Clipping Imprensa – Lei Seca reduziu acidentes, mas é preciso pensar em alternativas ao carro

Clipping Imprensa – Lei Seca reduziu acidentes, mas é preciso pensar em alternativas ao carro

Rio Janeiro, 11.2.16 –  A aplicação da Lei Seca (Lei 11.705/2008) tem ajudado a diminuir o número de acidentes no trânsito. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram ligeira redução no número de acidentes ocorridos por influência do álcool, após a lei ter estabelecido tolerância zero e aumentado o valor da multa para quem for flagrado embriagado ao volante, em 2012. Naquele ano, foram registrados 7.594 acidentes; no ano seguinte, 7.526; e, em 2014, 7.391.
Dados do Ministério da Saúde, divulgados em dezembro de 2015, também mostram redução no número de mortes em acidentes de trânsito. Em 2013, foram registradas 42.266 mortes e, em 2014, 40.294  – uma redução de 5%.
Apesar da redução no número de acidentes, o país está muito distante da média mundial de 8,3 mortes por grupo de 100 mil habitantes. Atualmente, o Brasil atingiu a taxa de 19,9 mortos por grupo de 100 mil habitantes – o menor índice desde 2010, mas ainda distante da meta do Plano Nacional de Redução de Acidentes, de 2011, de reduzir em pelo menos 50% o número de mortes no trânsito até 2020.
“O Brasil tem feito muito pouco ou quase nada. Não existe uma estratégia com vista a atingir essa meta. Existem ações mais ou menos isoladas e que estão focadas em tornar a legislação mais rigorosa em alguns aspectos: excesso de velocidade, consumo de álcool. Isso tem sido objeto de algum rigor no código de trânsito e ações de fiscalização. Mais do que isso, a gente não vê”, critica o professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em trânsito Paulo Cesar Marques da Silva.
Para ele, ações de fiscalização, intensificadas durante períodos festivos como o carnaval, e campanhas educativas são mecanismos importantes, mas o país precisa avançar em ações integradas e em estratégias que diminuam a dependência do carro. Ele avalia que Poder Público deve liderar um debate sobre mobilidade urbana e investir no transporte público para evitar a dobradinha álcool e direção.
“Essa ação de proporcionar a mobilidade sem a necessidade de usar o automóvel facilita porque as pessoas podem se divertir sem ter a necessidade de usar o álcool. Tudo isso funcionando direitinho, a gente tem, lá na ponta, a redução do número de acidentes”, afirmou.
Segundo o professor, não se trata de demonizar o carro particular, mas de promover estímulo ao carro, ao transporte público e à segurança no trânsito. “Ninguém compra o carro para ficar parado. Mas existe a possibilidade de as pessoas comprarem o carro para usar no final de semana, de não precisarem depender do carro o tempo todo”, defende.


Mais rigor –
Desde 2012 algumas alterações na lei aumentaram o rigor das punições e proporcionaram maior eficácia à fiscalização, prevendo novas formas de produção de provas, como fotos, vídeos e testemunhas, além do aumento no valor da multa que passou para R$ 1.915,30 – em caso de flagrante de embriaguez.
No Distrito Federal, a maior rigidez tem se refletido nos números. Em janeiro deste ano, o Departamento de Trânsito (Detran-DF) autuou 813 condutores por alcoolemia. No mesmo mês do ano passado, foram 1.110.
Especialista em trânsito, Paulo Cesar Marques da Silva disse que as operações de fiscalização tem chegado a locais com maior consumo de bebida alcoólica. “Em geral, o que tem havido é uma operação com mais inteligência a partir do estudo do comportamento e das áreas onde as pessoas usam mais álcool, horários de abordagem e que, no final das contas, é mais efetivo para evitar acidentes. Temos que lembrar que o objetivo maior não é punir, mas evitar que as pessoas causem ou se envolvam em acidentes”, disse o professor.


