Tubarão, 27.7.16 – A inauguração da duplicação do trecho sul da BR-101, em Tubarão, ficou mesmo para agosto. A previsão se mantém, porém o dia da cerimônia ainda não foi informado oficialmente pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Segundo a assessoria de imprensa do órgão em Florianópolis, alguns nomes importantes devem vir à região para a liberação da obra, como o ministro dos Transportes Maurício Quintella Lessa, e o presidente interino Michel Temer. A conclusão da ponte Cavalcanti e obras complementares já foi adiada pelo menos três vezes, e é um dos últimos gargalos a ser solucionado no trecho sul da rodovia federal. A ponte terá 340,8 metros de comprimento e 12,1 metros de largura, com duas faixas de rolagem e acostamento. A nova ponte sobre o rio Tubarão vai abrigar o tráfego no sentido Porto Alegre-Florianópolis, melhorando o fluxo na BR-101. (Fonte: Diário Catarinense – Lariane Cagnini)
Pedágio nas SCs
Esta coluna antecipou, segunda-feira, a informação sobre os estudos para a concessão das rodovias estaduais. Ontem, em reunião com executivos dos veículos catarinenses de comunicação, o governador Raimundo Colombo afirmou que estão quase prontos os estudos para a concessão de algumas rodovias estaduais para cobrir os custos de manutenção, mas não citou quais os trechos previstos para terem cobrança de pedágio. Alertou ainda para o déficit na saúde. “Vai superar os R$ 800 milhões em 2016.” (Fonte: Diário Catarinense – Moacir Pereira)
Sem berço, sem escala
A paralisação das obras de reforço e realinhamento dos berços 3 e 4, por falta de pagamentos, já trouxe o primeiro grande prejuízo para o Porto de Itajaí. Em agosto deveria ocorrer a estreia do serviço de embarque de soja no terminal, mas o navio graneleiro terá a escala cancelada por falta de lugar para atracar – um revés que agrava a crise no porto.
A operação era expectativa de novo fôlego para o terminal, que desde o ano passado perdeu metade da movimentação de navios e contêineres. A estimativa é que a movimentação de grãos, assim que engrenar, represente um crescimento de 38% na atividade em Itajaí.
Em junho o governo federal chegou a anunciar que pagaria R$ 4,8 dos R$ 8 milhões que deve à construtora Serveng, responsável pela obra nos berços 3 e 4. Mas o repasse foi cancelado na última hora por falta de dinheiro na Secretaria Especial de Portos (SEP), hoje vinculada ao Ministério dos Transportes. Há expectativa de que o dinheiro seja liberado esta semana, já que a União fez uma nova remessa de recursos para a SEP.
A construtora comprometeu-se a retomar os trabalhos assim que a primeira parcela for paga. As obras começaram em 2014 e deveriam ter sido concluídas no fim do ano passado, mas foram atingidas pela crise no governo federal.
Em Brasília – O ministro Maurício Quintella Malta Lessa recebe na próxima semana uma comitiva de Itajaí que levará a ele os principais entraves do porto. O encontro, intermediado pelo senador Dalírio Beber (PSDB), coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, vai tratar da obra dos berços 3 e 4, da dragagem do canal de acesso, dos recursos para a segunda etapa da nova bacia de evolução, e da extensão de contrato da APM Terminals, arrendatária do terminal. (Fonte: Diário Catarinense – Dagmara Spautz)
Pode parar
Satisfeito com o andamento das obras no trecho entre a rua Tuiuti e o aeroporto, o secretário João Carlos Ecker (Infraestrutura) afirmou na sua passagem de ontem por Joinville que a duplicação da rua Santos Dumont poderia estar mais avançada no lote central se houvesse mais “colaboração” dos donos de imóveis. O trecho citado por Ecker é aquele de quatro quilômetros entre as universidades e a Tuiuti.
– Muitos liberaram as áreas, mas há donos que ainda não permitiram os trabalhos. Tem que ter compreensão, os imóveis vão se valorizar com a obra, não queremos disputa na Justiça – diz o secretário.
