Clipping Imprensa – Governo propõe ampliação em Jaguaruna

Clipping Imprensa – Governo propõe ampliação em Jaguaruna

Jaguaruna, 2.2.16 – Empresas catarinenses gastaram cerca de R$ 6 bilhões em importações através de aeroportos de carga em 2015, segundo estimativa do governo do Estado. No entanto, esse dinheiro não ficou em terras catarinenses devido à falta de um aeroporto de carga de grande porte. Para resolver esse problema logístico, o governador Raimundo Colombo (PSD) apresentou ontem ao ministro interino da Secretaria de Aviação Civil, Guilherme Walder Mora Ramalho, em Brasília, uma proposta de ampliação do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, de Jaguaruna, no Sul do Estado, para que possa receber cargas.
Durante a conversa, Colombo tratou também dos encaminhamentos para incluir o aeroporto Hercílio Luz, de Florianópolis, no pacote de leilões para concessão à iniciativa privada e de investimentos em aeroportos regionais, como o de Chapecó.
A proposta do governo para o aeroporto de Jaguaruna, é ampliar a pista para que o local tenha condições de fazer também o transporte de cargas. A infraestrutura atual possui pista com 2,5 mil metros de comprimento por 30 metros de largura. Para trabalhar com transporte de cargas, a ampliação prevista é 3,7 metros de comprimento por 45 metros de largura. De acordo com o governador, pela localização geográfica, poderia ser utilizado por empresas dos Estados vizinhos Paraná e Rio Grande do Sul.
– A Secretaria de Aviação Civil vai custear alargamento da pista, e o governo de Santa Catarina faz as demais alterações. É uma obra importante para aquela região – afirmou o ministro Guilherme Ramalho.

Florianópolis com Salvador e Fortaleza – Outros aeroportos catarinenses também foram citados no encontro. O Aeroporto Internacional Hercílio Luz, de Florianópolis, está no programa de concessões para a iniciativa privada. O ministro Guilherme Ramalho explicou que a proposta é lançar o leilão de Florianópolis junto ao dos aeroportos de Salvador, Fortaleza e Porto Alegre, todos com estudos de viabilidade concluídos em dezembro de 2015. A proposta está agora com o Tribunal de Contas da União (TCU) e deve ser encaminhada para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que realizará audiência pública sobre o tema em março. A projeção é lançar o edital entre abril e maio e, depois de 60 dias, ter o nome da empresa vencedora.
– Saio da reunião otimista, pois o único limite que temos é a burocracia. Vi boa vontade do governo federal e isso é o mais importante – disse Colombo.

Projetos para reforçar aviação regional também foram debatidos – Sobre o Aeroporto Hercílio Luz, na Capital, o governo informou que as obras do acesso, na SC-405, estão em andamento. O primeiro lote compreende duplicação de trecho de 3,55 quilômetros no bairro Carianos, entre o trevo da Seta e o Estádio da Ressacada. O investimento é de R$ 23,1 milhões.
O segundo lote abrange a duplicação de trecho de 6,48 quilômetros, entre o acesso à SC-405 e o terminal do aeroporto, no valor de R$ 28,3 milhões. Também estão em andamento trabalhos complementares como a construção de um viaduto em frente ao Estádio da Ressacada e a reforma da ponte sobre o rio Tavares, no valor de R$ 4,9 milhões.
Durante o encontro em Brasília, Colombo e o ministro conversaram ainda sobre projetos em andamento para reforço dos aeroportos regionais, como a ampliação do aeroporto de Chapecó, no Oeste, e o início das atividades do aeroporto de Correia Pinto, na Serra. Participaram da audiência o secretário estadual do Planejamento, Murilo Flores, o secretário executivo de Articulação Nacional, Acélio Casagrande, e a secretária adjunta Lourdes Martini. (Fonte: Diário Catarinense)