Efeitos do álcool – 
A psiquiatra e pesquisadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) Carolina Hanna Chaim alerta que pessoas sob o efeito de álcool apresentam dificuldades de percepção, coordenação motora e concentração, o que resulta em uma redução drástica na capacidade de dirigir. “As pessoas têm que ter consciência da gravidade desse comportamento. Muitas vezes, isso passa um pouco pela convivência coletiva, como se não fosse um hábito tão perigoso, mas é perigosíssimo porque você coloca em risco a sua vida e a de pessoas que não têm nenhuma relação com isso”, alertou.
Carolina observa ainda que o uso de álcool geralmente é associado a outras condutas perigosas ao volante como ultrapassar o limite de velocidade da via, não utilizar o cinto de segurança, dirigir cansado, sob o efeito substâncias psicoativas e, inclusive, o uso de celular. “A Lei Seca ajuda, ela foi uma iniciativa positiva, pois ajuda a conscientizar da gravidade e até coibir as pessoas que não teriam essa conscientização a partir de iniciativa própria, mas a lei, sozinha, não muda [a forma de agir das pessoas]”, afirma.
Para aumentar o nível de conscientização da população, a especialista aposta em ações focadas nos futuros condutores. “Com conteúdo mais interativo e que possa acessar esses jovens que no futuro serão os motoristas. Precisamos construir uma nova geração de motoristas mais conscientes.” Fonte: JB.


Imprudência faz com que trecho da BR-470 registre 16 mortes em uma década


O trecho na região do Km 40 da BR-470, em Gaspar, poderia ser considerado um bom pedaço de chão da tão castigada rodovia federal: uma reta, com asfalto em boas condições e acostamentos dos dois lados da via. Mas o trecho se torna perigoso com as manobras arriscadas e a alta velocidade dos veículos que trafegam pelo local. O resultado são 16 mortes ocorridas nos últimos 10 anos entre os quilômetros 40 e 42.

::: Paciência e sinalização adequada reduziriam acidentes na BR-470, dizem especialistas 
::: Lote 2 da BR-470 é o que está com obras mais adiantadas na região

A reportagem observou durante uma hora a movimentação no trecho ontem à tarde. Em poucos minutos foi possível verificar uma série de ações que colocaram a vida de motoristas e pedestres em risco. No trecho há dois restaurantes que ficam no sentido Vale-Litoral e possuem área de estacionamento com britas dos dois lados da rodovia. Há também algumas residências.
Algumas situações são comuns e registradas com mais frequência. Caminhoneiros que seguem pelo sentido Litoral-Vale estacionam do mesmo lado e preferem cruzar a via correndo entre os veículos. O risco se repete no final do almoço, quando voltam para os veículos. Motoristas com carros menores preferem estacionar no lado onde ficam os estabelecimentos e, por isso, atravessam a rodovia com os veículos.
A maioria apenas reduz a velocidade, aciona o pisca-alerta e atravessa a pista. Em uma hora, apenas três motoristas de carros pequenos aguardaram no acostamento antes de atravessar as duas pistas. O aposentado Alventino Carvalho, 77 anos, mora em frente ao Km 41 há 55 anos _ antes da BR-470 existir, como ele mesmo diz __ e testemunha infrações todos os dias:
As pessoas cruzam muito aqui e também andam rápido, não obedecem nada, principalmente os jovens. Já perdi as contas de quanta gente morreu. A gente tem uma rocinha lá do outro lado (da rodovia) e já fiquei esperando até 20 minutos pra conseguir atravessar aqui.
A velocidade também assusta a atendente Sheila Aparecida de Oliveira Macedo, 17, que trabalha em um dos restaurantes. Para ela os motoristas se arriscam muito correndo no trecho, principalmente os motociclistas.
_ Eles (motociclistas), passam muito rápido mesmo, às vezes até assusta. Mas a polícia também sempre passa fiscalizando, a gente vê bastante, conta. Fonte: Jornal de Santa Catarina.

Falta educação e punição aos nossos motoristas


O acidente registrado na terça-feira de Carnaval no sul da Ilha de Santa Catarina vem se somar a dezenas de ocorrências semelhantes causadas por embriaguez no volante em todo o Estado. Em Florianópolis, foram três casos com características idênticas. Não teriam acontecido, segundo as autoridades policiais, se os motoristas não estivessem alcoolizados. No caso de terça-feira, uma morte e dois feridos, gente simples, com agravante de “omissão de socorro” pelo atropelante, o empresário Raulino Brüning Filho.
A prisão preventiva decretada pelo juiz Emerson Fellere Bertemes representa um sinal à população de que estas tragédias não se repitam com tanta frequência. Na origem, infelizmente, estão a falta de educação e de conscientização dos motoristas. Mais do que isso, a convicção de todos sobre a impunidade.
O desafio de transitar não está no seu controle absoluto, mas nos demais usuários das vias públicas.  
A lei brasileira do trânsito é uma vergonha se comparada com a de outros países. Aqui, motorista embriagado paga fiança e sai dirigindo o carro assassino. Lá fora, é preso em flagrante, o carro apreendido, o motorista responsabilizado criminalmente e, na maioria dos casos, cumpre pena na cadeia.
Com este Congresso Nacional, comprometido até o pescoço com a roubalheira e o escândalo da Petrobras, sem atentar para os maiores problemas dos brasileiros, realmente não se pode ter muita esperança. A lei é frágil e nossos parlamentares nada fazem para mudá-la. Fonte: Coluna Moacir Pereira/Diário Catarinense.


