Clipping Imprensa – Plano de mobilidade indica BRT como solução na Grande Florianópolis

Clipping Imprensa – Plano de mobilidade indica BRT como solução na Grande Florianópolis

Florianópolis, 30.11.15 – A solução para a mobilidade urbana da Grande Florianópolis é investir em transporte coletivo e incentivar a redução do uso de veículos particulares. Essa é a principal constatação do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis (Plamus), apresentado na tarde de ontem com os diagnósticos e indicações de obras para resolver os problemas de trânsito na região até 2040.
O estudo foi financiado pelo BNDES e prevê as ações que devem ser realizadas no contexto da região metropolitana. Um dos principais pontos do Plamus é a indicação de que o maior investimento deve ser com a implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit), com vias específicas para ônibus ligando as principais regiões de Florianópolis e demais cidades da região. Também foram feitos cálculos para avaliar a viabilidade do uso do BRT combinado com VLT (veículo leve sobre trilhos) e Monotrilho (metrô de superfície), mas foram descartados pelo alto custo.
O Plamus prevê investimentos de R$ 3 bilhões em dez anos, metade disso no sistema BRT. O estudo também aponta que o modelo deve ser implantado através de parcerias público-privadas, em modelo de concessão.
— A nossa prioridade é a implantação do BRT, com corredores exclusivos para ônibus modernos e confortáveis, o que vamos fazer por meio de parceria público privada. Estamos estudando o modelo a ser implantado e a proposta é de que até 2018 o primeiro trecho esteja funcionando — afirmou o secretário de Planejamento, Murilo Flores.
O Plamus também prevê modificações em vias importantes da Capital e das cidades da região, como as avenidas Mauro Ramos, a SC-401 e trechos da BR-101. A intenção é integrar corredores de ônibus e ciclovias. Pela proposta, em 10 anos a vias especiais para bicicletas passariam de 64 para 350 quilômetros. Com as mudanças, o estudo prevê que o tempo médio do transporte individual caia de 29 pra 22 minutos e o de transporte público, 60 pra 40.
A Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana (Suderf) estima que até 2018 parte do sistema BRT já esteja em funcionamento.
— A hora em que a obra começar vai ser um caos, vão me crucificar no Morro da Cruz. Mas isso não importa, porque será a etapa principal, a de fazer acontecer — brincou o superintendente Cássio Taniguchi, em referência à necessidade de fazer o planejamento sair do papel. (Fonte: Diário Catarinense – Upiara Boschi)

Leitores escolhem segurança pública como a causa que será acompanhada de perto pelo DC

Os efeitos da insegurança pública travaram a vida de Gislene Daiana Martins, 32 anos. A estudante de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sentiu na pele os problemas da segurança pública catarinense que transborda do sistema prisionale se soma aos efeitos das ruas.
Ao descer do ônibus na Rodovia Admar Gonzaga, no bairro Itacorubi, em Florianópolis, em 29 de setembro do ano passado, Gislene ouviu tiros que vinham do confronto entre policiais e bandidos. Os suspeitos haviam atirado contra uma base da Polícia Militar (PM) momentos antes em um dos primeiros atos da quarta onda de atentados registrada no Estado desde 2012.
Com medo de ser atingida por uma bala perdida, se escondeu no ponto de ônibus mais próximo. E foi justamente ali que o carro dos suspeitos bateu quando o motorista perdeu o controle do veículo. Vítima gratuita da criminalidade, Gislene tornou-se um símbolo da necessidade de investimentos em segurança em Santa Catarina.
A mesma insegurança que passou a tomar conta da jovem depois do acidente, parece estar espalhada pelo Estado. Na votação promovida pelo Diário Catarinense paraescolher a causa que será acompanhado pelo jornal por um ano no projeto DC de Olho, a segurança pública venceu com 23 mil votos, 86% do total. Falta de efetivo das polícias e sistema prisional são dois dos tópicos principais a serem explorados a partir da definição da causa.

