GT BR-101 do Futuro faz a primeira reunião

GT BR-101 do Futuro faz a primeira reunião

Florianópolis, 20.6.14 – Quais são as ações que podem ser feitas a curto, médio e longo prazo na BR-101, em Santa Catarina, é o propósito do grupo técnico de trabalho BR-101 do Futuro formado por representantes da Fetrancesc, Fiesc, Senge, Crea, OAB, Labtrans, UFSC, Deinfra, PRF e DNIT e Autopista Litoral Sul.No próximo encontro já agendado para o dia 18 de julho, cada uma das entidades deverá apresentar a sua análise sobre um estudo feito pelo consultor engenheiro Nilton Gava, d Autopista Litoral Sul, concessionário do trecho entre Palhoça e Garuva, sobre pontos críticos e algumas sugestões de solução.
No primeiro encontro do Grupo, ocorrido na quarta-feira, 18 de junho, foram apresentados os objetivos desse trabalho pelo presidente da Comissão de Logística e Transporte da Fiesc e vice-presidente da entidade, Mário César Aguiar. Segundo Aguiar, esse grupo técnico, vai definir ações conjuntas para a melhoria da segurança, eficiência e o planejamento para curto, médio e longo prazo. O foco do trabalho será identificar os gargalos, estimar custos e propor intervenções. “Queremos mais segurança, mais mobilidade e contribuir para o desenvolvimento social de Santa Catarina”, defendeu ele.
O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, afirmou que a falta de infraestrutura e a imobilidade tem trazido uma série de custos aos transportador e principalmente, alertou ele, a falta de uma visão de muitos gestores públicos para o transporte de carga. Ele citou o caso vivido pelos transportadores para os portos como Navegantes e Itajaí, que não tem uma via adequada para o serviço aos portos.
O presidente da Fiesc, Glauco José Corte participou da reunião e disse que esse trabalho é técnico e que devem construir soluções, porque o custo da infraestrutura e da logística tira competitividade de Santa Catarina em relação aos demais estados.
O grupo técnico também vai avaliar o uso de tecnologias que possam facilitar a mobilidade na BR-101. De início, o consultor Gava, apresentou o vídeo de uma proposta que havia sido feita para desafogar o trânsito na Grande Florianópolis e que poderia ajudar muito na solução dos que se deslocam entre Palhoça e Biguaçu com entrada e saída de Florianópolis.
Esse modelo que teria onze pistas sendo quatro centrais para tráfego direto e mais sete marginais para o tráfego local sem interferência com passagem de nível foi apresentado há três anos na Assembleia Legislativa, mas não levado adiante por recusa dos gestores públicos e de alguns políticos.
Lopes e o engenheiro, José Latrônico Filho, representante do Senge, estiveram naquela reunião, lembraram que na ocasião, os contra acharam que a Autopista poderia não fazer o contorno se optassem por essa obra alternativa. Essa poderia trazer uma solução melhor para os 180 mil veículos que acessam a Capital todos os dias. Enquanto o contorno, no primeiro momento, vai retirar apenas 18 mil veículos do trecho entre Palhoça e Biguaçu e que na opinião de Gava, pouco vai ajudar na mobilidade do trecho.
Segundo Gava, são 40 quilômetros da BR-101 nos quais ocorre o maior número de acidentes e que precisam de um tratamento prioritário. Os dados do estudo feito por Gava é que serão analisados pelos integrantes do Grupo Técnico, formado por Aguiar, pela Fiesc que coordena o trabalho, Lopes e o assessor do presidente da Fetrancesc, Leonardo Carvalho, representa o Sengue, Latrônico, o Deinfra, Adão Marcos França. Integram o GT, o gerente de Engenharia da Autopista, Fernando Araújo, o gerente de Tráfego, Ademir Custódio, da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da OAB e representante da presidência da entidade, Antônio de Arruda Lima; consultor da Fiesc, Saulo Nascimento, o inspetor da PRF, Renato Ferrer, da Labtrans, Valter Tani; secretário executivo da Câmara de Transporte e Logística, Egídio Martorano, assessor jurídico da Fiesc, José Carlos Kurtz e o representante do Crea, Paulo Ruaro.
Fonte e Fotos: JP/ Imprensa Fetrancesc

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