Queremos o que será oferecido de bom aos turistas na Copa do Mundo*

Queremos o que será oferecido de bom aos turistas na Copa do Mundo*

Florianópolis, 12.6.14 – Hoje começa o maior evento do futebol, a Copa do Mundo. Essa edição é muito especial, porque justamente acontece no Brasil. Já tivemos a de 1950, mas a maioria de nós não viu ou não acompanhou. E quem acompanhou, não tem boas lembranças.
Como dirigente esportivo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já vivi a experiência de estar no ambiente da Seleção Brasileira de Futebol. Não era no Brasil, é verdade, era no México, em 1986. E antes, em 1982, na Copa do Mundo da Espanha, narrei os jogos da brilhante seleção de Zico, Júnior e Falcão para a rádio União de Blumenau, primeira emissora em Santa Catarina a transmitir a Copa do Mundo, com o companheiro de jornada, o saudoso comentarista, Rodolfo Sestrem.
Dois países e diferentes momentos.
A da Espanha ocorreu na redemocratização conduzida pelo primeiro-ministro Felipe González, no período pós-Franco, e a do México, durante a reconstrução do país depois de terremotos que abalaram a Cidade do México. Os dois, em seus momentos históricos e políticos, envolviam a segurança. E hoje faço uma comparação com o Brasil, no momento de insegurança da população. Porque estamos com manifestações, greves e a própria onda de violência que existe no país.
A Copa do Mundo vai ser um período em que, de repente, todas as forças de segurança, com seus sistemas de inteligência de primeiro mundo, estarão nas ruas para proteger mandatários das nações, que estarão aqui para ver os jogos de suas seleções; líderes do futebol; os times e as comissões técnicas; turistas e o povo brasileiro. Deverão ter a capacidade de segurança e o combate ao tráfico de drogas.
Como ficou explícito pelo trabalho das nossas polícias na fronteira recentemente, há entrada de traficantes e de pessoas que cumpriam penas em seus países. Nos aeroportos o controle rígido mostra que a nossa segurança no dia a dia é deficiente por descaso dos governos?
Estão mostrando que temos homens e equipamentos suficientes para a nossa segurança ou isso vai ser apenas para o mês da Copa do Mundo? Por que não aproveitamos, e tenhamos daqui para frente no Brasil, o que de bom teremos nesses 30 dias da competição? É a esperança que nos resta a partir de hoje. E que a maior competição do futebol do mundo no Brasil possa dar algo de melhor ao povo brasileiro.
E que o Brasil seja HEXACAMPEÃO!
* Pedro Lopes – presidente da Fetrancesc
Fonte: Diário Catarinense

Compartilhe este post