Florianópolis, 19.9.14 – Dois dos portos mais importantes do Brasil, São Francisco do Sul e Imbituba, tiveram as concessões renovadas ontem por 25 anos pelo governo do Estado com a Secretaria dos Portos da União. O ministro César Borges, da secretaria, foi recebido pelo governador em exercício Nelson Schaefer no terminal de São Francisco, para a assinatura do contrato e visita à área portuária. Borges visitou também o Complexo Portuário de Itajaí e o terminal de Imbituba à tarde, onde também assinou o contrato.
Cooperativas planejam crescer 15%
Apesar do crescimento econômico quase estagnado do país, o setor cooperativista de Santa Catarina mantém a projeção de crescimento de receita de 12% a 15% para este ano em relação ao ano passado. A informação é do presidente da Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), Marcos Antônio Zordan, que está à frente do encontro de 250 líderes cooperativistas que acontece desde ontem no Hotel Majestic, em Florianópolis. O faturamento do segmento deve crescer de R$ 20,16 bilhões para R$ 23 bilhões este ano. A maior parte, cerca de 65% virá do agronegócio, com as produções de frango, suíno e leite. O aumento das exportações de carnes, especialmente para o Japão e a Rússia, está ajudando. Somente a Coopercentral Aurora terá receita de R$ 6,6 bilhões. Outro ramo forte é o cooperativismo de crédito, com mais de um milhão de associados.
O crescimento é bem acima da média porque o agronegócio é praticamente o único setor em alta no país, mas a baixa expansão do PIB é preocupante. Zordam afirma que independentemente de quem vencer a eleição presidencial de outubro, é preciso fazer mudanças na economia porque do jeito que está não dá. Entre as recomendações aos líderes cooperativistas no evento estão as de reforçar o caixa das organizações e não fazer gastos desnecessários.
Na Colômbia
A Segware, multinacional de Florianópolis, líder em monitoramento de alarmes, avança na Colômbia. O seu sistema Sigma passa a integrar serviços de 8 mil pontos monitorados pela colombiana Smart Security. Outra cliente no país vizinho é a Fortox.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Porto Seguro
A SC-Par, empresa do governo do Estado, renovou a concessão para administrar o Porto de Imbituba por mais 23 anos.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense
STF define reserva indígena
O presidente da Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedroso, destacou a importância social, econômica e jurídica de decisão esta semana do Supremo Tribunal Federal, que ratificou entendimento de que terras indígenas são aquelas ocupadas até a Constituição de 1988.
A decisão do STF se deu no julgamento de mandado de segurança reconhecendo a legítima propriedade de uma fazenda em Caarapó, Mato Grosso do Sul, que havia sido declarada como área indígena por ato do governo federal. O entendimento do Supremo reforma acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu mandado de segurança do proprietário que requeria anulação da declaração de área indígena.
O ministro Celso de Mello deu o último voto favorável aos proprietários da fazenda, reiterando decisão no julgamento da Terra Indígena Raposa Serra do Sul, em Roraima, de que deve prevalecer a ocupação efetiva da terra na vigência da nova Constituição, em 1988. Zezo Pedroso enfatiza que esta nova decisão garantirá mais tranquilidade e segurança jurídica aos agricultores que produzem alimentos e criam aves e suínos em vários municípios do Oeste catarinense e que estavam ameaçados pelas novas demarcações de terras indígenas pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
Os conflitos existem até no litoral catarinense, em especial, no Morro dos Cavalos, cujas obras de duplicação foram embargadas durante mais de 10 anos pela Funai, alegando terra indígena que, segundo o governo do Estado, não existiam na data da Constituição de 1988.
Licitação
O governador em exercício, Nelson Schaefer Martins, e o secretário de Estado da Infraestrutura, João Carlos Ecker, acompanhados do ministro de Portos, César Borges, assinaram ontem a licitação para o alargamento do canal de navegação e a construção da nova Bacia de Evolução dos acessos aquaviários ao Complexo Portuário de Itajaí.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
SC apresenta maior diferença do país de rendimento entre homem e mulher
Santa Catarina que tem a menor concentração de renda do Brasil também é responsável pela maior desigualdade entre homens e mulheres, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além disso, o levantamento mostra uma piora noÍndice de Gini (indicador desigualdade)do Brasil em 2013 em relação ao ano anterior. É a primeira piora do país desde 2001, quando o IBGE começou a disponibilizar os números do Pnad. Santa Catarina também teve números piores no índice geral.
