Florianópolis, 27.5.14 0 – O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, disse em entrevista à Patrícia Gomes da Acaert que considera um avanço a regulamentação da lei 12.977/12, sancionada e publicada no último dia 21 que trata da regras de desmontagem de automóveis e com isso, pretende combater o comércio de peças provenientes de furto ou roubo de veículos. Mas Lopes, acredita que a sua implementação pode esbarrar no excesso de exigências. Ouça a
a entrevista: Nova lei regula a atividade de desmontagem de veículos pelos ferros velhos para combater o furto e roubo de carros.
De acordo com a lei, as empresas do setor devem se dedicar exclusivamente à atividade de desmontagem. Além disso, têm que estar registradas nos órgãos estaduais de trânsito. Estabelecimentos que já trabalham com desmontagem de veículos, como ferros-velhos, terão mais três meses para se adequar às regras.
O projeto (PL 23/11) que deu origem à lei é do deputado Armando Vergílio (SD-GO), vice-presidente da CNC, e foi aprovado pela Câmara em junho do ano passado. O texto é uma das prioridades da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Roubo de Cargas, que foi lançada nesta terça na Câmara dos Deputados.
Certidão
O texto estabelece que um carro só poderá ser desmontado depois de expedida a certidão de baixa do registro, documento emitido pelo Departamento de Trânsito (Detran) quando os veículos são considerados irrecuperáveis. Está prevista também a criação de um banco nacional de dados abrangendo os carros desmontados, as atividades exercidas pelas empresas do setor e as peças destinadas à reposição.
A nova lei cobra ainda o registro das peças que virarem sucatas ou tiverem outro destino. A implementação, gestão e alimentação é de responsabilidade do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
O Contran terá também a função de disciplinar os critérios para a verificação das condições das peças usadas, os requisitos de segurança e a lista das peças que não podem ser usadas para a reposição. Somente podem ser reaproveitadas aquelas que atenderem às exigências técnicas.
As empresas que não obedecerem às regras estarão sujeitas a multas de R$ 2 mil a R$ 8 mil, de acordo com a gravidade da infração, e a outras sanções, chegando à interdição do estabelecimento, no caso de repetição de penalidades.
Fonte: Agência Câmara