Ônibus têm estreia com espera e aperto

Depois de um dia útil de estreia com ônibus lotados – alguns transportando quase o dobro da capacidade – e sinalização improvisada, o transporte público em Blumenau volta, hoje, a operar novamente com catraca livre e com as mesmas 51 linhas.
A informação foi confirmada pela Viação Piracicabana em nota oficial. A empresa irá colocar 15 ônibus a mais nas ruas, todos no reforço das linhas troncais, totalizando 95 veículos. Os itinerários e os horários serão os mesmos. A empresa, responsável pelo contrato emergencial do transporte coletivo na cidade, culpou o atraso nas rescisões dos funcionários da Glória pelo número menor de ônibus em circulação. Eram previstos pelo menos 190 essa semana.
Ontem, passageiros enfrentaram atrasos e terminais cheios de pessoas que esperavam pelos coletivos lotados. Sem espaço e com pouca gente desembarcando, quem já estava no terminal não conseguia seguir viagem.
Além dos ônibus cheios, o problema que foi reconhecido pelo Serviço Municipal de Trânsito e Transporte de Blumenau (Seterb) ainda na manhã de ontem, os usuários do transporte coletivo se queixaram das mudanças de itinerários. A alteração mais comentada foi na linha 704, que atende o Passo Manso. A linha sai do Terminal da Proeb e não mais da Fonte. Já nas redes sociais, as críticas eram sobre o trajeto feito pela linha 507, que até então ir até o bairro Bela Vista, na divida de Blumenau e Gaspar.
Segundo o poder público, como a Piracicabana não tem autorização do Deter/SC para atuar no transporte intermunicipal, foi preciso se adaptar este itinerário e agora a linha só vai até a Malwee. A justificativa dada pela Executivo para a alteração da 704, foi a otimização do funcionamento e atendimento aos passageiros deste itinerário.
Fiscais do Seterb reconhecem que os 80 ônibus que estavam circulando pelas ruas da cidade ontem são insuficientes para atender toda a demanda. Segundo o diretor de Transportes, Lairto Leite, a autarquia e a Piracicabana estão com fiscais nos terminais para acompanhar o movimento e, quando necessário, acionar motoristas para operar em viagens extras e reduzir o tempo de espera dos usuários. Apesar dos problemas pontuais, Leite avaliou o serviço desta manhã como positivo:
– A lotação hoje é natural, mas é bom ver que a população está procurando novamente o serviço. Estão confiantes no transporte – diz.
Até o momento, a Piracicabana registrou a contratação de 637 funcionários. Em nota, a empresa apelou para que os funcionários do Siga se dirijam até a sede, na rua Almirante Tamandaré, 1.500.
A empresa admitiu alguns problemas técnicos nos ônibus ontem e disse que uma equipe de manutenção está sendo formada, de acordo com as contratações confirmadas. Sobre os horários, as escalas devem ser revistas ao longo da semana. Conforme o número de ônibus e funcionários aumentarem, as linhas serão ampliadas. (Fonte: Diário Catarinense)

Futuro do transporte

O prefeito Napoleão Bernardes convocou quatro secretários para acompanhá-lo na reunião conjunta de conselho e diretoria da Associação Empresarial de Blumenau (Acib) ontem à tarde. Dois representantes da Viação Piracicabana também participaram e, em conjunto, explicaram todos os processos em andamento para garantir que o serviço de transporte coletivo volte ao normal o mais rapidamente possível.
Não restou dúvidas sobre o que foi dito. Aparentemente, tudo flui como deveria, a não ser pela demora em contratar funcionários, que estaria sendo provocada pela lentidão do processo de rescisão de contratos na Nossa Senhora da Glória.

Eficiência – As dúvidas, em maior parte, estão na futura concessão do serviço. Os empresários se mostraram preocupados não só com a elaboração do processo, mas principalmente com a eficiência do modelo a ser proposto. Foi sugerida, por exemplo, a criação de um grande fórum com representantes da sociedade para que acompanhe e faça sugestões em prol da sustentabilidade do futuro contrato e da mobilidade das pessoas. Pelo exemplo que tivemos, independente da parcela de culpa de cada parte, peço que ouçam os interessados.