Com rendimento médio por mês de R$ 1.447 em 2013, último ano avaliado pela pesquisa, as mulheres catarinenses ganharam 64,1% (R$ 2.259) do que recebem os homens. Um ano antes, esse percentual era um pouco maior: 65,7%. Na comparação com as mulheres de outros Estados, as catarinenses também amargaram uma piora, passando da sétima para a nona colocação entre 2012 e 2013. Enquanto os homens do Estado estão na terceira colocação.
Para o governo de Santa Catarina, os dados ruins são isolados. Rafael Palmares, secretário Adjunto de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação, explica que a única saída para diminuir a diferença de renda entre homens e mulheres é apostar na qualificação da população.
— Esse problema da discrepância na renda de homens e mulheres é histórico e não se resolve de uma hora para outra. O governo está investindo em programas de qualificação profissional, principalmente para o sexo feminino. No entanto, é preciso olhar Santa Catarina de maneira mais ampla do que os dados do Pnad. Por exemplo, temos uns dos menores índices de desemprego do mundo – disse o secretário.
De acordo com o economista e professor de gestão de política pública da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Eduardo Guerini, os números ruins do Pnad mostram uma tendência negativa, o que representaria uma saturação das políticas sociais dos setores públicos Estadual e Federal.
— Não existe política de redistribuição de renda no país. Se não houver investimento sério em educação, as bolsas criadas nos últimos governos apenas aumentam a concentração de renda, pois o cidadão de baixa renda não tem como crescer socialmente – contou Guerini.
Desigualdade aumentou no Brasil e em Santa Catarina
Para calcular o Índice de Gini, o IBGE leva em consideração número, peso e rendimento de pessoas em uma casa. Quanto mais próximo de zero, menor é a desigualdade. Desde 2001, o Brasil acumulava resultados positivos no cálculo do índice. No entanto, este ano houve um pequeno retrocesso. A pesquisa indicou que houve uma elevação de 0,496 em 2012 para 0,498 em 2013. Em entrevista coletiva, a gerente do Pnad, Maria Lucia Vieira, diminuiu a importância do resultado:
— Não afirmaria que há uma melhora ou uma piora na concentração de renda. Diria que a gente está na mesma condição de 2011.
Santa Catarina manteve a histórica primeira colocação do país com coeficiente de Gini 0,438. Mas o número é pior do que o registrado pelo Pnad anterior: 0,434. Levando em consideração apenas pessoas do sexo feminino no Estado, houve uma melhora de 0,393 em 2012 para 0,392 em 2013. A região Sul (0,457) também teve o melhor resultado.
O professor de economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), João Rogério Sanson, afirma que deve ocorrer uma piora dos índices nos próximos meses por causa do atual cenário econômico do país.
— Quando há uma situação de pleno emprego, ocorre uma melhora nos salários e consequentemente nos indicadores sociais. No entanto, o que estmos vendo no Brasil é o oposto. Essa queda salarial é sentida principalmente para quem ganha menos – explicou Sanson.
A Pnad é realizada anualmente, exceto em anos que o IBGE publica o censo. Para a última pesquisa, o instituto ouviu mais de 360 mil pessoas no país, sendo 9.882 em Santa Catarina, entre os dias 22 e 28 de setembro de 2013.
Fonte: Hyury Potter/ Diário Catarinense
Garantidas obras dos novos acessos e bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí
A assinatura de Termo de Cooperação entre o Governo do Estado e a Superintendência do Porto de Itajaí, pelo governador em exercício, desembargador Nelson Schaefer Martins, garantirá o início da primeira etapa das obras do novo acesso aquaviário e bacia de evolução para o Complexo Portuário do Itajaí. O ato foi assinado em solenidade realizada às 13 horas desta quinta-feira, 18, no auditório do Porto de Itajaí, e contou com a presença do Ministro de Portos, Cesar Borges. Na ocasião também foi lançado o edital de concorrência pública, para que as obras sejam iniciadas, o mais tardar, em janeiro de 2015.
