Falo como acionista e membro do conselho. Não posso falar em nome da empresa. Pelo meu voto, a BRF vai continuar catarinense – afirmou.
Furlan participa do 13o Fórum de Comandatuba realizado pelo Lide – Grupo de Líderes Empresariais, na Bahia. O empresário disse que foi categórico quando houve a fusão da Sadia com a Perdigão ao defender que a sede da nova empresa deveria permanecer em Santa Catarina.
– A sede era em Concórdia e aceitamos transferir porque concordamos que havia uma dificuldade logística – explicou.
A substituição do nome BRF por Sadia para a holding também não foi discutida pelo conselho, diz Furlan.
– Se houver essa ideia, vou ser muito simpático a ela – comentou.
Desde que Abilio Diniz comprou uma fatia do grupo e assumiu a presidência do conselho de administração, o mercado comenta a possibilidade.
A jornalista Julia Pitthan viajou para Comandatuba (BA) a convite do Lide, Grupo de Líderes Empresariais.
Fonte: Julia Pitthan/ Diário Catarinense (edição do dia 02/05)
Índice de mortes é preocupante na Serra da Dona Francisca
A morte de um motorista na madrugada de ontem aumentou para oito os óbitos na SC-418, conhecida como Serra Dona Francisca, apenas neste ano. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o número já está acima da média, se comparado aos anos anteriores. Conhecida pelas belezas naturais e uma vista privilegiada, a rodovia também é famosa pelo trajeto sinuoso, principalmente na região da Serra, apresentando pontos que exigem atenção redobrada.
O número de mortes vem aumentando na SC-418 pelo menos nos últimos cinco anos. Em 2010, foram cinco. Em 2013 foram 16. Nos primeiros quatro meses de 2014, já são sete mortes, que somadas à registrada na madrugada de 1o de maio chegam à metade de óbitos ocorridos em 2013. Segundo o subtenente João Filhakoski, comandante do posto da PMRv em Campo Alegre, o primeiro semestre é, historicamente, quando ocorrem mais acidentes fatais na rodovia.
– É quando as condições climáticas contribuem. Tem mais neblina, garoa e a pista está mais úmida. Também tem maior movimento das férias – explica.
São cerca de 7 mil veículos trafegando diariamente pelos 68 quilômetros da SC-418, que vai da entrada da BR-101, no distrito de Pirabeiraba, na zona norte de Joinville, até o distrito de Fragosos, em Campo Alegre, na divisa com o Paraná. Há 22 anos trabalhando no posto da PMRv, o comandante Filhakoski ressalta que, quando há maior fluxo de veículos na rodovia, o número de acidentes diminui. A lógica é de que o excesso de velocidade seja o grande vilão nas mortes que ocorrem na Serra Dona Francisca.
Apesar de entender que a imprudência seja o grande agravante na ocorrência de acidentes e mortes no local, o subtenente admite que a estrada tem problemas. Placas apagadas ou encobertas pela vegetação e buracos são visíveis no trajeto.
– Em alguns pontos há a necessidade de redutores de velocidades, acostamento mais largo e sinalização mais agressiva. Já passamos propostas de melhorias ao Deinfra – diz Filhakoski.
