Florianópolis, 22.1.16 – Promessa antiga, a ampliação do número de faixas da Via Expressa (BR-282) está de volta ao centro do debate das lideranças políticas da Grande Florianópolis. Embora a elaboração do projeto tenha começado em 2011, ele está parado por falta de previsão orçamentária do governo federal.
Prefeitos da região se reunirão com o governador Raimundo Colombo (PSD), na próxima segunda-feira em busca de apoio para cobrar a obra em Brasília. Um dos principais gargalos da região, a rodovia recebe fluxo de 130 mil veículos por dia, segundo Dnit.
Segundo o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o projeto no trecho de 5,5 quilômetros entre a Capital e São José foi 80% concluído. O chefe de Planejamento do Dnit de Florianópolis, Huri Raimundo, diz que a ampliação está prevista no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com R$ 100 milhões reservados. Mas a obra completa custas R$ 500 milhões, com prazo de execução de quatro anos.
Pelo projeto, a Via Expressa passaria de duas para três faixas para veículos em cada sentido, separados por canteiro central. Seriam incluídos dois acostamentos e calha exclusiva para ônibus. Também está prevista uma via lateral expressa com passeio para pedestre e ciclovia.
Ontem, prefeitos da região se reuniram em São José e traçaram ações para tirar o projeto do papel. O grupo cogita sugerir a execução por etapas – assim como o Dnit estuda. “Percebo que a obra está na vala comum dos projetos do governo federal suspensos pela dificuldade financeira”, afirmou o prefeito da Capital, Cesar Souza Júnior (PSD). Após o encontro com o governador, os prefeitos agendarão audiência no Ministério dos Transportes, Dnit e Fórum Parlamentar Catarinense. (Fonte: Notícias do Dia – Daiana Constantino)
Protesto contesta preço de passagem
Foi ao som de “eu não quero que roubem meu dinheiro” que a manifestação que começou tímida na Praça Victor Konder, em frente à prefeitura de Blumenau, tomou uma das quatro pistas da Rua 7 de Setembro ontem à noite. Por quase duas horas o grupo formado por jovens estudantes, integrantes de movimentos sociais e parentes de funcionários do transporte coletivo entoaram jingles contra o aumento de R$ 0,35 na passagem de ônibus na cidade, decretado no último dia 11 e que passa a vigorar na próxima quarta-feira.
O itinerário dos manifestantes, que receberam o apoio de motoristas de ônibus que buzinaram quando o grupo dobrou a esquina da Rua Paulo Zimmermann com a 7 de Setembro, tinha como ponto final o Terminal da Fonte. Antes da saída, líderes da ação, que nasceu semana passada em uma página no Facebook, deixaram claro que aquele seria o primeiro de muitos protestos.
– É difícil construir uma grande manifestação em tão poucos dias – discursava Gabriel Theis, um dos idealizadores, para o público que, às 19h, era de aproximadamente cem pessoas.
Ao longo da caminhada por uma das principais ruas da cidade, o coro, já de quase 150 pessoas, segundo a organização, cantava não apenas contra o aumento da tarifa de R$ 3,30 para R$ 3,65, mas também a favor dos 1,3 mil trabalhadores do sistema, que estão sem receber salário desde o começo do mês.
Outra manifestação está marcada para terça-feira, véspera do início da cobrança da nova tarifa. A concentração será às 18h, em frente à prefeitura.
Em Florianópolis, o Movimento Passe Livre reuniu cerca de 150 pessoas, segundo a Polícia Militar, às 18h, na frente do Terminal de Integração do Centro da cidade (Ticen) para o 2o Ato Contra o Aumento da Tarifa. Os manifestantes saíram em passeata e fecharam todas as pistas da avenida Gustavo Richard. A PM não deixou que a passeata prosseguisse pelo túnel Antonieta de Barros – a Tropa de Choque chegou a ser chamada, mas não houve conflito. (Fonte: Diário Catarinense – Larissa Neumann)
Novo prazo
Quem vive às margens da BR-480 no trecho do acesso Plínio Arlindo de Nês — que liga a BR-282 ao centro de Chapecó – vai ter que esperar até o final de fevereiro para atravessar a rodovia em segurança. De acordo com a Sul Catarinense, empreiteira responsável pela obra de revitalização do acesso, as passarelas só vão ficar completamente prontas daqui cerca de 40 dias. Sem uma passagem segura para pedestres, os moradores têm que se arriscar atravessando a pista e pulando a mureta. No ano passado duas pessoas foram atropeladas nesse trecho. Uma morreu e outra ficou gravemente ferida.