Amputação e recuperação – Depois de 60 dias internada, Gislene saiu do hospital sem a perna direita, que teve de ser amputada. Além da sequela no corpo, ficaram as psicológicas. Por meses, precisou tomar antidepressivos. A dor física passou a se somar à revolta.
— A revolta não foi só em relação aos bandidos, mas à vida. Me senti revoltada também com a falta de preparo dos policiais, que abriram um tiroteio em via pública, perto de um hospital — conta a jovem, que já havia sentido na pele a insegurança ao ser assaltada em Palhoça.
Um ano e dois meses depois do acidente no Itacorubi, Gislene ainda acostuma-se à prótese colocada na perda direita, pouco abaixo do joelho. Ela contou com a ajuda de familiares e amigos, que segundo a jovem, foram fundamentais no apoio com campanhas.
— Me adaptei bem, sei que na maioria dos casos isso não acontece com as pessoas — revelou.
No final do ano que vem, pretende se formar na faculdade. A rotina da jovem resume-se entre a universidade e a casa onde mora com os tios nos Ingleses, na Capital. No começo de 2015, ela fez um acordo judicial com o Estado e será indenizada com um salário mínimo vitalício, além de ter recebido um valor por danos morais. Como solução para a segurança em SC, Gislene pensa que são necessários investimentos na base.
— O problema da segurança pública é estrutural. O que ocorre é um problema conjunto, que começa com a falta de investimento em educação. Para mudar essa situação, tem que mudar paradigmas sociais, na forma de pensar da sociedade. Precisa de uma perspectiva de cidadania — refletiu.

“Onde está a polícia quando mais se precisa dela?” – Além de ter passado pelo abalo de ser furtada no último dia 22 de novembro, domingo, Amy Katherine de Moraes ainda teve de enfrentar as dificuldades da falta de efetivo da Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência do crime.
Depois de perceber que bandidos haviam levado a bicicleta e a prancha de surfe dela, a jovem diz ter procurado a delegacia da Polícia Civil na Agronômica. No local, um aviso alertava que o registro de boletins de ocorrência só poderia ser feito de segunda à sexta-feira, em horário comercial.
Insatisfeita, Amy procurou a Polícia Militar no bairro Santa Mônica para ter acesso às câmeras de segurança. Os policiais responderam que somente com o boletim de ocorrência em mãos para que as imagens fossem cedidas. Em casa, ela tentou fazer o registro do crime pela internet, o que não foi possível pois o site da Polícia Civil informou que o fato não se enquadrava nas condições do boletim eletrônico.
— Ou seja, como proceder nesta situação, se não há a presença da polícia onde deveria haver, e se não aceitam minha ocorrência pela internet? Onde está a polícia quando se mais precisa dela? Me senti completamente desamparada. Isto que não é um dos casos mais graves. E se fosse alguém que tivesse sofrido uma agressão? Como prestar queixa? — desabafou a vítima.

Resultado da votação – Entre 31 de outubro e 22 de novembro, o DC disponibilizou aos leitores os temas de segurança pública, rodovias e clima para serem escolhidos como causa do jornal por um ano.
Abaixo o resultado da votação que ocorreu online e em urnas espalhadas pelo Estado:
Obras em rodovias federais de SC — 1.990 votos — 7.4% da preferência
Monitoramento climático e prevenção contra desastres naturais — 1.592 votos — 5.9% da preferência
Melhoria nos índices de segurança pública — 23.192 votos — 86.6% da preferência
Total: 27.090 votos (Fonte: Diário Catarinense – Ânderson Silva)