| Números da SC-418 |
| – 2014: Só nos primeiros quatro meses, a rodovia já soma 143 acidentes e 8 mortes na região conhecida como Serra Dona Francisca |
| – 2013: 431 acidentes e 16 mortes |
| – 2012: 442 acidentes e 15 mortes |
| – 2011: 379 acidentes e 13 mortes |
| – 2010: 334 acidentes e 5 mortes |
| Fonte: Polícia Militar Rodoviária (PMRv) |
| Dicas importantes |
| Em todas as viagens: |
| – Respeitar os limites de velocidade |
| – Ultrapassar com segurança |
| – Dirigir atentamente para evitar acidentes |
| Com chuva ou neblina: |
| – Aumentar a distância de segurança |
| – Dirigir sempre com a luz acesa |
| – Reduzir a velocidade |
| Pontos mais perigosos e de mais acidentes |
| – 1o – Alto da Serra: Ocorrem mais acidentes com caminhões, especialmente de carga alta. Segundo a PMRv, é comum os motoristas entrarem na curva em velocidade acima do permitido e não conseguirem controlar o caminhão após a curva. A carga escorrega e faz o caminhão tombar ou se envolver em acidentes. |
| – 2o – Localidade do rio do Júlio: Ponto de maior índice de mortes e onde mais se repetem acidentes. No último dia 22, uma mulher de 42 anos morreu neste ponto, quando bateu na lateral de uma carreta. Conforme a PMRv, é nessa curva onde ocorrem mais colisões, geralmente, pela imprudência com a velocidade. |
| – 3o – Primeira curva (para quem desce a Serra): Onde ocorrem mais acidentes com caminhões de cargas pesadas. Os motoristas descem em alta velocidade e não conseguem segurar o veículo na curva. PMRv já flagou veículo a 148km/h. |
| – Outros: De acordo com o subtenente Filhakoski, a região de Pirabeiraba, em São Bento do Sul, e o alto da Serra são os pontos onde a incidência de acidentes é maior envolvendo acidentes com motocicletas e veículos leves. |
Km 6,6 fez a oitava vítima
O motorista Gilmar João Correa, de Joinville, morreu na madrugada de ontem em um acidente na Serra Dona Francisca. Por volta das 4h, ele sofreu acidente no Km 6,6, em frente à Sociedade Rio da Prata, em Pirabeiraba.
Segundo a PMRv de Campo Alegre, o carro que Correa dirigia, uma Saveiro com placa de Joinville, teria invadido a pista contrária e batido de frente com um Renault Duster, da prefeitura de Rio Negrinho.
O motorista do Duster foi socorrido e levado ao Hospital São José, em Joinville, em estado grave. O carro transportava sangue de pacientes do Planalto Norte para ser analisado em Florianópolis.
SC-403
“O projeto da obra tinha problemas”
Uma semana após protocolar pedido de rescisão consensual do contrato de obras da SC-403, representante do consórcio Espaço Aberto–Camargo Campos quebra o silêncio e rebate as críticas feitas pelo governo. Os atrasos no serviço de duplicação da rodovia de acesso a Ingleses, no norte da Ilha, seriam resultado, principalmente, de dois fatores: pagamento atrasado e problemas no projeto que foi desenvolvido pelo Estado.
A empresa tem até a próxima quinta-feira para responder de forma oficial à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) os motivos da desistência do contrato. Só depois disso é que ficará definido se a rescisão será unilateral ou amigável. Se for unilateral, o consórcio poderá ser multado e até proibido de participar de outras licitações do Estado.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Infraestrutura não quis comentar a manifestação da empresa. Disse que só irá se pronunciar depois de analisar a resposta oficial.
Diário Catarinense – Por que o consórcio desistiu das obras da SC-403?
Cornelius Unruh – Quando se pede uma rescisão consensual é porque se entende que ambos os lados em algum momento deixaram de cumprir cláusulas do contrato. Faz parte do processo administrativo o Estado notificar a empresa. Agora nós vamos expor os motivos das nossas falhas. Só se decidirá se a rescisão será unilateral ou consensual quando o processo administrativo estiver concluído. É preciso dizer que o processo não começou agora, houve troca de ofícios durante todo o desenrolar da obra.
DC – Sobre o que tratavam esses ofícios?
Unruh – Sobre os problemas da obra. Existe uma relação contratual que se cumpre durante o transcurso do trabalho. Então, motivos no transcurso já existem. Nesses ofícios nós já elencamos os motivos do pedido de rescisão, agora – como existe um processo administrativo oficial – nós vamos documentá-los.
DC – O governo fala que menos de 5% da obra foi executada. Por que o serviço atrasou?
Unruh – Nós vamos fazer um levantamento exato antes de responder ao governo. Falam em menos de 5%, mas eu acredito que nós executamos em torno de 6%. O valor que recebemos foi pouco mais de R$ 800 mil e o total da obra é R$ 35 milhões. Então, se fizermos a conta vamos perceber que tem mais serviço executado do que valor recebido.
