Florianópolis, 14.11.14 – O presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Paulo Meller, convocou uma coletiva de imprensa ontem em Criciúma para apresentar um relatório parcial das principais obras do Sul, como a Via Rápida e o Anel Viário.
No trecho urbano, a obra da Via Rápida está 80% concluída e as alças já foram liberadas. Segundo Meller, 17 dos 18 viadutos estão prontos. O próximo passo é dar início à construção das alças do trevo completo. O restante deve ficar pronto até fevereiro de 2015.
Há ainda um impasse judicial em fase final de solução envolvendo a negociação de um terreno no bairro Próspera. Em setembro, o proprietário da área ordenou a destruição do equivalente a dois meses de trabalho, que causou prejuízo de R$ 400 mil e atraso na obra. O valor será descontado do preço pelo qual o terreno foi avaliado, de R$ 2,7 milhões, já depositado em juízo. Meller aponta que, assim que a questão for resolvida na Justiça, o trânsito será liberado no local em até 90 dias.
– Estamos aguardando. É a única parte do trecho urbano da obra sem conclusão – explica Meller.
O trecho rural está com cerca de 70% da terraplanagem concluída. Assim que o imbróglio judicial estiver resolvido, a obra deve ficar pronta em até um ano. No total, o investimento da Via Rápida será de R$ 120 milhões.
Obra espera por desapropriações
A obra do Anel Viário, por outro lado, enfrenta problemas com cinco desapropriações judiciais. Como 90% da terraplanagem concluída, Meller prevê que pode deixar a obra pronta em no máximo oito meses, assim que todos os impasses estejam resolvidos.
A projeção de liberar a pista da Via Rápida neste verão não será possível devido a problemas com terrenos, que foram desapropriados e cuja escritura está irregular.
Fonte: Kiara Domit/ Diário Catarinense
Inovação
A ciclovia da Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, uma reivindicação antiga dos moradores, que teve as obras iniciadas em junho do ano passado e apesar do tempo e do custo nada barato (coisa de R$ 3 milhões ) para menos de dois quilômetros de extensão, pelo jeito não vai agradar todos os possíveis usuários. Além de ser praticamente uma ilha, já que ela acompanha apenas a beira da Lagoa e não a rua toda, está sendo pavimentada com lajotas. No caso de ciclovias isso é uma inovação, mas não um elogio. A trepidação é constante e para outras rodas, como as de um skate ou patins, torna o pequeno trajeto uma experiência pouco agradável, pra não dizer impossível. A calçada que acompanha também é de lajota. Sem falar que algumas delas já estão levantando, isso que a obra está inacabada e o verão ainda nem chegou com as fortes tempestades.
Fonte: Cacau Menezes/ Diário Catarinense
Carona: uma atitude que pode melhorar a mobilidade urbana
Pode não ser a solução, mas se os motoristas dessem carona como faz Jones Murro, 33 anos, com os colegas de trabalho, haveria uma redução considerável nos congestionamentos tradicionais de Florianópolis. Na SC-403, por volta das 7h, o trânsito lento dificulta quem deseja chegar cedo a seu destino. Numa apuração rápida a reportagem verificou que de cada 10 motoristas que passam pela rodovia nesse horário, oito estão sozinhos no carro.
Jones mora em Florianópolis há cinco anos. Sai de casa no bairro Bom Jesus e busca os colegas na praia dos Ingleses, no norte da Ilha.
Acredita que com a sua atitude ganha agilidade e rapidez.
– Se meus colegas fossem de ônibus, com certeza não iriam chegar no horário. Assim eu posso ajudar a fluir melhor o trânsito. Se cada motorista fosse dar carona para o vizinho, com certeza iria diminuir a fila – recomenda Jones.
Radares em Itajaí
Quatro meses após o início da polêmica envolvendo multas em semáforos sem temporizador em Itajaí, a Secretaria de Segurança instalou equipamentos com marcação de tempo em cinco pontos da cidade. A prefeitura admite que a pressão popular e de vereadores somadas às controvérsias sobre a aplicação de uma lei municipal de 2008 motivaram as mudanças, mas defende que as alterações são um retrocesso em relação às tecnologias mais avançadas para o controle do trânsito. As trocas de semáforos ocorrem em cinco bairros, em sinaleiras que foram instaladas depois da vigência da lei que limita o uso de radares nos semáforos com temporizador.
Radares em Itajaí II
Depois do boom de multas em abril e maio – cada mês registrou mais de 40 mil infrações –, o número de infrações caiu para 10 mil mensais, de agosto a outubro. A maioria está concentrada nos cruzamentos da Avenida Marcos Konder com a Rua Silva e na Schmithausen com a Castelo Branco. O presidente da Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari), Nelson Abrão diz que os recursos de multas em semáforos sem temporizador sejam deferidos, desde que as infrações tenham ocorrido após a lei entrar em vigor.
Fonte: Trânsito 24h/ DC