Portos do Brasil devem crescer 103% em movimentação de cargas até 2042

Os portos brasileiros devem registrar um aumento de 4,8% no volume de movimentação de cargas em 2015 em relação ao ano passado. O número foi apresentado pelo ministro da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, na última sexta-feira (27), no 2º Fórum de Infraestrutura, no Rio de Janeiro. Ele lembrou que desde 2003 o volume de movimentação de cargas cresceu 70%. “Neste ano, deve crescer 4,8%”, destacou.
“Mesmo neste momento difícil da economia, o setor portuário se apresenta como uma opção para o crescimento”, afirmou o ministro. Barbalho mostrou que no Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP) há a previsão de aumento em 103% na movimentação de cargas entre 2015 e 2042. “Nosso papel ? o de apresentar a todos as oportunidades de crescimento e de investimentos no setor”, afirmou. Para isso, Helder Barbalho defendeu a integração dos planos estratégicos de todos os gestores logísticos.
“Por exemplo, as obras de rodovias e de ferrovias devem ser coordenadas para se encontrarem com as obras dos terminais portuários”, ressaltou. “Cito o caso do Arco Norte. As obras da BR-163 e da futura ferrovia, bem como a ampliação da Ferrovia Norte Sul, são fundamentais para atrair investidores para os terminais de Outeiro e Vila do Conde”, disse. Segundo o ministro, isso criará uma opção logística para o escoamento da soja do Centro-Oeste. (Fonte: SEP – Extraído do Portal Conexão Marítima)

Blumenau: Não há solução imediata para o acesso na Rua Santa Maria

Moradora da Nova Rússia, Alexandra Griebener sente uma aflição toda vez que vai ao Centro da cidade. Teme que a área que desbarrancou na Rua Santa Maria ceda ainda mais. Ela lembra que em 1987 perdeu duas pessoas da família em um acidente de carro no trecho por causa de uma pedra. Três semanas depois da colisão, o local recebeu melhorias:
— Espero que o poder público não espere acontecer a mesma coisa no trecho onde deslizou terra em outubro. As pessoas têm medo de subir até aqui. Aqui onde moramos não tem risco algum. Se ocorrer uma catástrofe maior, ficaremos ilhados por causa daquele trecho. Acredito que é necessário pensar em um acesso alternativo pelo Jordão ou fazer a recuperação da rua.
Não há solução imediata para o deslizamento que ocorreu na Rua Santa Maria. O trecho está protegido com tapumes e por ser estreito, apenas um veículo por vez pode passar no local. Os moradores que antes iam até a localidade com um ônibus comum precisam fazer baldeação na ETA 3 e pegar um micro-ônibus até o fim da rua.
Segundo o secretário de Serviços Urbanos, Rafael Felipe Jansen, engenheiros fizeram análise do terreno e a conclusão que chegaram é de que a intervenção é complexa. O trecho que caiu foi o enrocamento feito em 2011 e são várias as alternativas de recuperação da via:
— Não há solução viável para o local neste momento. Durante o verão o trecho vai permanecer desta maneira até que possamos licitar o projeto. Podemos alargar a via e detonar rochas, fazer um desvio, recuperar a encosta ou até pensar em um novo acesso para a região. É uma intervenção bem complicada e cara, e nossa preocupação agora é manter o transporte coletivo até o fim da rua.
Conforme Jansen, o projeto deve ser licitado no início do próximo ano para verificar qual a melhor solução de engenharia para o trecho. Não há previsão para o início das obras. Questionado sobre os riscos de a terra ceder ainda mais, o secretário ressalta:
— Não há garantia, mas nos preocupa. O tempo ainda não firmou e primeiro precisamos da definição do tipo de projeto. (Fonte: Jornal de Santa Catarina)

