Obras nas rodovias estaduais estão lentas

Obras nas rodovias estaduais estão lentas

Florianópolis, 16.4.14 – Somente 508 quilômetros de rodovias estaduais dos 2.819 previstos no Pacto por Santa Catarina com algum tipo de obra – restauração, duplicação, revitalização ou pavimentação, estão concluídos.
Esses dados foram apresentados ontem, na Reunião do Conselho de Representantes da Fetrancesc, pelo presidente do Departamento de Infraestrutura de Santa Catarina (Deinfra) Paulo Meller. Ele disse que estão previstos investimentos R$ 4 bilhões e a geração de 12 mil empregos diretos para a malha viária estadual.
Segundo ele são 42 obras para a verba de R$ 321,7 milhão do empréstimo do BNDES, mais 42 obras financiadas pelos R$ 776,1 milhão do Banco do Brasil, mais 14 obras financiadas por R$ 575 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ainda 19 obras com valor do BNDES de R$ 601 milhões. Algumas já foram concluídas, outras em andamento, outras estão paralisadas, em fase de licitação e ou não iniciaram. (Ver fotos).

Rodovias precisam estar prontas com urgência para o crescimento regional

O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, ressaltou que é importante esse investimento em rodovias da malha estadual, porque as atuais não comportam mais o volume de tráfego exigido pelo crescimento em todas as regiões.
Mas disse a Meller que o governo estadual deve se empenhar em fazer as melhorias com rapidez e dar uma atenção também à região de Imaruí e Pescaria Brava no Sul catarinense para aliviar os engarrafamentos da BR-101, em Laguna. Boas rodovias podem atrair novos empreendimentos.
Lopes também destacou que a partir de agora uma comissão formada por representantes da Fetrancesc, Fiesc e outras instituições fará o acompanhamento técnico das obras, com dados sobre o andamento, medições do que foi executado e análise da qualidade do material.

Conselheiros querem soluções para suas bases

Meller recebeu documento com pedidos de soluções para rodovias do Meio-oeste, Oeste e Extremo-oeste do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Oeste e Meio-oeste de Santa Catarina (Setcom), Paulo Simioni. Questionado sobre a obra Jaborá Concórdia, afirmou que a empresa desistiu da construção e por isso nova licitação está em andamento.

O presidente do Sindiplan, Marcos Rogério Pereira, entregou um documento para esclarecer sobre o andamento das obras no Planalto Norte catarinense. Uma dessas obras é a da Serra Dona Francisca, a SC-301, que não saiu do papel. Meller explicou que houve atrito entre os concorrentes e questionamentos da licitação.

Por isso, determinou o cancelamento do edital e fazer um outro, que prevê iluminação e monitoramento eletrônico, inclusive pela internet. Mas que até não haver a obra completa será feita uma emergência na restauração da iluminação, que começou ontem. Isso também na Serra do Rio do Rastro.

Grande Florianópolis deverá ter a Hercílio Luz para aliviar os engarrafamentos de acesso à ilha

Meller garantiu que a duplicação na rodovia entre Brusque e Itajaí está em andamento. Uma etapa está concluída e outras devem acontecer ainda nos próximos meses. E na SC-470 em Itajaí deve ser feito um projeto para solucionar o problema no viaduto da BR-101. O presidente do Setransc, Argemiro Manique Barreto Filho, reclamou da falta de compromisso do governo. disse que houve inúmeras promessas de obras no Sul do Estado, mas que nenhuma delas ainda saiu do papel. Para ele, não basta dizer que tem projetos, o transportador precisa de estrada para movimentar a produção.

Na Grande Florianópolis, por enquanto só estudos para resolver o problema dos engarrafamentos. Segundo ele, a ponte Hercílio Luz vai ficar pronta, mas não quis dizer quanto. Afirmou que a Hercílio Luz que vai absorver 22 mil veículos de passeio/dia. Isso vai ajudar a reduzir o número nas pontes Colombo Sales e Pedro Ivo Campos, que tem um movimento juntas, média, de 170 mildia/ano de veículos. Só um comparativo, trafegam pela Rio Niterói 140 mil veículos. O Deinfra, segundo ele, faz a contagem de veículos on line nas rodovias catarinenses. E pode ser conferido no site do Deinfra.

O transporte marítmo, os técnicos ainda não sabem se é uma solução viável. Meller defende o teleférico como a melhor solução.


Pontos críticos serão corrigidos

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