FCDL se posiciona contrária à CPMF


Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina está também mobilizada contra o retorno da CPMF.  O presidente Ivan Tauffer publicou uma nota em que condena a proposta da presidente Dilma. Afirma: “A retomada do crescimento deve passar pela redução dos gastos públicos, enxugamento dos cargos e combate severo à corrupção.  A FCDL continua sua mobilização contrária ao retorno de impostos, taxas, contribuições ou à criação de quaisquer outros. O setor do varejo não pode suportar mais despesas para cobrir erros do Governo.”  
Fonte: Moacir Pereira;/Diário Catarinense.


Governador assina decreto criando a Delegacia de Homicídios em Joinville


Em meio a onda de assassinatos em Joinville, que já tem 19 mortes em 40 dias este ano, o governador Raimundo Colombo assinou nesta quarta-feira o decreto que cria a Delegacia de Homicídios na cidade. A publicação sairá nesta quinta no Diário Oficial. O secretário de Segurança Pública (SSP), César Grubba, afirmou ter determinado a execução de um plano de ação emergencial voltado diretamente para o enfrentamento do aumento de homicídios em Joinville. Fonte: Diário Catarinense.


Taxista que negou corrida curta foi suspenso e tem 10 dias para se defender


O taxista envolvido em uma tentativa de agressão ao funcionário público Guilherme Pontes, 29, não pode mais dirigir táxi até que o processo administrativo aberto nesta quarta-feira contra ele seja concluído. Guilherme relatou em rede social uma situação que passou na madrugada de sábado, quando dois taxistas se recusaram a fazer um trajeto da Alameda Adolfo Konder até passarela Nego Quirido, em Florianópolis, por considerarem curto demais.
O rapaz conseguiu fotografar as placas dos carros envolvidos, e a própria permissionária, Carolina Gerber Brincas, passou o nome do motorista: Kléber Toledo dos Santos. De posse da queixa formalizada pelo funcionário público, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana da Capital convocou uma reunião para a tarde desta quarta, com a presença do taxista Kléber, da permissionária, de um representante do sindicato da categoria e do secretário de Mobilidade Urbana, Vinicius Cofferri. O objetivo foi comunicar ao motorista a abertura do processo administrativo para apuração do caso relatado por Guilherme. 
No início da noite, o secretário Cofferri relatou à reportagem que o encontro foi objetivo e que agora Kléber agora tem 10 dias para apresentar defesa. Também soube que não pode mais atuar como condutor de táxi na Capital até o encerramento do processo, independentemente de quem seja o permissionário, fato que foi alertado ao sindicato da categoria.
— Chamamos também o outro taxista envolvido na denúncia para uma reunião nesta quinta-feira, 11. Faremos com ele o mesmo procedimento de dar conhecimento do processo que será aberto contra ele, assim como ocorreu com o Kléber. 

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O vice-presidente do Sindicato dos Taxistas, João Lídio Costa, também esteve na reunião e falou com a Hora. Ele destacou que Kléber confirmou que houve o desentendimento, mas que o motivo era outro.
— Ele relatou que foi destratado por Guilherme, que estaria alcoolizado e que havia mais motoristas que não quiseram levá-lo pelo mesmo motivo. Ele contou que o rapaz destratou a todos usando palavras de baixo calão e que deu um chute na porta do táxi, por isso Kleber teria ido atrás dele — contou João Lídio.
A Hora também tentou contato com a permissionária Carolina Gerber Brincas, inclusive para obter o contato do motoristas, mas não obteve retorno. Segundo o secretário Cofferri, ela foi representada pelo pai na reunião.

 
Câmeras como testemunhas –  Para a reportagem, Guilherme confirmou que estava numa festa, mas que não ficou alterado.
— Eu bebi, mas não ao ponto de ficar alterado. Quem me conhece sabe que não é meu perfil usar palavras de baixo calão. Já pedi acesso às imagens das câmeras na frente da casa noturna para compor minha defesa e demonstrar que eu não estava alterado —salientou.
Guilherme ainda relatou que, quando foi registrar o boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia da Capital, na manhã desta quarta-feira, recebeu a informação de que já haviam 34 registros na ficha do homem, que inclusive estaria com a CNH suspensa.

