Florianópolis, 10.3.15 – Uma semana após dar trégua aos bloqueios em rodovias, caminhoneiros se reúnem com representantes do governo em Brasília. No encontro, hoje, às 9h, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), estarão presentes três ministros: Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, Katia Abreu, da Agricultura, e Antonio Carlos Rodrigues, dos Transportes. Uma comitiva formada por pelo menos 10 caminhoneiros de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul está em Brasília para acompanhar o debate e repassar informações com rapidez aos colegas.
Por telefone, o caminhoneiro Júnior Bonora – que junto com o primo Vilmar Bonora, iniciou o movimento no Oeste catarinense – fala sobre a reunião:
– Dependemos de uma resposta concreta do governo, mas mesmo que os sindicatos queiram parar ainda hoje, isso não muda nossa decisão. Parar ou não depende somente dos caminhoneiros, e é entre os caminhoneiros que o assunto está sendo discutido.
Já o primo Vilmar – que em diversos momentos afirmou à imprensa que estaria disposto a permanecer parado até ver suas reivindicações sendo atendidas – não quis comentar as pautas e se limitou a dizer que agora “tudo depende do que o governo vai repassar” à categoria.
Caminhoneiros esperam a posição do Planalto sobre duas reivindicações: redução no custo do diesel e estabelecimento de uma tabela de preço mínimo para o frete. Conforme a assessoria da agência reguladora, a reunião servirá para debater a regulamentação da Lei do Caminhoneiro, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no início de março.
Em fevereiro, caminhoneiros de pelo menos 14 Estados cruzaram os braços ou bloquearam trechos de rodovias e entradas de portos, impedindo empresas de escoarem a produção e causando esvaziamento dos estoques em diversas localidades. Nos locais onde o ato mais se estendeu, como em São Miguel do Oeste, os grevistas chegaram a passar 13 dias parados.
Fonte: Diário Catarinense
Sindicato nacional em Chapecó
Para diminuir dificuldades nas negociações, como aconteceu durante a paralisação do mês passado, grupos de caminhoneiros de todo o país planejam a criação de um sindicato nacional com sede em Chapecó, no Oeste do Estado. Líderes nacionais da greve de fevereiro estiveram em SC para discutir o assunto.
Empresários da região afirmam já ter disponibilizado terrenos para a categoria, mas como os envolvidos ainda buscam resolver os trâmites jurídicos, o local não foi decidido.
Avelino Bortolon, advogado envolvido com as reivindicações dos caminhoneiros do Oeste, explica que Chapecó foi escolhida por ser a maior cidade da região, concentrando representações de órgãos como a Justiça Federal e Ministério Público. O sindicato deve ser apartidário, isto é, não terá ligação com partido político.
– A ideia surgiu porque houve muita dificuldade de encontrar uma representação jurídica para discutir as pautas das paralisações – relata Bortolon.
O advogado afirma que, embora existam entidades que defendam a categoria, ainda não existe uma representatividade sindical unificada e bem definida. Diversos sindicatos de cunho local ou estadual apoiaram os protestos do mês passado, mas nenhum protagonizou o debate.
Fonte: Diário Catarinense
Ciclone subtropical causa instabilidade em SC
Um ciclone subtropical trará instabilidade para Santa Catarina até a próxima quinta-feira. O sistema foi formado no mar entre as regiões Sudeste e Sul do Brasil e já ocasionou pancadas de chuva ontem de manhã no Estado. No início da segunda-feira, ruas do sul da Ilha ficaram alagadas.
A Defesa Civil alerta para riscos de alagamentos e deslizamentos nos próximos dias. Segundo previsão, a média diária de chuva deve ficar de 20 mm a 40 mm no litoral com pontuais de 80 mm a 100 mm, entre Florianópolis e o Litoral Sul, podendo superar 100 mm em algumas cidades.
O normal para todo o mês de março em Florianópolis é de 160 mm a 190 mm.
Segundo Erikson de Oliveira, meteorologista da Epagri Ciram, o fenômeno é comum para essa época do ano. Amanhã, as precipitações diminuem e na sexta-feira o tempo volta a ficar mais estável.
Três tipos de ciclone
Erikson, da Epagri Ciram, explica que há três tipos de ciclones: o subtropical, o extratropical e o tropical (também conhecido por furacão). A classificação depende de onde o sistema foi formado — fora, dentro ou em torno dos trópicos. Simplificando, os ciclones tropicais são de locais quentes, os extratropicais de locais frios e os subtropicais são mistos. Um tipo de ciclone pode evoluir para outra categoria ao longo de sua trajetória.
Segundo Erikson, este que atua em Santa Catarina deve evoluir para um ciclone extratropical, conforme avança para o Sul do país. Cada tipo de ciclone possui características específicas. O subtropical é chamado de híbrido por mesclar características do extratropical e do tropical.
Fonte: Diário Catarinense
Estado tem arrecadação abaixo da inflação no primeiro bimestre
Santa Catarina começa a sentir os efeitos da crise econômica que atinge o país. O Estado arrecadou R$ 3,24 bilhões no primeiro bimestre deste ano, um crescimento de 6,12%. No mesmo período, a inflação foi de 7,14% segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda, esta foi a primeira vez que a inflação supera a arrecadação desde abril de 2013. Para especialistas, uma das explicações para o resultado ruim é a alta de impostos, que fez o consumo baixar em todo o país. O governo informa que pretende reforçar as ações do Pacto por SC para tentar estimular a economia.
Historicamente, janeiro e fevereiro são meses de alto rendimento por causa dos ganhos com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um dos motores da arrecadação tributária do Estado. No entanto, para o secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, a crise econômica nacional fez com que o turista tenha se controlado mais nos gastos nesta temporada e o resultado foi um ganho menor do que a projeção do governo para o período: R$ 3,61 bilhões.
– Há um cenário pouco animador na economia brasileira, então temos que saber lidar com isso. O governo vai investir R$ 3 bilhões através do Pacto por SC e isso deve dar mais confiança aos empresários e investidores – afirmou.
A retração nas vendas da indústria, que recuaram 12,6% em janeiro, segundo pesquisa da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), também foi citada pela secretário. O professor de Finanças da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Jurandir Sell Macêdo, explica que isso significa um poder de investimento menor do governo:
– Nesses casos, a solução é reduzir gastos com a máquina pública. Se não fizer isso, vai continuar tirando muito do contribuinte e devolvendo pouco.
Fonte: Hyury Potter – Diário Catarinense
Federações
Entre as entidades empresariais que investem alto para melhorar a educação técnica no Estado estão as federações que representam a indústria e o comércio. Como atuam com o mesmo foco, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, e o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, avançaram nas negociações e, em breve, podem anunciar o Movimento SC pela Educação. O tema foi destaque na reunião do Conselho de Educação da Fiesc, ontem, em Florianópolis.
Fonte: Estela Benetti – Diário Catarinense