ONU garante que COP21 terminará com acordo para substituir Tratado de Kyoto

A 21ª Conferência do Clima (COP21), que reúne, nesta segunda-feira, cerca de 153 chefes de Estado e de governo em Paris, vai resultar em um acordo “legalmente vinculante” para substituir o Tratado de Kyoto como marco jurídico internacional de combate ao aquecimento da Terra. A afirmação foi feita ao Estado pela secretária executiva da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres.
Essa disposição contradiz a resistência do governo dos Estados Unidos, que tem posição refratária a um acordo com força de lei para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Christiana é a principal autoridade da ONU sobre mudanças climáticas e exerce papel de mediadora das negociações diplomáticas. Questionada pela reportagem sobre se o acordo em discussão terá caráter obrigatório, a executiva foi taxativa:
— Claro. Será um acordo legalmente vinculante.
Em 12 de novembro, o secretário de Estado americano, John Kerry, concedeu entrevista ao jornal Financial Times na qual afastou a hipótese de que a conferência resulte em um acordo internacional com força legal, como o Protocolo de Kyoto.
— Definitivamente não será um tratado — disse Kerry, reforçando a seguir que “não será um acordo legalmente vinculante de metas de redução de emissões como Kyoto”.
O Protocolo foi firmado na 3.ª Conferência do Clima (COP3), realizada no Japão em 1997, e ainda hoje é a principal diretriz da luta contra o aquecimento global. Indagada pelo Estado se Washington concordará com o caráter obrigatório do acordo de Paris, Figueres afirmou.
— Sim, os Estados Unidos vão concordar.
Para a secretária executiva, porém, “é muito simplista dizer que o acordo será igual ao Protocolo de Kyoto”.
— Será um instrumento legalmente vinculante muito mais complexo — argumentou. —Será legalmente vinculante, será assinado sob o guarda-chuva da Convenção da ONU, assim como o Protocolo de Kyoto foi, mas teremos instrumentos que terão diferentes níveis, diferentes naturezas de obri
ações legais.
Na última reunião de cúpula do G20, realizada na Turquia, a declaração final do evento, assinada por todos os líderes presentes, incluindo o presidente dos EUA, Barack Obama, exortava a comunidade internacional a adotar “um instrumento com força legal” na COP21. Mas as dúvidas persistem sobre a disposição de Washington de se engajar. Em resposta às declarações de Kerry, o presidente da França, François Hollande, que, como anfitrião, costura o acordo global, afirmou que, “se o acordo não for legalmente vinculante, não haverá acordo”.
Para a secretária executiva, outra questão sensível da COP21, o financiamento da mudança de matriz energética e das medidas de adaptação, está encaminhado.
— Esse ponto está muito claro. Os US$ 100 bilhões precisam vir de países desenvolvidos ou da iniciativa privada — explicou, descartando um aporte obrigatório de países emergentes, como o Brasil.
Nesse sentido, o acordo respeitaria o princípio das “responsabilidades comuns, mas diferenciadas”, um dos parâmetros das negociações climáticas.
— Eu não espero que (os recursos) venham do setor público de países em desenvolvimento. Isso não quer dizer que, além dos US$ 100 bilhões, países em desenvolvimento não possam contribuir, como já vimos com a China, que está colocando US$ 3 bilhões na mesa em uma colaboração sul-sul.
Por outro lado, disse a secretária, as discussões para criação de um mecanismo de verificação para controlar o cumprimento de metas de redução de emissões de gases de efeito estufa ainda está em aberto. A proposta é que uma avaliação seja feita a cada cinco anos, quando as metas seriam mantidas ou aprimoradas — mas nunca pioradas.
— Isso ainda é realmente parte da discussão em curso.
Seis anos depois do fracasso retumbante da COP15, em Copenhague, na Dinamarca, Christiana Figueres diz que há risco de fracasso “zero”. A situação seria diferente porque, dois anos depois do desastre de Copenhague, na 17ª Conferência do Clima, realizada em Durban, na àfrica do Sul, os chefes de Estado e de governo assumiram o compromisso formal de chegar a um acordo em 2015, em Paris. (Fonte: Estadão Conteúdo – Extraído do Portal Diário Catarinense)