Superlotação – Ônibus de menos para gente de mais e deu no que deu. O primeiro dia útil de transporte coletivo depois da quebra de contrato com o Consórcio Siga foi sofrível para o blumenauense. Na foto do blogueiro Jaime Batista da Silva, feita no fim da tarde na Avenida Beira-Rio, a prova de que o sistema emergencial não deu conta do recado no início da operação. Falta pessoal para dirigir e, por isso mesmo, faltam ônibus e horários. (Fonte: Diário Catarinense – Pancho)

Eu gostaria de usar ônibus, por Alfredo Lindner Jr.*

Em resumo, é isso! Eu gostaria de usar o transporte coletivo da mesma forma que o utilizo em países e cidades que investem em mobilidade urbana.
Não pretendo falar sobre o conceito ultrapassado de conivência, dependência ou de financiamento de campanhas políticas, sempre negado e cada vez mais real em todo o país. Presumo inocentemente que isso hoje não passe mais pela cabeça dos administradores públicos, pois se assim fosse, estaria perdendo meu tempo ao escrever e vocês, leitores, perdendo o seu tempo em ler. Não falarei sobre o “inbroglio” recente de Blumenau, se planejado, um fato público provocado e orquestrado com marketing político ou se uma decorrência natural de um sistema ultrapassado. Cada um tem direito à sua convicção, mas não é o que interessa no momento.
Também não perderei tempo tentando provar a evidente e óbvia importância do transporte coletivo, público ou privado, na mobilidade urbana. Não falarei de conforto, pontualidade, integração com outros modais, frequência, disponibilidade e custo, fatores básicos e imprescindíveis se pensarmos que o sistema – incluindo terminais e regiões atendidas – deve ser atrativo a todos, pobres ou ricos, saudáveis ou com limitações físicas. Uma palavra diz tudo, respeito. Respeito ao cidadão, à cidade!
Mobilidade urbana é uma necessidade fundamental e o transporte coletivo, a ferramenta principal. Não falarei sobre a viabilidade econômica do sistema, pois especialistas provam que não é lucrativo para uma empresa, pública ou privada. Também não me preocupa saber se temos ou não direito garantido por alguma lei, menor ou maior. Então, o que eu quero?
Quero ser motivado. Quero ter segurança, quando utilizá-lo ao sair de casa para o trabalho ou os meus filhos e netos o utilizarem para ir à escola. Que tenhamos certeza de sair e chegar no horário, mesmo que para isso o poder público tenha que assumir custos, tornando o sistema viável. Nossas cidades clamam por isso, os nossos centros urbanos precisam ser devolvidos às pessoas, criando espaços de convivência e saúde, espiritualidade e bem-estar. Sem luxo, mas não como lixo.
*Arquiteto e Urbanista – Blumenau (Fonte: Diário Catarinense – Artigos)

Fiscalização

A Polícia Rodoviária Federal realiza esta semana uma operação de abordagem a veículos estrangeiros. Os motoristas de fora que tiverem multas registradas terão o carro apreendido até o pagamento. Segundo a PRF, nesta época do ano muitos turistas visitam a região Sul e as multas aplicadas aqui acabam não sendo pagas depois que eles retornam. (Fonte: Diário Catarinense – Ricardo Dias)

Também na pauta

O transporte coletivo de Itajaí também é um dos assuntos que deve entrar na pauta da Câmara em 2016. Conforme Pissetti, a questão precisa ser debatida antes que a cidade enfrente o mesmo problema que Blumenau — na Justiça corre uma ação que pede a anulação da concessão. Há ainda uma indicação do próprio vereador para que o município subsidie o custo do sistema e ofereça gratuidade de passagens aos usuários — a intenção é criar um fundo para que isso seja possível. (Fonte: Diário Catarinense – Maikeli Alves)

Acesso restrito

O Governo do Estado está otimista com a perspectiva de destravar o principal imbróglio no acesso ao Aeroporto Hercílio Luz: o licenciamento ambiental do chamado lote 01b, trecho de 2,5 quilômetros entre o trevo do bairro Carianos e o acesso à SC-405 na tapera, que não recebeu nenhuma intervenção até hoje por falta de licença ambiental. Wanderlei Dagostini, presidente do Deinfra, diz que uma reunião com o Icmbio praticamente acertou os ponteiros depois de mais de dois anos de espera. Agora é apenas uma questão de tempo para a liberação.