DC – Mas o governo fala que a obra está atrasada.
Unruh – O próprio governo já tinha afirmado que houve um atrapalho em função dos recursos no começo da obra. Isso houve. O primeiro repasse desta obra foi feito em janeiro de 2014. Então é preciso analisar o histórico dessa obra, quando foi dada a ordem de serviço e quando o dinheiro foi repassado (a ordem de serviço foi assinada pelo governo estadual em julho de 2013). Nós sabemos as implicações de se fazer uma rescisão consensual. Não é assim, sem mais nem menos.
DC – Então os atrasos ocorreram por falta de pagamento?
Unruh – Foi o conjunto. Alia-se ao trânsito que já existe no local, o que por si só já deixa a obra mais complicada, a problemas de projeto e problemas de recurso.
DC – Quais os problemas de projeto?
Unruh – Nós somos contratados para executar um projeto, não para desenvolver o projeto ou dar soluções ao projeto. Pegamos um projeto pronto e nos deparamos com problemas durante o transcurso da obra. Por exemplo, a questão onde houve deslizamento de rocha. Naquele ponto exato, conforme o projeto, não era para existir rocha, era para existir terra. Havia problemas no projeto dos viadutos, recebemos um anteprojeto, não o projeto executivo. Tivemos problemas com o material para aterro, no projeto diz que existe uma jazida a 3,5 quilômetros de distância média, só que na verdade isso não existe. Tivemos que trazer esse material de fora, tivemos que importar. Então são problemas executivos que tivemos que tratar durante a obra e isso tudo dentro do Estado leva tempo para se resolver.
DC – A empresa Espaço Aberto, líder do consórcio que executa as obras da SC-403, tem outros quatro contratos com o governo do Estado. Em todos há atraso de obras. Os problemas são os mesmos?
Unruh – São obras diferentes, recursos diferentes e situações diferentes. Nós vamos dar continuidade aos outros contratos. Prolongar prazo de obra não nos interessa. Eu recebo por metro cúbico executado, não por hora/máquina. Prorrogar prazo resulta em mais custo com mão de obra e mais custo com equipamento. Se o pagamento fosse feito por hora/homem, hora/máquina até poderia se dizer que a empresa tivesse algum interesse em prorrogar, porque ganharia mais. Mas não é o que acontece. O preço é o mesmo se a empresa levar uma hora ou 10 horas para executar o serviço. Então não temos nenhum interesse em prorrogar obra.
| Fique por dentro |
| – Obra: duplicação de 5,2 quilômetros da SC-403 (rodovia de acesso a Ingleses, no norte da Ilha) |
| – Prazos: ordem de serviço assinada em julho de 2013 e conclusão prevista para novembro de 2014 |
| – Cronograma: segundo o governo, menos de 5% da obra foi executada (deveria estar em 30%) |
| – Investimento: previsão total de R$ 35,8 milhões (consórcio recebeu, até agora, R$ 887 mil) |
| – Após rescisão: para dar continuidade às obras, o Estado prevê chamar a segunda ou a terceira colocadas do processo de licitação em vigor, desde que uma das duas aceite fazer o serviço pelo mesmo valor contratado com o consórcio. Se isso não acontecer, uma nova licitação terá de ser feita. |
Maio Amarelo
Você já conhece o Outubro Rosa e o Novembro Azul. Agora é a vez do Maio Amarelo! Um movimento internacional criado para chamar a atenção para os altos índices de mortos e feridos no trânsito em todo o mundo, a fim de debater as responsabilidades de cada cidadão.
Alerta
A cor amarela foi escolhida por representar a atenção pela vida. Em Santa Catarina, a ação é organizada pelo Sindicato dos Agentes de Trânsito e estão programados eventos ao longo do mês em Balneário Camboriú, Blumenau, Brusque, Chapecó, Criciúma, Indaial, Joinville, Lages, São Bento do Sul e Timbó.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC (edição do dia 1º/05)