Loetz: “A recuperação virá só a partir de 2018”, diz presidente da Whirlpool

Dias longos e ano curto. Assim o presidente da Whirlpool Latin America, João Carlos Brega, define 2015, período de extremos desafios para a indústria brasileira e, em especial, para alguns segmentos, como os de eletreletrônicos e eletrodomésticos e automóveis, em razão do recuo de poder de compra da população.
Assustada com o desemprego, que já chega a 10% do conjunto das pessoas em idade para trabalhar, a sociedade parou de comprar bens de consumo duráveis e semiduráveis. Neste contexto de incertezas e dúvidas sobre o que vai acontecer, a Whirlpool está cautelosa.
Bem informado e com acesso a análises abalizadas, Brega acredita que a recuperação dos negócios só virá junto com as próximas eleições presidenciais, em 2018.
Ele concedeu entrevista exclusiva de 20 minutos ao “AN”, após solenidade de inauguração de Espaço Cônsul e de visita à fábrica, na última quarta-feira.
Confira a síntese do seu pensamento, um dos mais influentes nomes da indústria brasileira e dirigente de um grupo econômico reconhecido pela sua excelência.

Fora dos planos – A Whirlpool teve lucro 60,4% menor no balanço de setembro (em comparação com igual período de 2014). Isso não estava na nossa conta no começo do ano. Não posso falar sobre o desempenho de todo o ano. Somos uma empresa de capital aberto e os números finais só serão apresentados com o balanço. Tivemos de ser diligentes no gerenciamento disso (em relação ao resultado apurado até agora). A dificuldade de curto prazo acontece. Lógico que preservamos o longo prazo. Como é comum na Whirlpool, investimos de 3% a 4% do faturamento em pesquisa e tecnologia. A pesquisa está no nosso DNA.

Adequação – Neste ano, não estamos repondo as vagas fechadas. Quando analisamos o período de 12 meses, sem dúvida há perdas (de postos de emprego). A adequação foi feita para o tamanho do mercado. Não, os nossos trabalhadores não saem para trocar de emprego, para irem para outra indústria. Quem pede para sair, o faz por motivos bem pessoais. Mudança de família para outra cidade, por exemplo.

Calendário – O olhar dos acionistas da Whirlpool sobre o Brasil é sempre um olhar atento. Desde o começo do empreendimento em Joinville, há décadas, quando eles eram minoritários no negócio. A companhia já pegou os tempos de bonança do Brasil e, agora o da crise. Eles entendem isso. Reconhecem que é um ciclo. O que precisa é o Brasil se resolver internamente. O país é comandado pelo calendário político.

Curto prazo – Analiso o cenário econômico com os fatos: O ano foi – e ainda é – de muitas dificuldades. Elas, as dificuldades, vão permanecer até o final de 2017. O primeiro trimestre de 2016 será bastante difícil, muito duro. Por alguns motivos: a natural sazonalidade, com férias coletivas, o Carnaval. E, muito importante, os indicadores macroeconômicos ainda vão apresentar dados ruins entre os meses de janeiro e março. O índice de desemprego vai aumentar. A produção industrial e o PIB serão anunciados em março. Não serão dados bons. Mas a crise vai acabar. Claro que vai.

Problema político – O principal problema do Brasil é político. Até março de 2016, saberemos o nível de aceitação dos pedidos de impeachment dapresidente Dilma Rousseff e do presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha. Por causa da parada política, não se consegue fazer o ajuste fiscal. O ano de 2016 já está dado. Teremos novamente queda do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2017, a situação vai parar de piorar. E podemos ter o início da recuperação em 2018. E por que 2018? Porque vamos ter eleições e, nestas circunstâncias, se espera uma melhoria.

Novos produtos – A Whirlpool lançou 200 produtos em 2015. E serão mais 200 a serem apresentados ao mercado no próximo ano. Do total, 165 para o Brasil e 35 no restante dos países. É justamente porque novas tecnologias se incorporam e identificamos necessidades novas nas pessoas que criamos novidades. Hoje, o consumidor de produtos da linha branca (Whirlpool Eletrodomésticos) está, claramente, no mercado de reposição. É aquele cliente que compra novo produto porque o seu refrigerador, fogão ou microondas está velho demais, estragou. A compra planejada, realizada para satisfazer um desejo próprio, estancou; é bem reduzida. Por isso, é importante termos os produtos certos nos pontos de venda.