Aliás – Mesmo que o governo obtenha a licença ambiental, uma outra etapa pode atrasar o efetivo início das obras. Trata-se das indenizações para retirada das famílias que vivem no loteamento Recreio Santos Dumont. O governo fala em R$ 50 milhões para bancar todas as mudanças, mas já há quem calcule em cerca de R$ 100 milhões. Em tempos de crise financeira será que o Estado vai bancar esta babilônia? (Fonte: Diário Catarinense – Rafael Martini)

Risco de morte

Conversa de um grupo de adolescentes que estava perto de mim no mercado:
– Vamos aproveitar para “abastecer” pro Carnaval?
– Não, aqui é caro, e também é melhor deixar pra mais perto, porque senão a gente bebe tudo antes da sexta-feira.
– Vamos comprar só cerveja? Acho melhor vodca, pra fazer uma mistura. A gente fica doido mais rápido.
E saíram dali, dando risada. Deixaram para “abastecer” para o Carnaval com bebidas alcoólicas mais perto do fim de semana. Pelo menos dois rapazes do grupo não tinham cara de serem maiores de idade. Vão beber e, provavelmente, dirigir depois. Este é um tema muito sério, e para o qual não tenho achado
esposta: como colocar na cabeça dessa meninada (e de muita gente mais velha, também) que não dá para beber e dirigir?
O problema, aliás, não é só esse. A saúde de quem bebe exageradamente também fica comprometida. Por isso, o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) alerta sobre os riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas por jovens e destaca a necessidade de ações de prevenção. É importante que se saiba que a intoxicação severa por álcool – ou overdose de álcool – é uma ameaça à vida. O coma alcoólico pode anteceder a morte. Mais de uma vez já ouvi jovens se vangloriando de beberem em festas até quase entrarem em coma. Pobres coitados, não sabem o risco que estão correndo.
A ingestão de bebidas alcoólicas, nesses casos, ocorre de forma tão intensa que, além da perda de consciência, áreas do cérebro que controlam funções vitais, como respiração, batimentos cardíacos e temperatura do corpo começam a falhar. Podem progredir até chegar ao coma e, finalmente, à morte. Não existe uma dose segura que sirva para todas as pessoas, porque cada organismo reage de uma maneira ao álcool. Mas especialistas informam que o fígado de uma pessoa saudável consegue metabolizar uma dose de álcool por hora. Por uma dose entenda-se 360 ml de cerveja (uma lata), 150 ml de vinho (uma taça) ou 45 ml de destilado (uma medida do dosímetro). Acima de cinco doses, a pessoa corre riscos de inúmeras naturezas (acidentes, ferimentos, quedas). Acima de 10, há risco de morte por toxicidade alcoólica (coma alcoólico, parada respiratória e cardíaca). É bom pensar nisso antes de sair por aí “bebendo todas” no Carnaval. (Fonte: Diário Catarinense – Viviane Bevilacqua)

Dívida: Colombo vai à Justiça

Participando da reunião dos governadores, convocada por Rodrigo Rollemberg, do Distrito Federal, Raimundo Colombo propôs uma parceria com a União para amenizar os efeitos dramáticos da crise econômico-financeira que abala os Estados e os municípios.
Concretamente, sugeriu grupos de trabalho pelos governadores, com prazo de 15 dias, para apresentação de propostas de mudanças estruturais. Incluiria a reforma previdenciária, a reforma tributária e a reforma trabalhista, entre as mais prioritárias, com compromisso de buscar aprovação no Congresso Nacional.
Antes de participar da reunião, Colombo esteve na Secretaria da Aviação Civil, onde obteve boas notícias. O governo confirmou para junho o lançamento do edital de licitação para concessão do novo terminal do aeroporto Hercílio Luz para a iniciativa privada. A secretaria prometeu colaborar com melhorias do aeroporto de Jaguaruna, para transformá-lo no terceiro maior do país em transporte de carga. E também garantia de prioridade para o novo terminal do aeroporto de Chapecó.
E a tendência de maior impacto. O governador anunciou a disposição de entrar com ação na Justiça para questionar os números da dívida pública de Santa Catarina no governo Dilma. Técnicos da Fazenda contestam os dados apresentados pelo Banco do Brasil.
Se não houver revisão e acordo, Santa Catarina ajuizará ação no Supremo Tribunal Federal. A peça inicial está praticamente pronta. E terá um estudo bem fundamentado do ministro aposentado Cesar Ayres Brito, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal.
Tendo sucesso, haverá um alívio histórico nas finanças de Santa Catarina junto ao governo federal: R$ 8 bilhões, que vão zerar as dívidas.

