O presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider, questionou o superintendente do DNIT, Amauri Sousa Lima, durante reunião da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc nesta terça-feira, 7, sobre os investimentos nas rodovias federais catarinenses. Ele reforçou a necessidade de manter o ritmo dos trabalhos de manutenção e conservação das estradas, além do andamento das obras de ampliação da malha rodoviária.
Quando falamos de duplicação, falamos de projetos muito antigos. A BR-470 começou há 20 anos e não foi concluída. Nos últimos 10 anos, tivemos um aumento de 40% na frota de veículos no estado, enquanto a malha cresceu apenas 2%. Santa Catarina tem uma alta densidade de frota. Estamos num cenário de colapso de mobilidade”, afirmou Schneider.
O presidente da Fetrancesc defendeu que Santa Catarina receba, pelo menos, R$ 1 bilhão por ano.
Estamos falando hoje de projetos que já deveriam estar incorporados à realidade de SC. Algumas das pessoas presentes aqui, e eu me incluo nesse grupo, não verão essas obras concluídas. Tudo demora muito para acontecer. Precisamos mobilizar a base parlamentar e o governo estadual para a sensibilização do Ministério dos Transportes para que SC receba os recursos que merece. Não é questão de luxo ou conforto excessivo, é de necessidade”, salientou.
Durante sua apresentação, o superintendente Amauri Souza Lima informou que, até o momento, foram investidos R$ 478 milhões nas rodovias federais catarinenses. Mas se mostrou otimista ao afirmar que acredita que o investimento em 2025 poderá atingir R$ 900 milhões, o que supera o orçamento previsto, que é de pouco menos de 700 milhões para este ano:
Estamos entrando em um período que chamamos de janela, em que Santa Catarina poderá incorporar no seu orçamento recursos transferidos de outros estados em que as obras não estão performando. Esses R$ 900 milhões seriam suficientes para cobrir tudo o que está planejado para o ano”.
Respondendo ao questionamento da Fetrancesc, o superintendente informou que a situação atual é melhor que a do passado. “Os recursos não vieram antes, só agora em 2023 e 2004. Foram 10 anos de obras paradas. Isso é um atraso. Com relação ao nosso planejamento, a única obra que deve durar um pouco mais é a BR-280, mas que, como já anunciou o ministro Renan Filho, vai pra concessão no ano que vem”, explicou.
Orçamento para 2026
Em relação ao que está na proposta do orçamento da União para o DNIT em 2026, Lima afirmou que a expectativa é ampliar o volume de recursos disponíveis para as rodovias federais em SC. Na semana passada, a Fiesc afirmou, em documento enviado ao ministro dos Transportes, Renan Filho, aos parlamentares do estado e ao DNIT, que a redução de verbas previstas para 2026 deverá afetar obras nas BRs 470, 280, 163, 285 e 282. A entidade destaca que os R$ 506,7 milhões alocados para o estado são insuficientes para a conclusão de obras em andamento e para a manutenção preventiva.
O superintendente do DNIT explicou que a expectativa é de que a LOA possa destinar mais recursos para rodovias em SC. “O ministério está fazendo esforços para ampliar os investimentos”, afirmou Lima.
*Com informações da Fiesc

