Florianópolis, 21.4.15 – A unidade pioneira que será no quilômetro 154 da BR-116, em Santa Cecília, vai oferecer estacionamento gratuito, serviços, espaço para descanso e cursos para os profissionais, atendendo exigências da nova lei do caminhoneiro. O investimento de R$ 15 milhões a R$ 18 milhões será da Autopista Planalto Sul e a gestão ficará por conta da Federação das Empresas de Transportes do Estado (Fetrancesc). Segundo o presidente da entidade, Pedro Lopes, o projeto será referência para as demais unidades no Brasil. Em SC, estão previstas mais três na BR-101, uma em Xanxerê e outra em Campos Novos.
Coluna Estela Benetti/Diário Catarinense
Levy: próximo foco é reduzir desoneração da folha de pagamento
Nova York- Em breve conversa com a imprensa entre uma série de encontros com investidores em Nova York, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que, tão logo volte ao Brasil, nesta terça-feira, pretende se concentrar no projeto de lei sobre a redução da desoneração da folha de pagamento das empresas. Ele reconheceu que a medida “não tem se mostrado tão efetiva”.
– Esse realmente é o nosso foco, porque ela (a desoneração) não tem se mostrado tão efetiva, e é muito importante a gente ter uma sinalização nessa área. Esse vai ser um tema bastante importante e acho que, aos poucos, tem tido um maior entendimento, inclusive das próprias empresas. Acho que é importante estar bem focado para encontrar uma solução rapidamente – disse.
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Falta de energia afeta a produção do Oeste
A queda do fornecimento de energia elétrica para parte do Oeste devido a um tornado em Xanxerê ontem prejudicou mais a produção de leite. As agroindústrias não tiveram prejuízos maiores porque a maioria antecipou o feriado para ontem e retoma os abates hoje. As informações são do diretor de Agropecuária da Coopercentral Aurora Alimentos, Marcos Antonio Zordan, que também é produtor de frangos e suínos. Segundo ele, em função da instabilidade da qualidade da energia na região, muitos agricultores têm geradores para garantir energia à conservação do leite. Quem não conta com esse equipamento pode perder a produção porque é preciso conservar produto em -4ºC na propriedade antes de encaminhar às indústrias.
As agroindústrias também investem em geradores de energia para emergências, mas sem a oferta maior do sistema da Celesc não é possível manter as atividades de abates e conservar as carnes, explica o empresário. O município de Pinhalzinho enfrentou falta de luz no meio da tarde, mas logo o sistema foi religado. Outros setores industriais e o comércio que não antecipou o feriado para ontem tiveram perdas devido à falta de luz. Aliás, o Oeste reclama há tempo da qualidade da energia. Coluna Estela Benetti/Diário Catarinense
Crise e oportunidades para marcas
O empresário Valério Gomes (D), eleito Personalidade de Vendas ADVB/SC 2015, falou ontem, de forma descontraída, ao lado do presidente da associação, Octávio Lebarbenchon (E), sobre a importância do marketing e do projeto que mais o orgulha, o empreendimento Cidade Criativa Pedra Branca, de Palhoça. Segundo Valério, o desafio é onde há o paraíso (a Grande Florianópolis) procurar transformar a Pedra Branca num laboratório urbano, que ajude a melhorar as cidades para as pessoas.
Tanto ele quanto Lebarbenchon têm uma opinião comum sobre marketing: neste momento de crise econômica, os investimentos nas marcas são fundamentais. Coluna Estela Benetti/Diário Catarinense
Náutica em alta
Itajaí conseguiu superar expectativas nos 15 dias de recepção à regata Volvo Ocean Race. Atraiu mais de 300 mil pessoas no período, garantindo uma festa na cidade e agradando a maioria. A Vila da Regata começou a ser desmontada e 103 contêineres da APM Terminals levarão a estrutura para a próxima etapa, nos EUA.