Investimentos – Não posso falar sobre investimentos programados. Nem abrir quais serão os novos lançamentos de produtos. Isso será falado no momento oportuno. (Fonte: A Notícia)

Carolina Bahia: O desgaste de Lula

Líder absoluto do PT, Lula deixa de ser o grande trunfo do partido, a arma capaz de arrebentar os adversários em 2018. Essa era a crença de muitos petistas que, agora, terão mesmo que reinventar o partido. Pesquisa Datafolha mostra queda de popularidade do ex-presidente, que avança na mesma rapidez com que novos lances da Operação Lava-Jato são desvendados. E as perspectivas não são boas para Lula. A prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) só agrava esse quadro de desconfiança do eleitorado com o PT, com o ex-presidente e, por consequência, com o governo Dilma. A mesma pesquisa revela que, hoje, a maior preocupação do eleitor é com a corrupção. E o combate à corrupção, que um dia foi a principal bandeira do PT, acabou perdida, abandonada nos últimos anos. Isso ajuda a explicar tamanho desgaste.

Paralisou – A prioridade absoluta do governo é conseguir votar a mudança da meta fiscal ainda amanhã no Congresso. A oposição, no entanto, já anunciou que vai obstruir em protesto contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e uma ala significativa do PMDB ameaça fazer corpo mole.

Pedalando – Se as empreiteiras já estavam reclamando de atrasos nos repasses do governo, com o novo corte no orçamento podem se preparar para receber somente em janeiro. A partir de hoje (30), ministérios começam a se organizar para manter o pagamento do essencial.

Solidariedade – O Conselho de Ética do Senado dificilmente conseguirá votar a abertura do processo de cassação contra Delcídio do Amaral (PT-MS) ainda neste ano. Além dos prazos apertados, o conselho é dominado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). No plenário, por exemplo, Calheiros fez de tudo para que o voto sobre a prisão de Delcídio fosse fechado.

Cada um por si – Diante do contínuo desgaste do partido, deputados petistas pressionados pelas suas bases estão chutando o balde por conta própria. Deputados já começaram a divulgar notas, defendendo a expulsão do senador Delcídio do Amaral do partido e a punição do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Alerta – Sinal amarelo no PSDB. Pesquisa Datafolha mostra que Marina Silva é quem mais se beneficia com a crise petista, embora o senador Aécio Neves (MG) mantenha liderança nas simulações. Tucanos aceleram lançamento de propostas para recuperação da economia. (Fonte: Diário Catarinense)

Audiência Pública na Câmara de Biguaçu cobra melhorias na SC-407

A situação da SC-407, rodovia que liga as cidades de Biguaçu e Antônio Carlos, volta a ser tema de debate em uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Biguaçu. O encontro será na segunda-feira, dia 30, às 18h.
Na audiência, os vereadores relatarão as dificuldades enfrentadas diariamente por motoristas, moradores e pedestres que transitam pela rodovia, que cada vez mais acumula buracos e defeitos na pista, colocando em risco a vida das pessoas.
— Com as chuvas intensas dos últimos meses, a situação da SC-407 piorou e muito. Os condutores têm de fazer manobras perigosas para desviar dos buracos, o que pode ocasionar acidentes e trazer prejuízo aos motoristas — destaca a presidente da Câmara, Salete Cardoso.
Além disso, o transporte de hortaliças, gramas e os caminhões que transportam produtos, principalmente da Vonpar e da Petrobras, aumentam os riscos de acidentes na pista.
O encontro foi convocado pela presidente, Salete Orlandina Cardoso, e pelo deputado João Amin, presidente da Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Deve contar com representante do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), responsável legal pela SC-407, cidadãos e autoridades dos dois municípios. (Fonte: Hora de Santa Catarina)