No projeto, há três passarelas ao longo dos sete quilômetros e meio duplicados. A do bairro Eldorado ficou pronta no início de 2014; a do Belvedere está em fase de acabamentos e a do Trevo só tem os pilares. A revitalização do acesso era para ter sido entregue em 2014. O governo do Estado diz que a obra parou porque a empreiteira entrou em recuperação judicial. Já a Sul Catarinense diz que o prazo contratual não foi cumprido porque os pagamentos foram suspensos até a aprovação do projeto executivo da obra – ainda sem prazo. (Fonte: Diário Catarinense – Eduardo Cristófoli)
Caminho da fé
Cinco anos depois da assinatura da ordem de serviço pelo então governador Leonel Pavan (PSDB), finalmente a rodovia SC-436 será inaugurada. A construção passou por entraves que paralisaram os trabalhos inúmeras vezes, inclusive com brigas na Justiça pelas empresas que participaram do processo. Conhecida como Estrada da Albertina, a rodovia de 7,7 quilômetros liga a comunidade de São Luiz, em Imaruí, ao município de São Martinho e dá acesso ao santuário da beata Albertina Berkenbrock. Moradores acreditam que o número de fiéis que visitam o santuário deve dobrar. A inauguração está marcada às 9h30min no salão da comunidade de São Luiz e terá a presença do governador Raimundo Colombo. (Fonte: Diário Catarinense – Marco Antônio Mendes)
Receita de salvação
Recessão, depressão, a interminável dinâmica das más notícias. Será que a próxima eleição “salva”?
Entre uma eleição e outra o santo nome do povo é invocado para enfeitar alguma frase de efeito, como aquela que garante ser a democracia “o governo do povo, para o povo e pelo povo”, no célebre discurso de Abraham Lincoln, pronunciado em 1863.
Na verdade, ao povo sempre será deferido ser livre, desde que compareça ao guichê e pague todos os impostos. O povo paga, sempre pagou. Como já insinuava o irreverente Voltaire em 1778, 11 anos antes da Revolução Francesa.
“É oportuno que o povo seja guiado – e não que seja instruído.”
É importante reagir a essa incultura e a representantes que se elegem para roubar. Ou exercem a administração pública para levar vantagens e se perpetuar no poder.
O Brasil só reencontrará a sua alma saindo da baixa autoestima que o encarcera, se romper com a inércia do conformismo e articular uma ampla reforma política, que inclua a reorganização e a limitação dos partidos, o voto distrital e a inclusão de novos deveres constitucionais. Entre eles a proibição de agentes públicos “legislarem em causa própria” – privilégios e abusos cometidos pela corporação dos poderes Legislativo e Judiciário.
O grande mal que aflige o Brasil, hoje, tem como carro-chefe a corrupção, enraizada no assalto a empresas estatais e na promiscuidade entre políticos e empresas privadas, tendo por objetivo o financiamento de campanhas eleitorais – as mais caras do mundo.
Reforma política conduzida por políticos, sabe-se, é missão destinada ao fracasso – e este é o grande desafio da cidadania: construir regras limpas para depurar eleições contaminadas pela roubalheira do tipo petrolão.
O simples impeachment não vai mudar nada. Vai apenas refletir o atraso institucional de um país naufragado em malfeitos. Trata-se de um processo traumático, capaz de levar a um estado terminal todos os pilares ainda recuperáveis da política e da economia.
Trágica, porém, é a falta de líderes e de bom senso entre as três dezenas de partidos que só pensam em seu próprio benefício.
É preciso um mínimo de amor ao país – este belo e sofrido país – hoje vivendo o triste cenário de um suicídio institucional. (Fonte: Diário Catarinense – Sérgio da Costa Ramos)
Na carona de três aliados
Três governadores aliados da presidente Dilma Rousseff podem ajudar os demais Estados na renegociação da dívida com a União: Fernando Pimentel (PT-MG), Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) e Renan Filho (PMDB-AL). Pimentel é o PT no ninho tucano, Pezão mantém parte do PMDB ligada ao Planalto e Renan Filho, como indica seu batismo, é herdeiro de Renan Calheiros. O trio anseia uma revisão dos contratos que vá além dos juros mais baixos. A ideia de reduzir a parcela do débito, que bate em 13% da receita, esbarra em entraves legais. Por isso, a pressão por uma saída capaz de garantir folga imediata de caixa. A fórmula mágica ainda não foi encontrada. A situação de Santa Catarina é mais amena, porém o governador Raimundo Colombo (PSD) monitora as tratativas. Nesta semana, viajou a Brasília para uma reunião discreta sobre as novas condições do contrato. Em fevereiro, governadores retornam à capital federal para novas discussões. Por necessidade política, Dilma terá de socorrer os aliados. Assim, precisará auxiliar o restante da federação. Santa Catarina agradecerá.