Os desafios – A mensagem anual que Raimundo Colombo leva hoje à Assembleia Legislativa, na instalação dos trabalhos parlamentares, destaca os três principais desafios para este ano: ajuste fiscal, mudança no modelo de gestão e reforma previdenciária. Faz um relatório das principais realizações e informa que neste início de ano aplicou um corte de 20% nos gastos públicos. (Fonte: Diário Catarinense – Moacir Pereira)

Balança comercial fecha com superávit em janeiro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 923 milhões em janeiro, resultado de exportações de US$ 11,246 bilhões e importações de US$ 10,323 bilhões. O resultado é o melhor para o mês desde 2007, quando o saldo ficou positivo em US$ 2,523 bilhões. Os números foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O saldo do mês passado é o primeiro a registrar superávit em meses de janeiro dos últimos cinco anos. O último dado positivo foi observado em 2011. Em janeiro de 2015, o resultado comercial teve déficit de US$ 3,173 bilhões.

Tendência é de retomada das exportações em 2016 – Com esse resultado, o governo espera recuperação das exportações em 2016. Segundo o diretor de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Herlon Brandão, o superávit comercial de janeiro resulta de uma queda das importações em ritmo mais intenso do que as exportações, como vinha acontecendo ao longo do ano passado.
– Há uma queda das importações superior [à das exportações]. Na exportação, é causada pela redução nos preços [dos itens vendidos], enquanto a quantidade cresce. Nas importações, há queda tanto de quantidade quanto no preço – afirmou Brandão.
Segundo ele, o país está importando menos devido ao câmbio e à queda na atividade econômica. No entanto, destacou o diretor, a expectativa de estabilização dos preços das commodities (produtos básicos com cotação internacional) agrícolas dá esperança ao governo de que as exportações brasileiras voltarão a crescer.
– Tem alguns fatores negativos e positivos. Nós esperamos crescimento das exportações. Há uma incerteza quanto a preços das commodities minerais, como petróleo e minério [de ferro]. Mas nós esperamos uma estabilidade [de preço] das commodities agrícolas – afirmou o diretor.
Brandão disse ainda que o superávit em janeiro está dentro do esperado para o ano. A projeção do ministério é a balança fechar o ano com saldo positivo de US$ 35 bilhões. (Fonte: Diário Catarinense)

Mercado prevê manutenção da Selic a 14,25% até março de 2017

A taxa básica de juros permanecerá nos atuais 14,25% ao ano até março de 2017, quando terá espaço para recuar. Esta projeção foi apresentada pela primeira vez pelo mercado financeiro no Relatório de Mercado Focus de ontem, divulgado toda semana pelo Banco Central. Até então, as estimativas ainda apresentavam alta da Selic e a tendência agora, segundo o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Gesner Oliveira, é de baixa dessas previsões.
– Pelo Focus, parece que o mercado assimilou a nova orientação do BC a partir daquela nota de Alexandre Tombini – disse em referência ao comentário que o presidente da instituição divulgou no primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre as revisões mais pessimistas do Fundo Monetário Internacional (FM) para a atividade brasileira.
Até esse episódio do dia 19 de janeiro, a maior parte dos analistas acreditava numa alta dos juros, mas, no dia seguinte, o colegiado optou por manter a estabilidade da taxa por seis votos a dois, como Tombini havia sinalizado. O levantamento com o mercado mostra que no fim do ano que vem, a Selic deve estar em 12,75% ao ano.
Esse novo quadro estimado para o comportamento dos juros vai de encontro às expectativas do mercado para a inflação. Mais uma vez, o que a pesquisa realizada com cerca de 120 instituições financeiras mostrou foi uma rodada de alta. Para este ano, a projeção para o IPCA subiu de 7,23% para 7,26%, ficando ainda mais distante do teto da meta de 6,50% para o período. Para 2017, a elevação foi de 5,65% para 5,80%, mais próximo do limite superior de 6%. (Fonte: Diário Catarinense)