Na bolsa
Empresas listadas na bolsa de valores são mais transparentes e perseguem gestão eficaz, por isso, na maioria das vezes, conseguem melhores resultados aos acionistas. A coluna destacou ontem que as companhias catarinenses que estão na Bovespa somaram lucro líquido de R$ 5,4 bilhões em 2014. Esse resultado foi obtido principalmente por meio da atividade-fim de cada empresa e não de operações na própria bolsa como ficou implícito na capa do jornal. Coluna Estela Benetti/Diário Catarinense
Na bolsa 2
Para o economista e professor Idaulo José Cunha, os resultados das companhias de SC presentes na Bovespa revelam que boa parte mostra sinais de colapso. Ele avalia que a Celesc e Casan lucraram mais por artifícios contábeis, as grandes – BRF, Tractebel e WEG – foram bem, mas o setor têxtil mostra degradação do outrora pujante complexo, e o metalmecânico também está com empresas em crise. Para ele, a Tupy, uma das estrelas da indústria nacional, contabilizou lucros ínfimos diante de seu potencial e presença global. Coluna Estela Benetti/Diário Catarinense
SÉRGIO DA COSTA RAMOS
A ameaça ratoide
O que seria mais temível? A dengue hemorrágica, que se espalha pelo Brasil, ou a epidemia de cleptomania, infectando agentes públicos que se habituaram a raspar os cofres da administração – seja federal, estadual ou municipal?
Trata-se de uma verdadeira “gripe ratoide”, que já contaminou o país. Como na Idade Média, em que as doenças transmissíveis e letais – peste bubônica, cólera ou hanseníase – confinavam os contaminados em vales de grandes cavernas, distantes dos perímetros citadinos, o pânico já se espalha pelas esquinas e pelos ambientes que concentrem mais do que meia dúzia de pessoas.
Um suspiro já é motivo para uma “investigação”. Um espirro abre uma clareira no meio da multidão:
– Olha a gripe ratoide aí, gente! Sebo nas canelas!
Outro dia um sujeito cometeu a heresia de espirrar dentro da hermética cabine de um avião. Quase foi jogado pra fora, da altura de 11 mil metros. Os passageiros correram para a cauda do aparelho, as primeiras poltronas – onde se sentara o “manifestante” – ficaram desertas. Foi preciso que o comandante alertasse para o perigo do “desequilíbrio” da aeronave. Um pouso de emergência ocorreu no Recife, onde suposto doente foi internado num hospital especializado em erradicação de endemias.
A gripe mais grave não ameaça o aparelho respiratório. Não se trata de uma nova gripe espanhola, a célebre pandemia que ceifou mais de 20 milhões de vidas em 1918. Nem da febre da dengue, causada pelo minúsculo mosquito Aedes aegypti, que esconde poderosa peçonha por trás deste solene nome latino. É muito pior: é uma gripe universal, um vírus mutante que troca de veneno de hora em hora.
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Há no mundo uma gripe ainda pior. Cuja disseminação pode matar uma nação inteira. É o vírus da Cleptocracia que assola o país, a famosa febre ratoide, cujos sintomas se espalham pelos gabinetes da administração pública. É só um administrador do esquema espirrar e – zás! –, saem de seus bolsos as nomeações secretas, as licitações fraudulentas, as verbas da Comissão de Orçamento, os incentivos “culturais”…
Náuseas que acabam provocando o vômito instantâneo em 200 milhões de brasileiros.
Moacir Pereira – Diário Catarinense
Transparência
A CBF bem que poderia conhecer a experiência de gestão moderna com que o presidente Nereu Martinelli comanda o Joinville Esporte Clube. Na presidência da Martinelli Auditores, ligado online com a tesouraria do JEC, controla tudo e sabe a origem e o destino de cada real. Dedica 70% do tempo ao Joinville com paixão de torcedor. Tudo com total transparência.
curtas
Do deputado Leonel Pavan (PSDB), sobre o abandono da estrada de aceso ao parque Beto Carrero: “O mato tomou conta, roubaram a fiação e a rodovia está totalmente às escuras”.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional autorizou formalmente a Prefeitura de Florianópolis a iniciar as obras do viaduto do Rio Tavares.