Débora Remor: Jaraguá do Sul capacita profissionais do trânsito

Jaraguá do Sul e região contabilizam apenas cinco homicídios no ano, mas já somam mais de 50 mortes no trânsito. Significa dizer que temos 19,6 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes do Vale do Itapocu. Nesta guerra civil invisível, todos somos responsáveis e devemos repensar o modo de agir, seja atrás do volante ou sobre duas rodas seja como pedestres.  Profissionais que atuam diretamente no trânsito nos instigam a tomar as atitudes corretas e é com foco na capacitação deles que ontem começou um curso de pós-graduação em gestão de trânsito. Os recursos do convênio de trânsito (leia-se dinheiro das multas) viabilizaram a participação de 30 alunos – 20 policiais militares, cinco policiais civil e cinco servidores efetivos do município, com aulas quinzenais até maio de 2017. Os conteúdos tratados, desde segurança até questão de engenharia e sinalização viária, depois serão alvo de trabalhos de conclusão, e os 15 melhores farão parte de um livro, editado pela Unisul, universidade responsável pelo curso. (Fonte: A Notícia)

Busão mais em conta

Em época de inflação crescente e retração de renda, a empresa Biguaçu Transportes Coletivos anuncia uma boa notícia aos usuários das linhas executivas de São José, Biguaçu e Governador Celso Ramos. Com o cartão Smart 9.16, a cada cinco viagens nestas linhas entre 9h e 16h, uma será de graça. A iniciativa entra em vigor a partir da próxima terça-feira. (Fonte: Diário Catarinense – Rafael Martini)

Naqueles tempos

Ninguém entende porque aquele país que se ergueu sobre uma terra linda, outrora abençoada por Deus e pela natureza, serve de paradigma para o assimétrico, o descompassado, o anárquico, o ruim, o anormal, o caótico, o enredado, o labiríntico. “Se há um jeito torto de realizar as coisas, por quê fazê-las pelo método certo?” – este parece ser o atual lema daquele bizarro acampamento – ou melhor, aquele recanto do mundo onde o “lema” virou “lama”.
De repente, parece que todo mundo naquele país concordou em discordar. Em cada esquina surge uma nova tribo, com seus próprios interesses, suas pequenas falcatruas, seus desvios e seus alcances.
Os povos que habitam a velha Terra da Santa Cruz sabiam que um dia o Senhor cobraria um mínimo de decência, de honradez e de inteireza.
O velho Ulysses ainda tentou produzir uma Lei de quase 500 tábuas, a qual chamou de “Constituição Cidadã”, mas ela saiu t&atil
e;o desalinhavada que os seus próprios construtores marcaram data para a correção.
Para revisar a obra do antigo faraó, chamaram pedreiros de todos os partidos. Os anões, os mensaleiros, os empreiteiros, os petrolões, os que só trabalhavam movidos por uma boa propina.
O que dizer de uma Câmara de Representantes cujos parlamentares organizam “pautas-bomba”?
Ou seja: projetos de lei para prejudicar o país e levá-lo à falência? Haverá paralelo em algum “Inferno” institucional?
O Senhor viu aquilo e disse:
– Eles constituem um povo e falam uma única língua. Teriam tudo para edificar o mais belo país da Terra. Mas são mesquinhos. E orgulhosos. E sem moral. Vendem seu caráter. Seu mandato. Sua opinião.
Cansado de proteger aquele país de inimigos da ética, o Senhor resolveu punir os que se diziam “representantes”, mas que só pensavam em si mesmos.
Um mar de lama brotou bem no coração daquela terra – e foi descendo rumo ao oceano, tingido pela lúgubre cor do barro – não por coincidência a matéria prima com que o Senhor modelou o homem.
– Vais te chamar Eduardo Cunha, ou conhecer-te-ão como Delcídio, o falso humanitário! Serás da espécie dos que amam mais a pecúnia do que a humanidade e o humanismo! E a lama não para de brotar no solo daquele país tropical, outrora abençoado por Deus. (Fonte: Diário Catarinense – Sérgio da Costa Ramos)

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