Brasília, 16.7.14 – Durante encontro entre representantes do Brasil e da China, autoridades brasileiras salientaram a necessidade de diversificar as negociações entre as duas nações e a necessidade de melhorias nos sistemas de logística para avançar o desenvolvimento em território brasileiro.
A China é, hoje, o principal parceiro comercial do Brasil. Já o mercado brasileiro representa o 9º mais relevante para os chineses. As transações comerciais já somam US$ 83 bilhões. E, se por muito tempo as trocas foram sustentadas principalmente pela exportação de commodities, atualmente o foco das negociações é mais amplo: atrair investimentos para o país.
O assunto está em debate no Seminário Empresarial Brasil China, que ocorre nesta quarta-feira, 16 de julho, em Brasília, com a participação da Confederação Nacional do Transporte (CNT), por meio do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC).
Atualmente, a China investe cerca de US$ 17 bilhões no Brasil. E existe disposição para ampliar o volume e os segmentos em que os recursos são aplicados, segundo o presidente da seção chinesa do CEBC, Liu Mingzhzong. “O empresariado chinês tem grande interesse no mercado brasileiro, pois tem grande expectativa com esse mercado”, destacou ele, na abertura do evento.
O mesmo foi ressaltado pelo diretor geral de Desenvolvimento Comercial do Ministério do Comércio da China (MOFCOM – sigla em inglês), Sun Chenghai: “Acredito que na parceria de agricultura e infraestrutura ainda há muito potencial para crescer, traz benefício para os dois povos”.
Conforme o presidente da seção brasileira do CEBC, embaixador Sérgio Amaral, Brasil e China entram em uma nova fase de cooperação e de parcerias empresariais, mais diversificada. “A China investiu muito em transportes e desenvolveu tecnologias. E nós temos, aqui, um desafio que é atualizar nossa infraestrutura”, salientou. Segundo Amaral, projetos já em desenvolvimento prometem colocar a China em uma posição estratégica. Mas, para alavancar ainda mais as trocas comerciais, o CEBC aponta alguns desafios, como gestos concretos para reduzir obstáculos regulatórios na China e no Brasil e elevar o grau de integração entre as empresas.
Em sua apresentação, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, destacou a disposição do Brasil de viabilizar a ampliação de investimentos em diversos segmentos. Segundo ele, entre 2014 e 2017 o valor aplicado em infraestrutura no país pelo setor privado deve chegar a US$ 1,9 trilhões, 5,1% mais que que no quadriênio anterior. Somente para logística, o valor deve somar US$ 266,5 bilhões, que representa crescimento de 6,2%.
Coutinho esclareceu, ainda, que “o Brasil viveu um significativo aumento de renda, que também provocou aumento na demanda por serviços de transporte e logística, pressionando as infraestruturas de transporte e mobilidade”. Segundo o presidente do BNDES, “os fundamentos da economia brasileira estão sólidos. Os ajustes macroeconômicos que precisam ser realizados são conhecidos. Mas há uma base sólida para o crescimento dos investimentos. A parceria entre as duas nações é de mútuo interesse e de alta complementaridade”.
O evento prevê, ainda, rodadas de negócios com apresentação de projetos realizados para empresários chineses. A programação ocorre paralelamente ao encontro de presidentes dos BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) que ocorre no Brasil.
Fonte: Natália Pianegonda – Agência CNT de Notícias
A China é, hoje, o principal parceiro comercial do Brasil. Já o mercado brasileiro representa o 9º mais relevante para os chineses. As transações comerciais já somam US$ 83 bilhões. E, se por muito tempo as trocas foram sustentadas principalmente pela exportação de commodities, atualmente o foco das negociações é mais amplo: atrair investimentos para o país.
O assunto está em debate no Seminário Empresarial Brasil China, que ocorre nesta quarta-feira, 16 de julho, em Brasília, com a participação da Confederação Nacional do Transporte (CNT), por meio do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC).
Atualmente, a China investe cerca de US$ 17 bilhões no Brasil. E existe disposição para ampliar o volume e os segmentos em que os recursos são aplicados, segundo o presidente da seção chinesa do CEBC, Liu Mingzhzong. “O empresariado chinês tem grande interesse no mercado brasileiro, pois tem grande expectativa com esse mercado”, destacou ele, na abertura do evento.
O mesmo foi ressaltado pelo diretor geral de Desenvolvimento Comercial do Ministério do Comércio da China (MOFCOM – sigla em inglês), Sun Chenghai: “Acredito que na parceria de agricultura e infraestrutura ainda há muito potencial para crescer, traz benefício para os dois povos”.
Conforme o presidente da seção brasileira do CEBC, embaixador Sérgio Amaral, Brasil e China entram em uma nova fase de cooperação e de parcerias empresariais, mais diversificada. “A China investiu muito em transportes e desenvolveu tecnologias. E nós temos, aqui, um desafio que é atualizar nossa infraestrutura”, salientou. Segundo Amaral, projetos já em desenvolvimento prometem colocar a China em uma posição estratégica. Mas, para alavancar ainda mais as trocas comerciais, o CEBC aponta alguns desafios, como gestos concretos para reduzir obstáculos regulatórios na China e no Brasil e elevar o grau de integração entre as empresas.
Em sua apresentação, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, destacou a disposição do Brasil de viabilizar a ampliação de investimentos em diversos segmentos. Segundo ele, entre 2014 e 2017 o valor aplicado em infraestrutura no país pelo setor privado deve chegar a US$ 1,9 trilhões, 5,1% mais que que no quadriênio anterior. Somente para logística, o valor deve somar US$ 266,5 bilhões, que representa crescimento de 6,2%.
Coutinho esclareceu, ainda, que “o Brasil viveu um significativo aumento de renda, que também provocou aumento na demanda por serviços de transporte e logística, pressionando as infraestruturas de transporte e mobilidade”. Segundo o presidente do BNDES, “os fundamentos da economia brasileira estão sólidos. Os ajustes macroeconômicos que precisam ser realizados são conhecidos. Mas há uma base sólida para o crescimento dos investimentos. A parceria entre as duas nações é de mútuo interesse e de alta complementaridade”.
O evento prevê, ainda, rodadas de negócios com apresentação de projetos realizados para empresários chineses. A programação ocorre paralelamente ao encontro de presidentes dos BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) que ocorre no Brasil.
Fonte: Natália Pianegonda – Agência CNT de Notícias