Consumo de energia cai 7,8% no Estado

A coincidência da recessão com o aumento da tarifa em cerca de 50% e o verão mais fresquinho derrubou o consumo total de energia no Estado em -7,8% no terceiro trimestre do ano passado na comparação com os mesmos meses do ano anterior. Durante todo o ano de 2015, a queda de consumo total no Estado ficou em -2,6% frente a 2014, informou a distribuidora Celesc. Nas duas comparações, foram considerados os consumos cativo e do mercado livre (aquele em que as empresas fazem compras independentes).
No terceiro trimestre, a indústria liderou a redução de consumo com -11,8%, seguida pelo comércio com -8,6%. O setor rural teve recuo de -8,4% e o residencial, – 6,3%. Até no grupo Demais Classes, que envolve iluminação pública e poder público, o consumo caiu -3,5% no período de setembro a dezembro do ano passado frente aos mesmos meses de 2014. Durante 2015, o consumo industrial caiu -6,7%, o residencial – 2,5%, rural -2,4% e comercial -1,6%. As demais classes foram as únicas a ter resultado positivo, com alta de 6,4%.
Segundo o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, o que pesou para a redução do consumo, especialmente a grande queda de quase 8% no último trimestre do ano passado foi a crise e a grande alta da tarifa. Tanto as empresas quanto as famílias evitaram gastar porque o preço da energia subiu muito, observou ele. A maioria reduziu o uso de aparelhos de ar condicionado. Como a crise continua, o consumo deve seguir baixo também no início deste ano.
A boa notícia é que, com a grande intensidade de chuvas nas regiões onde estão barragens de usinas, o governo pode reduzir o uso de geração térmica, que é mais cara. Isso reduz o custo da geração e as contas futuras. Conforme Siewert, a expectativa é de que, com maior geração hidrelétrica, a revisão tarifária de agosto próximo será favorável ao consumidor de SC. O cenário poderá permitir redução da tarifa por parte da Aneel, a agência controladora. Os consumidores terão que pagar até 2018 o custo da geração térmica de 2013 e 2014. A queda do consumo em SC ano passado superou a do país, que ficou em 2,1%. (Fonte: Diário Catarinense – Estela Benetti)

A política sob vigilância

O Congresso Nacional abre o ano legislativo nesta semana com várias pendências de 2015, entre as quais a decisão sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma, o pedido de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e votações decisivas do projeto de ajuste fiscal, com destaque para a proposta de retorno da CPMF. Esgota-se, um mês e meio depois do início do recesso, o período de trégua que pode ter atenuado os confrontos políticos, mas em nada mudou o cenário da economia. Nesse tempo, o governo pouco avançou em relação a novas propostas que possam tirar o país do retrocesso econômico e tampouco fez movimentos mais decididos no sentido de buscar uma aproximação com sua própria base legislativa.
O grande desafio agora é fazer com que o país retome a vida normal, a partir de decisões que passam necessariamente pelo Executivo e pelo parlamento. O que se espera é que o previsível debate sobre temas como o impeachment, que são da natureza de democracia, não acabe por paralisar o país. Foi o que aconteceu no segundo semestre do ano passado, quando não só a frágil situação da presidente da República, mas também a do comandante da Câmara, deputado Eduardo Cunha, contribuíram para tumultuar ainda mais um ambiente político há muito tempo distante da normalidade.
Temas relevantes, como o ajuste fiscal, ainda dependente da votação de projetos do governo, não podem ser simplesmente boicotados pela oposição, com a cumplicidade de parte de aliados do Planalto. Espera-se que não se repita o que ocorreu quando, ao invés de reconhecer o mérito de medidas adotadas em nome do começo do ajuste, parte do Congresso criou despesas que apenas agravam o desequilíbrio entre receita e despesas.
É impositivo, neste momento, que os cidadãos e as forças representativas da sociedade mantenham intensa vigilância sobre seus representantes no parlamento, para evitar que interesses políticos subalternos continuem bloqueando o esforço do país para sair de suas múltiplas crises. O governo, apegado à tática do aumento de impostos, terá de fazer a sua parte, para que não continue transferindo responsabilidades sobre os próprios desacertos. (Fonte: Diário Catarinense – Editorial)

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