Nada de novo sobre as obras nas rodovias em Santa Catarina, o que é muito preocupante*

Nada de novo sobre as obras nas rodovias em Santa Catarina, o que é muito preocupante*

Florianópolis, 15.5.14 – A reunião do Conselho das Federações Empresariais (Cofem) em conjunto com o Fórum Parlamentar Catarinense, agora coordenado pelo deputado federal Esperidião Amin, tendo como foco principal a presença do novo superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) SC, engenheiro Vissilar Pretto, para debater o conjunto das obras no Estado, nos mostrou um quadro real extremamente preocupante.
A apresentação dos projetos nada trouxe de novo, além do que já conhecíamos. Na verdade, é tudo que vinha sendo programado.
Detalhes que foram acrescentados, além da franqueza do expositor, nos transporta para um quadro realista sob o ponto de vista das obras planejadas  que é a solução, mas nos frustra quanto à realização do que foi planejado. Muito pouco para importância do estado e pela grande necessidade de uma melhor infraestrutura.
A obra menor, 400 metros de extensão, que é a construção da quarta pista da BR-101, no Morro dos Cavalos, em Palhoça, cuja previsão de conclusão é de 180 dias, se não for iniciada agora não estará pronta para a próxima temporada de verão. Ouso dizer, que é o prenúncio do caos.
O túnel do Morro do Formigão, também da BR-101, em Tubarão poderá ser concluído antes de ser iniciada a ponte sobre o Rio Tubarão. Quer dizer, caos.
Na BR-470, confirmou-se o que havíamos falado, a tubulação de gás terá que ser retirada de onde foi construída e deslocada para um local que não interfira no pavimento da rodovia. E o que é pior, com recursos da SCGás e que certamente vai impactar sobre o preço do gás cobrado do consumidor final.
A duplicação da BR-280, até agora sem definição; as obras em 22 quilômetros da BR-285 ainda dependem de licença ambiental, início lá para 2015 e conclusão para 2016, se nada atrapalhar.
Se fôssemos detalhar tudo, o espaço desta coluna não seria suficiente e isso que nem chegamos às obras do Oeste e Meio-oeste.
A melhor boa vontade não vai resolver por mais real que tudo pode ser.
*Pedro Lopes – Presidente da Fetrancesc
Fonte: Notícias do Dia

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