 
Origem da queixa e do processo – Guilherme contou que era por volta das 2h de sábado quando tentou pegar o primeiro táxi:
—  Antes de abrir a porta, o motorista perguntou: “qual o destino?”. Entendi o motivo e respondi com um “pode abrir a porta? Já lhe falo”. Sem sucesso, falei onde ia e recebi como resposta: “ah não, já está ocupado”. Pra garantir, perguntei ao grupo que pegou o táxi em seguida, se eles tinha solicitado o táxi, e a reposta obviamente foi “não”, mas a viagem devia ser mais longa — relatou. 
Pouco tempo depois, um segundo táxi parou, e Guilherme conta que entrou no carro e falou o seu destino, quando o motorista informou que não fazia viagem pequena e o mandou sair.
— Tentei garantir meu direito e falei “amigo, você não pode fazer isso, negar corridas por ser perto, por favor me leve até lá”. Sem sucesso saí, disse que denunciaria e fiz a foto da placa. Aí minha surpresa: o taxista saiu do táxi e começou a correr atrás de mim pra me bater. Tive que correr mais do que eu imaginava que conseguia para não apanhar — contou.

Associação dos taxistas não aprova conduta apresentada –  O presidente da Associação dos Taxistas de Florianópolis, Carlos Humberto Vieira, informou que não aprova o tipo de conduta relatado na denúncia, e se for comprovado o fato, o motorista pode ser impedido de trabalhar no sistema da Rádio Táxi:
— Infelizmente alguns denigrem a imagem da categoria. Orientamos os motoristas, existe regulamentação e todos sabem que não podem negar corrida — disse.
O prefeito Cesar Souza Junior informou que o carro envolvido teve a placa cassada na CPI dos Táxis, porém ganhou uma liminar na Justiça para continuar operando. Mas, agora que esse processo administrativo foi aberto, vai pedir a suspensão do direito de dirigir táxi desses motoristas:
— Eu abomino esse tipo de comportamento e peço que a população denuncie casos assim. Vamos lançar um adesivo novo, que será colado nos painéis dos táxis, reforçando que é proibido negar corridas e os números para denúncias. 

Como denunciar –
Ouvidoria da Secretaria
Site: www.pmf.sc.gov.br/entidades/transportes/ 
Telefone: (48) 3224 1517


Empresas da região reduzem gastos com tributos


Cerca de 20 empresas catarinenses, de todos os portes e segmentos, conseguiram recuperar, juntas, quase R$ 15 milhões pagos indevidamente em tributos em 2015. O alívio nas contas veio depois de um diagnóstico fiscal das companhias, cujas sedes ficam em Jaraguá do Sul, Guaramirim, Joinville, Blumenau, Rio Negrinho e Palhoça. Segundo um levantamento da Fiscal Soluções, empresa de Jaraguá do Sul especializada em auditoria e consultoria fiscal e contábil, o ICMS, o PIS e a Cofins são os campeões em ambiguidades para interpretação da legislação tributária.
Tiago Coelho, diretor da Fiscall, acrescenta ainda que as empresas com faturamento anual entre R$ 50 milhões e R$ 300 milhões (que estão no regime normal de tributação e não no Simples, por exemplo) têm as maiores chances de receber de volta parte dos impostos. Claro que, ao questionar a cobrança de valores, as empresas precisam estar embasadas para argumentar com os órgãos tributários.
O entendimento dos fiscais da Receita sobre o que é insumo para a produção a ser abatido no PIS e Cofins vem sendo questionado com frequência. Apenas a matéria-prima que compõe o produto final é contabilizada, mas na cadeia produtiva também é necessário vender e pagar comissão aos representantes, explica Tiago Coelho. No âmbito estadual, a alíquota do ICMS é zero para produtos in natura, mas depois há cobrança do imposto sobre os hortifrútis por causa da embalagem ou por estar congelado.


Decisão errada
– Muitas empresas preferem pagar mais impostos a abrir as contas por medo de se expor em excesso ao Fisco. Em vez de escolherem o lucro real -– quando precisam fazer declarações mensais à Receita Federal -–, elas optam pelo regime do lucro presumido, mas essa decisão tem se mostrado desvantajosa na maioria dos casos, segundo pesquisa da própria Receita. O alerta é de Tiago Coelho, diretor da Fiscall.