Piada pronta – O convite para que o ator Wagner Moura integre o Conselhão do governo federal rendeu piada imediata em Brasília.
– Qual o primeiro conselho do Capitão Nascimento à presidente Dilma?
– Pede pra sair.
Escalando – A Autoridade Pública de Governança do Futebol terá nove membros: quatro indicados por ministérios, um jogador profissional, um dirigente, um treinador, um árbitro e um de entidade de fomento do futebol. Mandato de três anos, sem remuneração.
Saudades – A atuação do ministro Marcelo Castro (Saúde) no combate ao zika vírus faz o governo sentir saudades de Arthur Chioro (PT-SP), desalojado da Saúde para acomodar o deputado do PMDB. Chioro era considerado mais organizado do que Castro, que também peca por falar demais. (Fonte: Diário Catarinense – Guilherme Mazui)
O pior saldo do emprego em 12 anos para SC
A grave crise econômica que assola o país mostrou um de seus lados mais perversos em 2015. Após 12 anos seguidos de crescimento, o mercado de trabalho brasileiro perdeu 1,54 milhão de vagas no ano passado. E não foi diferente em Santa Catarina. No Estado, foram cortados 58.599 empregos, uma queda de 2,88%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho. Os números deixam SC em oitavo lugar entre os que mais demitiram. O oposto ao de 2014, quando liderou a criação de vagas, com quase 54 mil postos gerados.
Entre os municípios catarinenses, quem mais perdeu foi Joinville. Impactada pela queda na indústria de transformação, a maior cidade do Estado viu 10,3 mil empregos serem ceifados em 2015, o que representa 17,3% do tombo catarinense. É quase o dobro de fechamentos de Blumenau, que perdeu 5,2 mil vagas e tem o segundo pior saldo. São José é a terceira (-3,7 mil), seguida de Jaraguá do Sul (-3,2 mil), Brusque (-2,9 mil), Itajaí (-2,8 mil) e Chapecó (-2,6 mil). O melhor desempenho foi de Imbituba, com a criação de 285 empregos.
Quando é feito o recorte por setores econômicos, fica claro que os trabalhadores da indústria de transformação foram os mais prejudicados. Somente em Santa Catarina, foram 36,3 mil empregos a menos no setor. Comércio (-9,5 mil) e construção civil (-8,5 mil) fecham o pódio das demissões.
Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Glauco José Côrte, o resultado reflete o quadro econômico do país:
— O desemprego é a face mais cruel da crise, pois atinge os trabalhadores e suas famílias. Esse resultado anulou todo o esforço de criação de vagas de 2013 e 2014.
Ainda segundo Côrte, os setores metal-mecânico e têxtil tiveram os piores índices da indústria, perdendo 11 mil empregos cada em 2015. Só a indústria alimentícia teve saldo positivo, com 2 mil vagas criadas.
Entre os comerciantes, o clima também é de pessimismo. Segundo presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupp, os principais fatores que levaram à queda foram falta de confiança do consumidor, inflação crescente e alta dos juros.
— O aspecto político impacta. Não vemos nenhuma discussão sobre temas essenciais, como as reformas tributária e previdenciária. Além disso, o ajuste fiscal que vem sendo proposto não teve efeito prático nenhum — afirma Breithaupp.
Dezembro representa 60% da perda de vagas de todo o ano – Somente em dezembro, SC perdeu 34.971 postos – quase 60% dos cortes do ano. Segundo o Ministério do Trabalho, o número se explica por questões sazonais, como entressafra agrícola, férias escolares, período de chuvas e término das festas de fim do ano, que afetam quase todos os setores.
Na indústria, o mês geralmente é marcado por demissões, principalmente com o fechamento de vagas temporárias abertas entre setembro e novembro para atender encomendas de fim de ano. Em 2015, esse quadro foi ainda pior, segundo Glauco Côrte.