Nesta fase serão investidos R$ 130 milhões pelo Governo do Estado. As obras englobam o alargamento do canal e parte da nova bacia de evolução, com 480 metros de diâmetro, o que vai possibilitar operações com navios de até 335 metros de comprimento com 48 de boca. Serão retiradas as guias correntes do molhe Sul junto ao Saco da Fazenda, retirada de parte dos espigões transversais do molhe norte (groins) e dragagens da área da nova bacia e para o alargamento do canal de acesso.
Já a segunda fase das obras, com recursos de mais R$ 208 milhões, previstos no orçamento de 2015 da União, vai garantir ao Complexo Portuário uma bacia de 530 metros de diâmetro, com capacidade para operar navios de até 366 metros de comprimento e 51 de boca. A segunda etapa também prevê a realocação do molhe norte, possibilitando que o canal de acesso fique com a largura de 220 metros.
Para o governador, a obra é fundamental para o comércio exterior catarinense e um marco histórico não apenas para a economia de Itajaí, mas para a economia brasileira como um todo. “O alargamento dos acessos, a nova bacia de manobras e a adequação das estruturas de proteção do rio Itajaí-Açu não são apenas úteis e necessários, mas colocarão o Complexo Portuário do Itajaí em padrão de igualdades com grandes portos do mundo”, relatou o governador.
O Complexo Portuário do Itajaí movimentou 74,28% da corrente de comércio catarinense e 3,59% do comércio exterior brasileiro no ano passado. Os números tendem a apresentar moderado crescimento neste ano. Também está entre os 120 maiores portos do mundo e ganhou cinco posições na edição de 2014 do World Top Container Ports, ranking publicado anualmente pela publicação britânica Container Management. Com 1.120,627 TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) operados em 2013, o Complexo catarinense passou da 108ª posição, na edição de 2013, para a 103ª posição, neste ano. No ranking nacional, o Porto Organizado de Itajaí está atrás apenas do Porto de Santos.
O ministro de Portos, César Borges, destacou a importância da parceria dos governos estadual, municipal, federa
e da iniciativa privada no empreendimento e confirmou a intenção da Secretaria de Portos em auxiliar na continuidade da obra. Além da questão portuária, Borges ressaltou a preocupação do Governo Federal com as infraestruturas rodoviária e ferroviária brasileiras, bem como informou os investimentos que o setor dos transportes vem recebendo no Estado e Brasil. “Santa Catarina e seus portos terão sempre as portas abertas onde estiver César Borges”, finalizou o ministro.
Complexidade
– “A nova bacia de evolução e a readequação dos acessos vai possibilitar que recebamos navios de ultima geração e que possamos dar continuidade ao crescimento de nosso município, que hoje é apresenta o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, disputando por muito pouco o topo no ranking estadual”, disse o prefeito Jandir Bellini. Ele destacou a importância da obra não apenas para a economia de Itajaí, mas para o crescimento do comércio internacional catarinense e brasileiro com o um todo. “Em 2009 os armadores nos sinalizaram dessa necessidade. No ano seguinte demos início aos estudos e hoje já estamos licitando a obra. Isso é excelente para nossa região e Estado”, acrescenta.
O superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior, explica que assim que constatada a necessidade do mercado, as empresas APM Terminals Itajaí e Portonave Terminal Portuário Navegantes contrataram e custearam estudos de última geração – envolvendo modelagens matemáticas, simulações de navegação em equipamentos de alta tecnologia, entre outros – elaborados por empresa holandesa com amplo know-how no segmento. “Técnicos da Autoridade Portuária, terminais e Praticagem também acompanharam os estudos, que hoje, após todo os licenciamentos necessários, resultaram nesse importante ato para nosso Complexo”, diz Ayres.
Para o diretor-superintendente da APM Terminals Itajai, Ricardo Arten, a nova bacia de evolução irá resultar em um incremento de 70% na movimentação da APMT. “Isso nos torna ainda mais competitivo diante dos demais terminais de Santa Catarina”. Já o diretor superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, a nova bacia de evolução é uma obra necessária para a continuidade do Complexo Portuário de Itajaí. “Sem a obra, os portos perderão linhas e toda a economia da região será prejudicada. Por isso, a importância do lançamento dessa licitação”.
Fonte: João Henrique Baggio/ Assessoria de Comunicação do Porto de Itajaí