A prefeitura é responsável pelas desapropriações, mas espera contar com repasse prometido pelo Estado em 2015. A obra do governo do Estado deverá consumir perto de R$ 50 milhões. (Fonte: Diário Catarinense – Jefferson Saavedra)
No Porto de Itapoá elas têm preferência
Quando ainda começava a operar, há cinco anos, o Porto de Itapoá, no Norte do Estado, teve uma surpresa nos seus processos de recrutamento: 29% dos currículos eram de mulheres. Havia de tudo, donas de casa, universitárias, jovens, mulheres maduras. A procura do público feminino foi considerada alta por se tratar de um setor predominantemente masculino. E elas ainda tinham uma vantagem sobre os homens: quase nenhuma faltava aos processos seletivos.
– Percebemos que as mulheres eram mais engajadas e estavam muito interessadas em trabalhar conosco – explica a gerente de gestão e desenvolvimento de pessoas, Ilcilene de Oliveira.
Assim nasceu, em 2013, a primeira edição do programa Mulheres Portuárias, com o objetivo de preparar mais mão de obra feminina para o setor. A aposta deu certo. Foram capacitadas e contratadas 47 mulheres, todas da região.
– Passamos a ter menos quebra de máquinas, menos gastos com manutenção, entre outras vantagens – afirma Ilcilene.
Uma delas foi Josiane de Aguiar. Aos 26 anos, ela trabalhava na área administrativa de uma empresa. Soube da vaga pela internet e decidiu se candidatar. Foram cerca de quatro meses para aprender a ser operadora de equipamento portuário, o que significa dirigir um caminhão com um tipo de guindaste para a movimentação de cargas. Em seguida, Josiane começou a trabalhar e desde então subiu um nível na hierarquia. Casada e com uma filha, ela faz jornadas de quatro dias de trabalho – são 12h por dia – e folga os quatro seguintes. Assim, sobra tempo para passar com a filha.
As 47 mulheres, entretanto, ainda eram uma gota em um universo de seis centenas de homens. Mas Josiane garante ter tido excelente recepção. Às vezes, diz, é preciso ter algum jogo de cintura. De acordo com gestora de RH, alguns homens, eventualmente, ficam enciumados com o desempenho delas.
Tudo ia bem no Porto de Itapoá até que três gestantes saíram da empresa e veio o alerta. Se estavam chamando mulheres, precisavam dar condições para que elas ficassem. Era necessário pensar em questões que não existiam antes, como os cuidados com os filhos. Com falta de creches na cidade, o porto capacitou moradoras em um curso de cuidadoras infantis. Além disso, uma escola para crianças de até um ano foi criada.
Hoje, após duas edições do programa, a quantidade de mulheres está próxima da meta de 20% estabelecida pela própria empresa. Dos 650 funcionários, 19% são mulheres. O próximo passo será desenvolver planos de carreira e trabalhar para que elas ocupem cargos de liderança.
– Precisamos motivá-las – diz a gestora de RH.
Josiane, pelo jeito, não vai precisar de motivação extra. Quando confrontada com os números de pesquisas que demonstram a alta desistência das mulheres em crescer até a chefia, não esmorece:
– Comigo isso não vai acontecer, eu vou até o fim. Pra isso, vou voltar logo para a universidade para estudar logística – diz. (Fonte: Diário Catarinense)
Dívida dos Estados entra em votação na próxima semana
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM -RJ), declarou ontem que colocará o projeto da renegociação da dívida dos Estados em votação no início da próxima semana. Maia anunciou que irá convocar sessões deliberativas no plenário da Casa na segunda, terça e quarta -feira. Esta será a estreia do parlamentar no comando de uma votação. Apesar do otimismo de Maia, alguns parlamentares consideram que o quórum pode ser baixo devido a volta do recesso parlamentar.
Maia considera que poderá haver apoio inclusive da oposição para garantir a aprovação da matéria, que é defendida pelo governo interino de Michel Temer.
– Vou marcar uma reunião de líderes e sessão no plenário para segunda, terça e quarta de manhã. Espero que a gente possa ter produtividade. Acho que a renegociação da dívida, ela é um projeto de lei complementar. Acho que os governadores da oposição também têm interesse em aprovar. Lógico que pode ter um bom consenso na segunda ou terça para a gente votar essa matéria.
Segundo Maia, não houve um novo pedido do governo sobre a PEC da renegociação, porém ele tem sido procurado por servidores de diversos Estados que estão preocupados com o texto, principalmente, segundo ele, com aspectos que abordam a terceirização.– O maior pleito de servidores dos Estados é em relação ao que se incluiu de Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) dentro da lei que torna mais rígido, inclusive a questão de incorporação de gratificações desses temas. Acho que dá para tentar compor algo para que a gente consiga a aprovação disso logo nos primeiros dias de agosto – disse.
