Clipping imprensa – Ponte que balança interditada

Clipping imprensa – Ponte que balança interditada

Chapecó, 27.8.14 – Foi interditada ontem a ponte da Integração, na BR-158, no Oeste catarinense, entre Palmitos (SC) e Iraí (RS), que ficou conhecida como a “ponte que balança”. O motivo é um grave problema estrutural em um dos pilares, identificado por técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirma que se o tráfego não fosse interrompido, o problema poderia levar à queda da ponte. Hoje, um especialista em estruturas do DNIT deve fazer uma nova vistoria em todos os pilares.
O caso iniciou em novembro do ano passado, quando um leitor registrou a ponte movendo-se com a passagem de veículos. Após o vídeo, o DNIT limitou a passagem de caminhões com mais de 57 toneladas e iniciou um período de vistorias e obras na travessia.
Até então, o bloqueio estava em meia pista e havia uma restrição para veículos com mais de 20 toneladas. Desde às 17h de ontem, somente pedestres podem passar entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul pela ponte.

IMPACTOS DA PONTE I

A ponte na BR-158 é uma das principais ligações entre SC e RS. Muitas pessoas de Iraí compravam produtos em Palmitos, moradores de uma cidade trabalham na outra, parte da produção de leite da região catarinense é vendida para um laticínio no RS e cerca de 120 estudantes de Palmitos estudam no RS. Eles devem atravessar a ponte a pé e embarcar no outro lado. “São prejuízos incalculáveis. O governo já deveria ter viabilizado uma balsa”, afirma Elson Otto, presidente da Associação Comercial e Industrial e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Palmitos.

IMPACTOS DA PONTE II

A Cooperativa A1, que tem sede em Palmitos, entrega mercadorias no RS. “Com os desvios vai dobrar o trajeto”, prevê o gerente de logística da A1, Nilson Schlemer, acreditando em um aumento de 30% a 40% com os desvios. A Aurora Alimentos também desviou pela barca de Itapiranga o transporte de 35 mil aves por dia. São 50 quilômetros e R$ 50 a mais por viagem, diz o gerente de operações, Celso Capelaro.

CAMINHOS ALTERNATIVOS

> Ponte do Goio-Ên, SC-480, em Chapecó: comporta até carretas bitrem. Liga Chapecó (SC) a Nonoai (RS). De Palmitos até essa ponte, pela SC-283 e depois SC-480, são 80 quilômetros. Tudo pavimentado.
> Barca de Itapiranga: de Palmitos até a barca são cerca de 90 quilômetros, pela SC-283 e SC-163. São permitidos caminhões e carretas até sete eixos. A barca liga Itapiranga com o município de Barra do Guarita (RS). A rodovia foi pavimentada recentemente no lado gaúcho.
> Barca de Mondaí: indicada apenas para veículos pequenos. Liga Mondaí (SC) a Vicente Dutra (RS), mas tem um trecho de estrada de chão no lado gaúcho. Fica a 32 quilômetros de Palmitos.
> Ponte da Usina Foz do Chapecó: liga Águas de Chapecó (SC) a Alpestre (RS). Tem 18 quilômetros de estrada de chão no lado gaúcho. Não é recomendado para caminhões e carretas. São 25 quilômetros de Palmitos até a ponte, pela SC-283 e ACH-050.

DC acompanha caso da ponte desde o ano passado. Em novembro, o DNIT começou a vistoriar a travessia.
Fonte: Darci Debona/ Diário Catarinense

Fiscalizar é só um dos passos

Além de municiar policiais rodoviários com radares e bafômetros é preciso criar no motorista a sensação de que ele está constantemente sob monitoramento.
Aboa notícia de que a Polícia Rodoviária Federal está reforçando o policiamento nas estradas que cortam Santa Catarina precisa ser saudada pelas milhões de pessoas que utilizam as rodovias. Mais policiais significam maior combate aos crimes de trânsito, que tanto fazem vítimas por causa do excesso de velocidade, de ultrapassagens proibidas e de embriaguez ao volante.
Embora nos últimos três anos os índices de violência tenham apresentado queda de cerca de 20%, principalmente pelo cerco aos apressados, os números ainda assustam. Por isso aumentar o rigor nas estradas federais é apenas uma das alternativas que a sociedade catarinense dispõe para frear a carnificina diária sobre o asfalto que só no ano passado nos cobrou 505 vidas – em 2013, as duas principais rodovias federais no Estado, BR-101 e BR-282, registraram 12.815 acidentes dos 19 mil nas estradas federais.
Além dos novos policiais – 103 entre os que passaram recentemente em concurso público e os que estão sendo transferidos –, há a urgência no reaparelhamento das polícias e de operações mais frequentes. É preciso municiar os patrulheiros com tecnologia de ponta – radares capazes de medir a velocidade a pelo menos um quilômetro de distância são um exemplo – e também criar no motorista a sensação de que ele está constantemente sob monitoramento.
Mas a segurança nas estradas depende ainda de outros fatores. Um deles estrutural, com os governos garantindo estradas de qualidade a partir da fiscalização de obras e da manutenção permanente das rodovias. O outro educacional, com a conscientização de motoristas, ainda os principais responsáveis por acidentes. Campanhas mundiais que realmente fazem quem dirige pensar sobre como se comportar no trânsito e que chegam ao conhecimento dos brasileiros via redes sociais têm se mostrado eficazes em países como a Austrália, que obteve redução de 52% no número de mortes nos últimos 20 anos.
Talvez esteja na hora de os brasileiros terem uma visão mais realista das consequências do excesso de velocidade, das ultrapassagens proibidas e da embriaguez ao volante.
Fonte: Editorial DC

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