Portos
Presidente da Frente Parlamentar dos Portos e Aeroportos, o deputado Patrício Destro (PSB) vai reunir diretores de portos do Estado para uma nova bandeira: a transformação em superintendência da Delegacia da Receita Federal em Itajaí. A alteração beneficiaria todos os portos catarinenses. Itajaí vai ampliar a bacia de evolução e receber navios com 275 metros de comprimento. Elevará o movimento de contêineres em Itajaí e Navegantes.
O líder
No final da palestra do ex-senador Pedro Simon (PMDB) na reunião da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), o empresário Osvaldo Silva (Nei) pediu a palavra e sugeriu que o político gaúcho, por sua irretocável biografia, liderasse um movimento pelas mudanças e reformas. Alertou para o perigo das manifestações que estão difusas e não têm uma liderança com credibilidade.
Duas sugestões para este feriado de Tiradentes. no cinema, A Teoria de Tudo, filme excepcional, com interpretação brilhante e genial do ator inglês Eddie Redmayne, vencedor do Oscar. Roteiro com passagens emocionantes que conta a história do físico Stephen Hawking. Nas locadoras, A 100 passos de um sonho, cenário belíssimo e história comovente. Ambos enaltecendo o valor e a importância da família.
Ministro Joaquim Levy fala em reconstruir a Petrobras
Em encontro das Américas de Política Monetária, em Nova York, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a apresentação do balanço auditado da Petrobras, marcada para amanhã, será “mais um passo na reconstrução da empresa”. Levy também destacou a renovação do conselho de administração da estatal, que deverá ter mais profissionais da iniciativa privada e menos indicações políticas.
A Petrobras está atrasada na divulgação dos resultados contábeis do ano de 2014 e do terceiro trimestre (dados revisados) em razão do durante a Cúpula impacto das investigações da Operação Lava-Jato, sobre o esquema de corrupção na companhia. Os números devem conter as perdas referentes aos desvios.
A dívida líquida de R$ 300 bilhões será a próxima batalha da diretoria da Petrobras depois da entrega dos balanços auditados.
EDITORIAL
Passo promissor
O projeto de concessão de áreas da infraestrutura, anunciado pelo ministro da Fazenda, poderá reverter o imobilismo e o preconceito do governo.
Começa a ser desfeito o preconceito, mesmo que encoberto, que prosperava no atual governo contra a ampliação do alcance das parcerias do setor público com a área privada. Sinal importante nesse sentido foi emitido em Washington, no fim de semana, durante reunião do Fundo Monetário Internacional, quando o ministro da Fazenda anunciou para o próximo mês o lançamento de um programa de concessões de infraestrutura com potencial para atrair investidores privados e destravar a economia. É um passo promissor para a reversão do imobilismo que praticamente paralisou, nos últimos anos, as relações do governo com empreendedores dispostos a compartilhar iniciativas oficiais.
A disposição para a parceria é dirigida especialmente a investidores internacionais, num contexto em que grandes grupos brasileiros, tradicionais tocadores de obras, estão fragilizados sob investigação na Operação Lava-Jato. Aeroportos, rodovias, ferrovias, portos e outras áreas com potencial para investimentos estão sempre nas listas de promessas de concessões, uma das formas consagradas de estabelecer parcerias, mas as intenções não se tornam efetivas. O ministro Joaquim Levy observou que o Brasil tem tradição nessa área e aos poucos terá de volta a confiança de interessados em financiar obras e explorar serviços.
O país tem a seu favor a credibilidade conquistada pelo ministro, interna e externamente, e a aceitação de seu plano de recuperação das contas públicas. Apesar de as previsões de curto prazo não serem entusiasmantes, em relação a crescimento e outros indicadores, ficou evidente no encontro do FMI que há uma aposta de médio e longo prazo no Brasil, que inclui a possibilidade concreta de maior participação privada nos esforços de restauração da infraestrutura.