Florianópolis, 19.5.16 – Prometida para fevereiro e depois adiada para maio, a conclusão da ponte sobre o rio Tubarão tem agora nova previsão: meados de julho. A estrutura em Tubarão, no Sul do Estado, conhecida como ponte Cavalcanti, recebe os acabamentos no último vão. A estrutura e as obras complementares no entorno são o que falta para a total duplicação da BR-101 Sul. Em junho de 2015, foi inaugurada a gigante Anita Garibaldi, em Laguna. No município vizinho, a ponte Cavalcanti está 95% erguida. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT/SC), chuvas, contenção de recursos e impasses ambientais foram os responsáveis pelo atraso.
No momento, ocorrem a aplicação asfáltica sobre a pista, a construção dos acessos e a instalação da sinalização rodoviária. O DNIT/SC também executa, desde terça-feira, o redimensionamento do fluxo de veículos no sentido norte-sul da BR-101, no km 337, com estreitamento da faixa de rolagem da direita sobre a ponte do rio Tubarão. Motoristas devem trafegar com atenção redobrada pelo trecho. Quando finalizada, a ponte terá 340,8 metros de comprimento e 12,1 metros de largura, com duas faixas de rolagem, acostamento e guarda-rodas (proteções laterais de concreto). (Fonte: Diário Catarinense – Mônica Foltran)
Vale apela
Entidades empresariais do Vale do Itajaí entregam hoje no Centro Administrativo, ao governador Raimundo Colombo, o documento Agenda Positiva de Blumenau. Reivindicarão recuperação da Rodovia Jorge Lacerda, que está deteriorada, a nova SC-108, acesso leste de Blumenau, e um pacote de obras de infraestrutura na cidade. Alegam que o Vale representa 24,1% da população e 29,2% do PIB catarinense. (Fonte: Diário Catarinense – Moacir Pereira)
Táxis na Capital
Concorrência normalmente é sinônimo de preocupação com o serviço oferecido, afinal, o cliente tem opção de escolha. Mas há 30 anos não acontecia uma eleição para a diretoria do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de Florianópolis, já que, nessas últimas três décadas, houve apenas chapa única, fato que, segundo o candidato a presidente pela situação, Evandro Brasil, se deu pela falta de pessoal.
Com mais gente a postos para o trabalho, o candidato da oposição, Irandir Oliveira, afirma que concorre pela renovação, que ele diz ser essencial para qualquer sistema político. Fato é que, hoje, 185 dos 671 taxistas da Capital vão escolher a equipe que vai comandar o setor nos próximos três anos e, independentemente de quem for o vencedor, quem deve ganhar é a população: um serviço de melhor qualidade que justifique os altos preços cobrados. (Fonte: Diário Catarinense – Ana Paula Bittencourt)
PIB de SC cai 4,1% em 2015, aponta cálculo prévio
Apesar de ter resistido à recessão até o início do ano passado, a economia catarinense teve retração forte e fechou 2015 com queda de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) de acordo com cálculo prévio da Secretaria de Estado da Fazenda. O número foi antecipado no final da tarde de ontem pelo titular da pasta, Antonio Gavazzoni, durante palestra no congresso da Associação Catarinense de Rádio e Televisão (Acaert), no Costão do Santinho. Segundo ele, o Estado teve essa queda porque quase todos os setores da economia enxugaram. O efeito da crise demorou para bater nas empresas de Santa Catarina, o Estado conseguiu manter o nível de atividade econômica acima da média do Brasil, mas agora a crise chegou com força.
– Mas nos últimos 40 dias, indicadores pararam de cair. A impressão que temos é que o avião, que estava caindo, pousou. Parecia que ia se esfacelar. Agora, dependemos do governo federal para tomar as medidas necessárias para a volta da confiança, o que permitrá ao avião decolar em breve. Vamos sair desse sufoco melhor do que qualquer outro Estado – afirmou o secretário.
Na avaliação de Gavazzoni, apesar desse recuo do PIB no Estado, o Brasil sofreu mais porque está em crise há dois anos, o que vai resultar em queda acumulada do PIB perto de 8%. Em 2014, enquanto a economia brasileira ficou estagnada, com alta de apenas 0,1%, SC cresceu 2,6%.
