O modelo de licitações inglês, que premia o interesse social, deveria ser adotado no Brasil*

O modelo de licitações inglês, que premia o interesse social, deveria ser adotado no Brasil*

Florianópolis, 5.5.14 – Participei de um evento promovido pela embaixada da Inglaterra, realizada na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília, que tratava da Experiências Internacionais para o Desenvolvimento de Logística Integrada no Brasil.
Experiências da KPMG, organização internacional aplicada em alguns países, foram trazidas para o debate e nos chamado a atenção para alguns pontos, especialmente na relação parcerias público-privada, sobre as quais muito tenho falado.
Outro ponto que destacamos é a ultrapassada lei 8.666, das licitações, base hoje, de referência para a implantação de qualquer projeto. A referida lei engessa qualquer projeto, criando com regras restritivas tornando inviável e inseguro o aprimoramento do mesmo.
A contratação pelo menor custo, por exemplo. O vencedor da licitação ganha, o projeto demora para ser aprovado pela lentidão na tramitação e mesmo antes de iniciada a obra, o vencedor já propõe aditivos para compensar as perdas.
O regramento britânico, para contratar, estabelece fases que começam pelo diálogo competitivo até qualificar a proposta. A exclusão dos que não apresentaram segurança leva a dois finalistas que cumprem todas as etapas.
O grande segredo que leva à segurança da proposta é conhecer a qualidade e a estrutura do pretendente sem apadrinhamentos e longe dos apoiadores interessados em uma das parcelas do valor da obra contratada.
Resumindo, eles não ficam sujeitos aos riscos tão conhecidos que temos no Brasil. O que começa sério, termina sério e no prazo.
Outra diferença. Lá tratam com o governo, aqui tratam com muitos órgãos do mesmo governo, tanto faz no federal, estadual ou municipal.
De contrapeso, as agências reguladoras.
* Pedro Lopes – Presidente da Fetrancesc
Fonte: Notícias do Dia (edição do dia 1º/05)

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