– As festas de fim de ano não foram fortes e também vivemos um período de recessão aguda. Esses dois fatores a
udaram nos números negativos – conta.
No comércio, a criação de vagas temporárias também foi bastante reduzida. Enquanto nas temporadas anteriores essas contratações apresentaram números expressivos — 22 mil em 2013/2014 e 8 mil em 2014/2015 — desta vez os temporários não devem passar de 2 mil em toda SC.
No Brasil, o fechamento de 1,54 milhão de postos significa um recuo de 3,74% no número de empregos formais. O resultado é o pior da série iniciada em 2002. Assim como em SC, a indústria registrou a maior queda, com 608,8 mil vagas perdidas. (Fonte: Diário Catarinense – Leonardo Gorges)
Desemprego chega a SC
Duas péssimas notícias para a economia e para as famílias catarinenses. A primeira vem de Blumenau. O grupo Malwee decidiu fechar a unidade industrial de Blumenau como medida de contenção de despesas para enfrentar a crise econômica e manter a competitividade de seus produtos. Foram dispensados 300 colaboradores, que representam 3% de todo o pessoal do grupo, na matriz e filiais.
A segunda vem da estatística oficial do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Santa Catarina apareceu em posição negativa em relação aos empregos, quebrando uma tendência de vários anos, quando se destacou até em números absolutos como o maior empregador do Brasil. O déficit de empregos em 2015 chegou a 58.599 vagas.
Para se ter ideia da dramática situação provocada pela crise econômica do governo Dilma, Joinville está entre as 50 cidades que mais fecharam postos de trabalho no ano passado. Foram atingidos 10.366 trabalhadores, o que representa uma tragédia para milhares de famílias catarinenses.
Mais grave é constatar que o dólar continua subindo, que as previsões dos organismos nacionais e internacionais são péssimas para 2016 e também para o próximo ano, sem que se identifique perspectiva de retomada do crescimento econômico.
Santa Catarina vem ocupando uma posição privilegiada nos últimos anos. Com os sucessivos aumentos do dólar, com o aumento do desemprego e da inflação, toda a cadeia produtiva sofrerá as consequências da incompetência e da teimosia do lulopetismo em apostar em fórmulas sepultadas pelo fracasso absoluto em países bem próximos do Brasil.
A viagem – O governador Raimundo Colombo realizou uma missão especial esta semana em Brasília. Estava acompanhado apenas do secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni. Trata-se de um projeto de grande impacto que poderá provocar mudança significativa no governo de Santa Catarina. O assunto está sendo mantido a sete chaves.
Avenida em obras – Uma das principais obras do governo estadual em Joinville – a duplicação da Avenida Santos Dumont – continua sendo agilizada. Tem oito quilômetros e custará R$ 48 milhões. É executada em parceria com a prefeitura. (Fonte: Diário Catarinense – Moacir Pereira)
Empregos suprimidos
O fechamento de mais de 1,5 milhão de vagas de trabalho com carteira assinada em 2015, confirmado nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, é a consequência mais visível e mais cruel da recessão enfrentada pelo país. Em Santa Catarina, a redução do número de vagas no período atingiu um total de 58,5 mil, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Por isso, o fenômeno exige atenção ainda maior por parte do governo às ações destinadas a tirar a atividade econômica do marasmo e do retrocesso.
Independentemente do acerto ou não da decisão do Banco Central de manter inalterada a taxa básica de juros em 14,25% nesta semana, o que preocupa são alguns sinais contraditórios transmitidos ao mercado. A opção por não elevar o percentual confirma que a equipe econômica está mais preocupada, neste momento, em acabar com a recessão, o que é correto. O país não pode consentir com a continuidade de fenômenos como o desemprego recorde, que tanto sofrimento causam a um contingente expressivo da população.
Ainda assim, as condições para uma retomada da economia precisam ser perseguidas com clareza e transparência. Isso significa que as providências adotadas não podem implicar qualquer risco de mais margem para inflação. Faltou esse tipo de preocupação quando o Banco Central hesitou em relação aos juros. E é preciso também o máximo de cuidado nas ações com o objetivo de recuperar as vagas perdidas no mercado formal de trabalho, para que possam produzir resultados efetivos, e não mais frustração. (Fonte: Diário Catarinense – Editorial)