Reforma
 – A legislação tributária no Brasil recebe quase 50
alterações diariamente, em média, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. Essa complexidade afugenta investidores. Entretanto, a reforma tributária parece cada vez mais distante. Tome-se como exemplo a ainda engavetada ampliação dabase do Simples Nacional, que parece condenar empresas de pequeno porte a não crescerem. As mudanças necessárias ao País dependem, primeiramente, da resolução da crise política.

Outros destaques:

Adrenalina -A Prefeitura de Corupá prepara uma festa neste domingo para a inauguração da pista de skate ao lado do Ginásio Willy Gessner. Além de apresentações de skate, bike e roller, haverá shows com dez bandas e food trucks no local.


A propósito
– Se do lado de fora o que se vê é festa, no interior do ginásio de Corupá há um clima diferente. A licitação para conceder o espaço da lanchonete, realizada em dezembro de 2015, está na mira do Ministério Público. O órgão apura se a concorrência foi direcionada para beneficiar alguém. Quatro empresas participaram do certame.

Saída – A secretária de Saúde de Jaraguá do Sul, Manu Wolff (PMDB), desmentiu os boatos de que entregou a carta de demissão em pleno Carnaval. Mas o afastamento é certo, acontecerá no dia 20 de fevereiro, mais de um mês antes do prazo para a desincompatibilização de candidatos. Ainda sem definição sobre a que cargo concorrer, Manu vai se dedicar à articulação política no município.


Medicamentos
– Os vereadores de Jaraguá do Sul marcaram uma reunião com a secretária de Saúde, Manu Wolff, nesta quinta-feira. Eles devem ouvir esclarecimentos sobre as mudanças na entrega de remédios da Farmácia Básica, que a partir de março será apenas para receitas do SUS. O tema serviu de pano de fundo para críticas da oposição durante toda a semana passada e deve continuar no alvo. Fonte: A Notícia.


Ex-ministro catarinense é acusado de fazer lobby para empresas investigadas na Lava-Jato 


Ex-ministro do Trabalho, o catarinense Manoel Dias (PDT) foi acusado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, de fazer lobby, enquanto comandava a pasta, para contornar questões trabalhistas em obras contratadas pela Petrobras no polo naval de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Pessoa fez um acordo de delação premiada e cumpre prisão domiciliar desde abril do ano passado em função da Operação Lava-Jato. 
O empresário enviou um e-mail à Procuradoria Geral da República  (PGR) com as acusações. Segundo Pessoa, os problemas trabalhistas ocorreram em obras de cascos de navios e construção de plataformas de petróleo encomendadas pela estatal à Engevix e um consórcio composto por Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Iesa Oléo e Gás e UTC. A informação foi divulgada na edição desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo.Na ocasião, em 2013, Nas obras estavam paralisadas por conta da ação do Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT-RS), que montou uma força-tarefa e constatou diversas irregularidades, tais como desrespeito ao descanso semanal obrigatório, jornadas de trabalho excessivas, além de problemas ligados à segurança dos trabalhadores.
Para resolver a situação, empreiteiros teriam procurado o então ministro para que ele intervisse e destravasse as obras, que seriam de interesse do próprio governo federal.  Ainda segundo o delator, um dos responsáveis pelo desbloqueio das obras seria o ex-deputado estadual gaúcho Heron Oliveira, também do PDT, que então atuava como superintendente regional do trabalho em Porto Alegre.


Ex-deputado nega acusações –
Ao Diário Catarinense, Oliveira negou que tenha beneficiado as empresas. Segundo ele, a responsabilidade pela interdição dos trabalhos no polo naval de Rio Grande era dos auditores ligados ao Ministério do Trabalho, sob os quais ele não tinha autoridade. 

— Tratava-se de uma questão técnica e não havia qualquer pressão por minha parte — afirma o ex-deputado.

Ainda  de acordo com Oliveira, o ex-ministro Manoel Dias pediu para que o superintendente acompanhasse o caso à época e o mantivesse informado, mas sem qualquer tipo de exigência. Ele lembrou ainda que a sua relação com Dias era partidária e que a indicação para o cargo ocorreu após disputa interna no partido.

— Como em todos os casos em que existe uma superintendência local, o ministro pediu para que eu me inteirasse do caso e o informasse do andamento. Na época, chamei uma reunião em que participaram todos os auditores, empresas, sindicatos e o Ministério Público. Naquele caso, inclusive, a interdição era pertinente e durou bastante tempo, pois havia graves violações — diz Oliveira.