Além da PEC da renegociação da dívida dos Estados, Maia também afirmou que a sua expectativa é aprovar o projeto que altera as regras de exploração do pré-sal ainda mês de agosto, antes da eleição municipal. As duas matérias, contudo, são consideradas polêmicas inclusive pelo líder do partido de Maia, Pauderney Avelino (AM), que também compõe a base de Temer. Segundo Pauderney, os temas devem ser colocados em votação, porém ele acredita que haverá muita resistência e manifestações contrárias no plenário até mesmo de aliados. Para o líder do DEM, a PEC da renegociação é injusta, pois beneficia os maus pagadores. Já a PEC do pré-sal poderá ter uma obstrução forte devido a pressão popular. (Fonte: Diário Catarinense)
OPS!
O acordo entre ANTT, Autopista Litoral Sul e Proactiva, sobre o contorno viário em Biguaçu, foi firmado em processo da 6ª Vara Federal de Florianópolis (Vara Federal Ambiental), com a condução do juiz federal Marcelo Krás Borges, e não a 2a Vara Cível de Biguaçu, como publicado na nota “Um a menos”, na coluna de 19/7. (Fonte: Diário Catarinense – Ângela Bastos)
Por que ações de empresas de SC têm alta na bolsa
Após anos de queda ou resultados pífios do índice da BMF&Bovespa, o mercado começa a ver luz no fim do túnel e vai às compras de ações. Papéis de empresas catarinenses que estavam bem seguem favoráveis e outros que estavam estáveis começam a se destacar. Como o DC mostrou ontem em reportagem, do início do ano até segunda-feira as ações da Celesc saltaram 75%; as da Schulz, 35%; Engie Brasil Energia (ex-Tractebel), 24%; Cia Hering, 22%; da WEG, caíram -0,61%; BRF Foods, -4,5%, e da Tupy, -23%. A maioria dessas companhias têm bons fundamentos e cenários favoráveis, por isso alguns resultados negativos do mercado não estão em sintonia com a solidez dos negócios. A maior alta foi registrada pela Celesc. Há pelo menos três razões para a valorização das ações, segundo o presidente da companhia, Cleverson Siewert. A primeira foi um processo de fusão e aquisição no qual um grupo chinês comprou parte da paulista CPFL e governo promoveu mudanças em algumas regras que estavam prejudicando distribuidoras. A segunda é a expectativa de retomada do crescimento com as definições do cenário político e a terceira, são as constantes melhorias na gestão da empresa que estão impactando positivamente. A alta das ações da Engie não surpreende porque as ações da companhia têm se mantido acima da média do setor nos últimos anos, ela segue investindo e anunciou novo foco em geração distribuída. Já o desempenho dos papéis da WEG não estão em sintonia com os resultados positivos da empresa que tem atuação global, produtos estratégicos e inovadores. Dá para concluir que os investidores esperavam ainda mais da multinacional jaraguaense. O crescimento de 35% dos papéis da Schulz, produtora de autopeças e compressores de ar, está ligado à continuidade de projetos para veículos, uso de novas tecnologias, expectativas de melhorias do mercado interno, produtos mais barados e mais exportações no segmento de compressores. Os resultados da Hering, com alta de 22%, também indicam otimismo com a retomada econômia. A queda dos papéis da BRF de -4,5% reflete principalmente a queda do consumo de alimentos industrializados no mercado interno em função da crise econômica e a Tupy ainda sente o impacto das menores vendas do setor automotivo no Brasil e riscos no exterior, com dúvidas sobre o crescimento da Europa após o Brexit. (Fonte: Diário Catarinense – Estela Benetti)
Isenção do ICMS
As agroindústrias familiares também terão um programa de isenção de ICMS, a exemplo da lei que beneficia os pequenos produtores rurais, sancionada na semana passada pelo governador Raimundo Colombo. Pela lei, que deve entrar em vigor dentro de 120 dias, produtores que comercializam até R$ 120 mil em produtos como doces, pães e queijo, na venda direta ao consumidor, não precisarão pagar os 17% de ICMS.
A Secretaria de Agricultura do Estado informou que está sendo finalizado um projeto similar que deve beneficiar as pequenas agroindústrias. (Fonte: Diário Catarinense – Darci Debona)