Conforme o secretário, os setores da economia catarinense que mais resistiram até ano passado foram os que estavam apostando na retomada do crescimento, que não ocorreu. Por isso passaram a ajustar suas empresas para sobreviver. Além de conter a produção, demitiram. No final de 2014, a taxa de desemprego do Estado era 2,7%. Agora, subiu para 4%, com a demissão de 82 mil trabalhadores em 12 meses. Mesmo assim, é uma situação melhor que a do Brasil, com taxa de desemprego de 10%.
A arrecadação de impostos no Estado, por sua vez, segue em queda. Vem caindo há 16 meses, o que preocupa o governo porque os custos sobem com a inflação e maior demanda por serviços públicos. O economista Paulo Zoldan, responsável pelo cálculo do PIB estadual, também começa a ver sinais de mudança de rota da economia. Ele cita o crescimento de 3,9 pontos percentuais do índice de confiança da indústria de SC, que ficou em 41,4 em maio; melhores níveis de produção industrial e queda da inflação. (Fonte: Diário Catarinense – Estela Benetti)
Indústria lança pacto pela saúde
A 5a Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense, evento promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) em Florianópolis, teve uma abertura marcada pelo compromisso com a qualidade de vida no ambiente de trabalho. Com o lançamento da Aliança pela Saúde do Trabalhador, a entidade quer colaborar para construir ambientes de trabalho favoráveis ao desenvolvimento humano. O objetivo é reunir lideranças, não apenas no setor industrial, mas também instituições públicas e outras federações em Santa Catarina.
No discurso que antecedeu a programação matutina, focada em qualidade de vida, o presidente da Fiesc e embaixador global de promoção da saúde e bem-estar nos ambientes de trabalho, Glauco José Côrte, ressaltou a importância que a iniciativa terá no setor industrial e comparou a nova aliança com os esforços empenhados na educação no Estado:
– Pretendemos fazer pela saúde dos trabalhadores da indústria catarinense o mesmo que estamos fazendo pela melhoria da escolaridade em Santa Catarina, contribuindo para o desenvolvimento dos trabalhadores em ambientes de trabalho favoráveis, com extensão para seus ambientes sociais – pontuou ao ressaltar que saúde e segurança são ativos estratégicos.
A nova aliança também fará a divulgação de pesquisas, ações de sensibilização e mobilização em rede alinhadas às necessidades e interesses da indústria, além de compartilhar mundialmente as melhores práticas de saúde e produtividade no local de trabalho. Por meio do Observatório da Indústria, a Fiesc passa a compartilhar conhecimento sobre cenários e tendências.
Ainda pela manhã, os empresários Sergio Luiz Pires, da Tecnoblu, e Eliane Molina, da Unilever, debateram a realidade nacional e catarinense dos programas de saúde, em painel mediado pelo médico Fernando Cembranelli.
– As pessoas precisam trabalhar motivadas, e o grau de motivação está ligado diretamente à atenção que você dá a elas. A Tecnoblu, desde o começo, entendeu que se investisse em saúde e qualidade de vida teria colaboradores mais motivados. Nossos indicadores demonstram que esse investimento tem retorno. Assim, conseguimos reter mais os talentos – disse Pires. (Fonte: Diário Catarinense – Larissa Neumann)
Pesquisa mostra que 82% quer se aposentar com até 60 anos
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou ontem, em Brasília, a pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira”, feita pelo Ibope Inteligência, a qual apontou que 85% dos entrevistados discordariam em pagar mais impostos para manter as atuais regras de aposentadoria. O levantamento mostrou ainda que 75% das pessoas, com diferentes níveis de intensidade, querem mudanças no sistema, mas 63% não percebem que regras diferenciadas de previdência impõem custos e mais impostos para a população.
– Essa incoerência reflete a percepção diferenciada da população, que percebe alguns pontos do sistema previdenciário e não percebem outros – explicou o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.
O levantamento foi feito com 2002 entrevistados de 143 municípios brasileiros entre 4 e 7 de dezembro do ano passado. A demora para a divulgação da pesquisa, segundo a CNI, ocorreu principalmente por conta do “timing” procurado pela entidade para dar maior “ressonância” ao documento.
A pesquisa apontou ainda que 75% dos entrevistados discordam que os trabalhadores se aposentem cada vez mais tarde, diante de um cenário brasileiro com as pessoas vivendo até idades mais avançadas. No entanto, 65% dos entrevistados concordaram totalmente ou parcialmente com o estabelecimento de uma idade mínima para aposentadoria. (Fonte: Diário Catarinense)