 O ex-deputado gaúcho conta ainda que as obras só foram autorizadas a prosseguir vários meses depois, quando as irregularidades apontadas foram sanadas pelas empreiteiras.

O Diário Catarinense tentou contato com o ex-ministro Manoel Dias, atualmente na presidência da CorreiosPar, mas não houve retorno às ligações. Pela manhã, Dias afirmou à colunista Carolina Bahia que as acusações são um absurdo e que não favoreceu quaisquer empresas. À noite, Dias respondeu por e-mail ao colunista de política do DC, Moacir Pereira. Confira a nota na íntegra:

“O ex-Ministro do Trabalho e Emprego esclarece que:

1. Sua atuação à frente do MTE sempre foi pautada pela transparência, pelo zelo com a coisa pública e pelo diálogo social entre trabalhadores e empregadores.

2. A fiscalização feita pelos auditores fiscais do MTE obedece rigorosamente às normas da legislação trabalhista.

3. O protagonismo do MTE foi reconhecido pela Controladoria Geral da União em 2014 através do prêmio Concurso de Boas Práticas.

4. Não conhece, nem mantém ou manteve qualquer tipo de relacionamento ou contato com o Sr. Ricardo Pessoa.

5. Não praticou qualquer tipo de ¿Lobby¿ com quem quer que seja.

6. A resolução de conflitos e problemas pelos Superintendentes Regionais do Trabalho seguem os princípios da ética e, especialmente, para resguardar direitos dos trabalhadores.

7. No caso citado, em que foram detectadas irregularidades pelos auditores fiscais do MTE, foram firmados Termos de Ajuste de Conduta, entre o MTE, MPT e as empresas envolvidas, conforme documentos disponíveis no site do Ministério de Trabalho e Emprego. Manoel Dias”.

O MPT-RS não respondeu aos questionamentos da reportagem até o momento. A Petrobras e a PGR não se pronunciaram sobre o assunto. Fonte: Diário Catarinense.


Governador assina decreto criando a Delegacia de Homicídios em Joinville


Em meio a onda de assassinatos em Joinville, que já tem 19 mortes em 40 dias este ano, o governador Raimundo Colombo assinou nesta quarta-feira o decreto que cria a Delegacia de Homicídios na cidade. A publicação sairá nesta quinta no Diário Oficial.

O secretário de Segurança Pública (SSP), César Grubba, afirmou ter determinado a execução de um plano de ação emergencial voltado diretamente para o enfrentamento do aumento de homicídios em Joinville.

A ação da SSP orienta que as polícias atuem integradas com recursos locais, mas prevê a possibilidade de emprego de recursos especiais de apoio e reforço que poderão ser mobilizados a qualquer tempo.

Segundo Grubba, são três objetivos estratégicos: a SSP apoiará com inteligência e envio de recursos especiais, a Polícia Civil ampliará as equipes de investigação com foco às atividades de organizações criminosas e a Polícia Militar intensificará operações preventivas e repressivas nas áreas de maior incidência.

Assim como já havia afirmado, medidas ou ações pontuais não serão divulgadas a fim de preservar a eficácia do trabalho das polícias.

— Os resultados obtidos é que serão divulgados quando convenientes e sem prejuízo à continuidade das diligências e operações. Em princípio, para a população, as movimentações de equipes e o incremento dos vetores de policiamento ostensivo em áreas críticas serão mais perceptíveis — disse o secretário, garantindo que haverá resultados diretos como prisões e apreensões também nas investigações. Fonte: A Notícia.

Saiba quais foram os três setores da indústria catarinense que cresceram em 2015

O ano de 2015 foi catastrófico para a indústria catarinense, atingida em cheio pela recessão nacional após passar à margem da crise no ano anterior. Uma das pesquisas que retratam essa situação é a de vendas reais do setor, que confirmou queda de 12% frente a 2014, conforme apuração feita pela Federação das Indústrias de SC (Fiesc). Entre os 16 grupos pesquisados, apenas três tiveram crescimento em 2015: produtos de madeira (6,3%); equipamentos de informática, eletrônicos e óticos (11,3%); e produtos diversos (14,3%). Esses setores que cresceram detinham tecnologia de ponta, mercado com alta demanda ou conseguiram crescer com exportações. Fonte: Estela Benetti/Diário Catarinense.

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